Sesc SP

postado em 28/11/2018

Raul de Souza - Blue Voyage

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"Isso tudo aconteceu, quando eu conheci o Donato", afirma Raul de Souza no programa Um Café Lá em Casa.

Lá em meados dos anos 50, quem intermediou esse encontro foi um dos mais bem enturmados da geração da Bossa Nova, Milton Banana, cuja resenha é a famosa "autodidata, aprendeu a tocar bateria sozinho e jovem começou a tocar na noite do Rio de Janeiro". A conversa (ou monólogo, visto que Donato não é muito de falar) levou Raul até o programa de rádio de Paulo Santos, onde o que seria um encontro para "mostrar umas musiquinhas e tal" virou a oportunidade do lépido e ainda desconhecido trombonista mostrar ao mundo a que veio.

"Na cabeça dos caras, era trombone de carnaval. Mamãe eu quero. E não é nada disso! Eu toco muito mais baixo do que se pode imaginar", brinca.

Na época, era muito difícil para um trombonista despontar na noite carioca e o contato com Paulo levou Raulito, nome artístico dado por Ary Barroso, ainda tímido e improvisando dentre os bambas da gafieira, a gravar o primeiro disco de Música Brasileira Instrumental de toda história, ao lado de Sivuca, Altamiro Carrilho e Baden Powell.

A introdução curta talvez seja para entender que na música nada é mais fundamental do que ter bons amigos. Depois de tocar com Pixinguinha e Agostinho dos Santos, Raul consolidou carreira internacional nos anos 1970 com álbuns gravados nos EUA, e lançados no mundo todo. Tocando com artistas como Airto Moreira, Sonny Rollins, George Duke, Freddie Hubbard e Cannonball Adderley, seu disco Colors virou até matéria de estudo na Berklee College of Music. Levou o Prêmio da Música Brasileira e recebeu o título de um dos melhores trombonistas do mundo de publicações importantes como a Down Beat e New York Jazz Magazine.

 

Raul de Souza

Agora, prestes a completar 85 anos em 2019, Raul está de volta! Para celebrar 65 anos desta trajetória de sucesso, o Selo lança um álbum completo, com 8 faixas só de inéditas. Gravado na sala Maison des Artistes, na cidade Chamonix, que fica próximo do Mont Blanc, na França, em março de 2017. O trombonista passa pela Vila Mariana, Chamonix, St. Martin, Paris, Bangalore e outras beldades turísticas no compasso de um álbum que ao mesmo tempo que mata saudade de todas as suas referências musicais, mostra o vigor de quem contribui com uma voz própria com tudo o que tem a ver com a cultura brasileira.

Blue Voyage, o segundo lançamento do músico pelo Selo, está disponível a partir de 30/11 nas plataformas digitais de streaming e marca sua estreia nos palcos no dia 6/12 no Sesc 24 de Maio e no dia 8/12 no Sesc Rio Preto.

 

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