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postado em 10/10/2018

Bill Viola

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Escrito por John G. Hanhardt e organizado por Kira Perov, esposa de Bill Viola, livro apresenta a trajetória, as influências e a poética de um dos mais talentosos artistas da contemporaneidade

 

Com texto do curador e historiador de arte John G. Hanhardt e organização de Kira Perov, esposa e diretora executiva do Bill Viola Studio, a primorosa edição de Bill Viola apresenta os primeiros contatos do artista norte-americano com o mundo da videoarte, na década de 1970, e culmina com a criação da obra-prima Martyrs (Earth, Air, Fire, Water), em 2014, encomendada especialmente para exibição na Catedral de São Paulo, em Londres.

No livro, Hanhardt fornece ao leitor uma ampla análise sobre a arte de Bill Viola, dedicando-se a esmiuçar suas inspirações, inquietações e técnicas de trabalho. São abordados, por exemplo, seu período universitário em Nova Iorque, as primeiras experimentações em vídeo, suas viagens e influências, os temas e elementos centrais de suas obras, o contato com o avanço tecnológico no âmbito do vídeo e o início da presença de atores profissionais e performers em suas criações. Tudo isso é entremeado de pinceladas biográficas que corroboram as transições e evoluções artísticas de Viola. Uma dessas pinceladas é, justamente, sua união com Kira Perov, que torna-se, além de sua esposa, uma colaboradora essencial em seu trabalho.

Perov, por sua vez, consolida a riqueza do livro com um meticuloso trabalho de seleção e organização de imagens, de modo a conseguir transmitir ao máximo no aparato estático do papel a imensidão e o poder da imagem em movimento concebida pelo artista. Além disso, destacam-se na obra as inúmeras páginas dos cadernos de anotações e rascunhos de Viola, que revelam uma rotina de esboços e planos perpassando cada inspiração.

Contando ainda com depoimentos cruciais do artista sobre algumas de suas obras, Bill Viola é um livro que transmite a intensidade de uma arte que arrebata o espectador e o transporta a novas percepções, deslocando-nos do eixo da normalidade e encaminhando-nos à transcendência e à revelação de algo que permanece não dito.

 

Veja também:

:: Para sentir Bill Viola |  Livro escrito por John G. Hanhardt leva público a descortinar as facetas do tempo e das emoções do videoartista norte-americano

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