Sesc SP

Esta atividade faz parte da

Festival Sesc de Música de Câmara 2016 - Em sua segunda edição, o festival apresenta um repertório que vai do mundo antigo ao contemporâneo em abordagens inovadoras saiba mais

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Pera é o nome de um bairro em Istambul, na Turquia, onde nos últimos 2000 anos tem coexistido uma miríade de culturas e religiões. Assim também é a composição do Pera Ensemble, que reúne especialistas da música historicamente informada da Europa ao lado da elite da música turca. Como já se pode imaginar, o grupo explora a tradição da música antiga, mas não a trata como uma relíquia cultural. A ideia é integrar Oriente e Ocidente, passado e presente musical, criando um universo original e cujo principal objetivo é despertar as emoções dos ouvintes. O Pera foi fundado em 2005 pelos músicos Mehmet Cemal Yesilcay e Ihsan Ozer, ambos nativos de Istambul e membros fundadores da Ensemble Sarband. O grupo já rodou o mundo em colaboração com outros ensembles, como Hesperion XXI e Concerto Köln, além de se apresentarem em salas e festivais prestigiados, como Händel Festspiele Halle, Festival de Música Schleswig Holstein e a sala Philharmonie, em Berlim. O Pera Ensemble conta com uma expressiva discografia, que explora as diversas relações entre a música antiga, o Oriente e o Ocidente, em registros como “One Gold: Psalms and Hymns from Orient & Ocident” (2010), “Café – Oriente encontra o Ocidente” (2012), “Momenti d’Amore” (2015) e o recém-lançado “Carnaval Oriental” (2016), em parceria com a orquestra L’Arte del Mondo. 

PROGRAMA
“Café: o Oriente encontra o Ocidente”


Parte 1

Jean-Baptiste Lully (1632-1687)

Marcha para a Cerimônia dos Turcos de O Burguês Fidalgo

Jean-Baptiste Lully e anônimo

Ária dos Espanhóis de O Burguês Fidalgo e Semai da Coleção de Ali Ufki

Antonio Cesti (1623-1669)

Ária dos Espanhóis de O Burguês Fidalgo e Semai da Coleção de Ali Ufki

Antonio Cesti

Vieni alidoro da ópera Orontea

Antonio Sartorio (1620-1681)

Quando voglio da ópera Giulio Cesare

Gaspar Sanz (1640-1710)

Canarios

Lorenzo Allegri (1547-1648)

Canario (improvisação)

Ebubekir Aga (1640-1710)

Geldi cevher

Dervis Frenk Mustafa (16th cc)

Murabba

Claudio Monteverdi (1567-1643)

Ohime de Quarto scherzo delle ariose vaghezze

Rocer Amel Efrenci (16th cc)

Pisrev-efrenci da coleção de Ali Ufki

Giulio Caccini (1551-1618)

Dalla Porta d’Oriente


>>INTERVALO<<



Parte 2

Georg Philipp Telemann (1681-1767)/Ufki

Les Janissaires & Semai da coleção de Ali Ufki

Giovanni Felice Sances (1619-1677)

Usurpator tiranno, da Cantada sopra il passacaglia (livro 2)

Anonym

Rast Murassa da coleção de Dimetrius Cantemir (1673-1723)

Giovanni Giralimo Kapsperger (1580-1651)

Passacaglia

Tanburi Mustafa Çavus (?-1770)

Dök zülfünü

Nicola Matteis (1650-1713)

La dia spagnola

Nicola Matteis

Giga, al genio Turcheso

Marco da Gagliano (1582-1643)

Ballo Turco de Ballo di Donne Turche

Bellerefonte Castaldi (1580-1649)

Chi vidde

Anonym

Raks Ibrahim

Anonym

Kahve Yemenden gelir


Sobre o programa:


Em 1669, um acontecimento em Paris mudaria para sempre o hábito de beber e de se reunir na Europa: o embaixador turco na França, Soliman Aga, que representava o sultão otomano Mohammed IV, introduziu o café. Não demorou muito para que a fina sociedade parisiense passasse a frequentar a embaixada turca, entusiasmada não apenas com a exótica bebida, como também com as delicadas xícaras de porcelana, o mobiliário, o vestuário e a decoração do interior das casas turcas.  Nascia, assim, a “turqueria”, a mania barroca pela arte, pela cultura e pela música do Império Otomano. Apesar da magnífica decoração das instalações de Soliman em Paris, o embaixador turco era um tanto negligente. Ao visitar o palácio de Luís XIV em Versalhes, Soliman não vestia mais que um sobretudo de lã. Além disso, ele se recusou a reverenciar o Rei Sol, dando a entender que considerava o sultão otomano um regente superior. Tido pelos franceses como excessivamente autoconfiante, o embaixador foi imediatamente banido de Versalhes de volta para Paris e o escândalo acabou inspirando Molière a escrever a comédia O burguês fidalgo. A partir dessa obra, o compositor da corte, Jean-Baptiste Lully (1632-1687), escreveu uma peça homônima. No chamado “Ato turco” que começa com “Marcha para a Cerimônia dos Turcos”, Lully reproduz diversos elementos da música turca, desde a percussão das bandas militares até os cantos místicos das cerimônias dos dervixes. Esse é o ponto de partida do espetáculo “Café”, do Pera Ensemble, que reúne referências musicais do Oriente e Ocidente do século 17, relacionando-as ao ingresso da bebida na Europa. A história de Soliman Aga talvez seja a mais célebre, mas são vários os relatos da introdução do café em cidades e reinos europeus neste período. Seu efeito estimulante se uniu esplendidamente à mentalidade, aos avanços da ciência e à valorização do racionalismo que surgiu a partir do período Barroco. Diz-se que o papa Clemente VIII (1592-1605) chegou a ser incitado a excomungar o café, mas ele próprio já apreciava a bebida de tal maneira que acabou por declará-la “bebida cristã”. 
 
Pera Ensemble - Integrantes
 Daniel Zapico, teorba e guitarra barroca 
 Mehmet Yesilcay, oud/colascione
 Serkan Mesut Halili, kanun
 Volkan Yilmaz, ney
 Yahya Geylan, canto
 Ozan Pars, percussão
 Sarah Perl, viola da gamba
 Dmitry Lepekhov, violino
 Maria Kaluzhskikh, violino
 Massimiliano Toni, cravo
 Yaman Hadi, percussão
 Francesca Lombardi Mazzulli, soprano
 Hasan Esen, kemence/viola d'amore 


Duração: 57 min.

No Teatro Anchieta

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Música

Pera Ensemble (ALE/TUR) Café: O Oriente Encontra o Ocidente 12

Essa atividade aconteceu em 22/11/2016 no Sesc Consolação.

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