Sesc SP

postado em 25/03/2016

Cenograficamente: da cenografia ao figurino

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Em livro, José de Anchieta trata de seu ofício, de suas memórias, das influências, dos amigos e oferece ao leitor o belíssimo trabalho realizado em seus cadernos de cenografia e figurino

 

No dia 05 de abril, às 20h, as Edições Sesc São Paulo lançam no Sesc Consolação o livro Cenograficamente: da cenografia ao figurino, do cenógrafo, figurinista e diretor de arte pernambucano José de Anchieta Costa. O evento contará com a presença do autor, que ao longo de mais de 50 anos de carreira, deu um novo significado para o trabalho cenográfico no Brasil, atuando ao lado de diretores como Antunes Filho, Alexandre Reinecke, Dagoberto Feliz, Cacá Rosset, Iacov Hillel, Ricardo Karman.

Com prefácio assinado pelo também cenógrafo J.C. Serroni, a obra está organizada em quatro partes bastante distintas e, ao mesmo tempo, profundamente entrelaçadas. O leitor atento vislumbrará o conjunto formado pelos detalhes da vida pessoal e artística de José de Anchieta, que revelam a origem e a lógica de seu processo criativo.

Os três capítulos que compõem a primeira parte do livro, "Influências cativas", apresentam a história da família e da vida de José de Anchieta. Com uma narrativa cativante, divertida e repleta de metáforas, aprendemos sobre a chegada de seu avô Zé Branco a Pernambuco que, entre outras aventuras, teria descoberto uma fortuna “mágica” e negociado com Lampião em pessoa. Em meio a causos, fatos históricos de Caruaru e memórias, é possível perceber que as raízes de inspiração de Anchieta foram forjadas nos rincões nordestinos.

A segunda parte da obra, "Pequenos papéis perdidos", constitui um guia que contribui para que estudantes e amantes do teatro possam desenvolver sua própria identidade artística, expondo de maneira consistente os conceitos que embasam a obra de Anchieta. Aqui, o leitor encontra reflexões, ensinamentos e um pouco da história da cenografia e do figurino por meio de temas como ‘A arte não responde, pergunta’, ‘O teatro como espaço de criação irrestrita do cenógrafo’, ‘A importância do desenho na cenografia’, ‘As competências de um bom cenógrafo’, ‘A indumentária e sua simbologia’ e ‘O despontar da moda’, entre outros.

A terceira parte apresenta os preciosos cadernos de cenografia e figurino de Anchieta, desenvolvidos ao longo de sua carreira para facilitar a comunicação de suas ideias e projetos aos diretores e equipes das peças em que trabalhou. O trecho tem início com os artigos “De Santa Rosa a Anchieta: a evolução da cenografia no Brasil”, de Sylvia Moreira, e “De Anchieta ao Anchieta: trajes de cena brasileiros”, de Fausto Viana. Em seguida, Anchieta explica em detalhes sua rotina de trabalho e pessoal, seu raciocínio e processo criativo ao desenvolver a cenografia e figurinos de 15 espetáculos entre 1971 e 2014, expondo os cadernos elaborados para cada um deles e suas respectivas fichas técnicas.

Na última parte do livro, Amigos, Anchieta homenageia alguns dos profissionais e amigos que o influenciaram, contando um pouco de suas trajetórias e explicando sua influência em seu trabalho e vida pessoal. Alguns dos retratados retribuem com depoimentos sobre o autor.

 

Serviços: 

o que:

Lançamento do livro Cenograficamente: da cenografia ao figurino, com sessão de autógrafos

onde:

Sesc Consolação | Rua Dr. Vila Nova, 245 – Vila Buarque

quando:

05 de abril de 2016. Terça-feira, às 20h

quanto:

Grátis

 

Veja também:

:: Trechos do livro

 

 

 

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