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Festival Sesc de Música de Câmara 2016 - Em sua segunda edição, o festival apresenta um repertório que vai do mundo antigo ao contemporâneo em abordagens inovadoras saiba mais

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O Imani Winds é hoje um dos mais bem sucedidos grupos de música de câmara dos Estados Unidos. Desde 1997, o quinteto traçou um caminho único, unindo performances de alto nível a uma programação culturalmente engajada (a maioria de seus integrantes é negra e atuante na causa), além de colaborações ousadas e programas de extensão. Dois dos membros do grupo – Valerie Coleman e Jeff Scott – são compositores, e desde 2008 o Imani possui o Projeto Encomenda de Legado (Legacy Commissioning Project), no qual financia, monta e realiza turnês com novas obras para quintetos de sopros escritas tanto por compositores estabelecidos como emergentes e de diversas origens musicais. Dessa forma, enriquecem o repertório para quinteto, enquanto fazem uma ponte entre as tradições da Europa, América, África e América Latina. Outro campo de atuação importante do Imani Winds é a educação. O grupo participa de residências por todo os EUA dando masterclasses, e em 2010 lançou um festival anual de música de câmara. O programa, agora em seu sexto ano, reúne jovens instrumentistas de toda a América do Norte.

A grande variedade de programas que o Imani Winds executa é mais um atestado de sua vontade de expandir o repertório comumente tocado e escutado. Ele vai de Mendelssohn a Jean Françaix, György Ligeti, Luciano Berio, Astor Piazzolla, Elliott Carter e John Harbison, procurando incorporar ativamente novas músicas e novas vozes ao idioma da música clássica moderna.

Teatro

PROGRAMA

Valerie Coleman (1970)

Red Clay & Mississippi Delta (2009 / ca. 5’)

Elliott Carter (1908-2012)

Quinteto para Sopros (1948 / ca. 9’)

Allegretto

Allegro Giocoso

Carl Nielsen (1865-1931)

Tema con Variazioni, do Quinteto para sopros Opus 43 ( 1922 / ca. 11’)

Paquito D’Rivera (1948)

A Farewell Mambo (2013 / ca. 9’)

Intervalo

Heitor Villa-Lobos (1887-1959)

Quinteto em Forma de Choros (1928 / ca. 12’)

György Ligeti (1923-2006)

Seis Bagatelas para Quinteto de Sopros (1953 / ca. 15’)

Allegro con Spirito

Rubato. Lamentoso

Allegro Grazioso

Presto Ruvido

Adagio. Mesto

Molto vivace. Capriccioso

Astor Piazzolla (1921-1992) / arr. Jeff Scott (1967)

Fuga y Misterio  (1968 / ca. 8’)


SOBRE O PROGRAMA

Duas características se destacam de imediato neste programa do Imani Winds: ele está voltado para compositores do continente americano e para obras do século XX. Uma peça da flautista do grupo, Valerie Coleman, abre o concerto: Red Clay & Mississippi Delta é um scherzo que, segundo a autora, faz referências a suas memórias em família no Mississipi, misturando o universo clássico com o dialeto do blues. Na sequência temos Elliott Carter, um dos mais importantes compositores da história dos Estados Unidos. Seu Quinteto para Sopros foi escrito no final da década de 1940, um período de profunda mudança no estilo composicional do autor. Do dinamarquês Carl Nielsen é a obra mais antiga do programa, o Tema com Variações do Quinteto Opus 43. A primeira parte se encerra com o compositor, clarinetista e saxofonista cubano Paquito D’Rivera. Paquito não é apenas um estupendo músico de jazz como também um respeitado artista clássico, com composições que misturam as mais variadas influências. A Farewell Mambo foi escrita em homenagem a um amigo, falecido em 2013.

Se a primeira parte traz um grande nome da música clássica dos EUA, na segunda temos o mais importante compositor brasileiro. O Quinteto em Forma de Choros, de Villa-Lobos, integra um conjunto de 16 obras para formações variadas que vão do instrumento solo à grande orquestra e que representam um dos pontos mais altos da criação do autor, na qual ele mistura elementos arrojados da linguagem clássica com a música tradicional e popular urbana do Rio de Janeiro. As Seis Bagatelas para Quinteto de Sopros de György Ligeti são uma adaptação em seis partes de sua Música Ricercata para piano, e foram escritas na época em que o compositor ainda vivia na Hungria. O programa do Imani Winds se encerra com a popular Fuga y Misterio, de Astor Piazzolla, que é um trecho instrumental de sua primeira “operita”, María de Buenos Aires, escrita em 1968.

INTEGRANTES

Valerie Coleman, flauta / compositora
Toyin Spellman-Diaz, oboé
Mark Dover, clarinete
Jeff Scott, trompa / compositor
Monica Ellis, fagote

Teatro

(Foto: Divulgação)

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Música

Imani Winds (EUA) L

Essa atividade aconteceu em 01/12/2016 no Sesc Santos.

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