Sesc SP

Esta atividade faz parte da

Festival Sesc de Música de Câmara 2016 - Em sua segunda edição, o festival apresenta um repertório que vai do mundo antigo ao contemporâneo em abordagens inovadoras saiba mais

trio apassiata
Uma violinista norte-americana, uma violoncelista espanhola e um pianista brasileiro: três jovens músicos de perfil discreto e concentrado no palco, o que não os impede de realizar performances cativantes, que chamam atenção pela alta qualidade técnica e pelo potencial comunicativo. Lydia Chernicoff (violino), Andrea Casarrubios (violoncelo) e Ronaldo Rolim (piano) seguiram caminhos diferentes em seus países natais. Tinham em comum, no entanto, o grande talento para seus instrumentos, o que lhes rendeu diversos prêmios internacionais – natural de Votorantim, em São Paulo, Ronaldo Rolim, por exemplo, já conquistou mais de 30 prêmios em concursos no Brasil e em todo o mundo. A trajetória dos três artistas se aproximou quando se conheceram, como estudantes, no Peabody Conservatory, em Baltimore. Foi lá que criaram, em 2007, o Trio Appassionata, que já se apresentou em salas de concerto de quatro continentes, sempre colhendo críticas positivas. Em 2013, o Trio Appassionata foi selecionado pela Odradek Records, selo sem fins lucrativos totalmente gerenciado pelos próprios artistas que dele fazem parte. O primeiro CD do grupo, “Gone into night are all the eyes”, foi lançado em novembro de 2014 com repertório dedicado integralmente a compositores norte-americanos. O título do álbum é referência à peça escrita por Thomas Kotcheff especialmente para o disco (e dedicada ao Trio). O Appassionata vem pela primeira vez ao Brasil em 2016, ano em que estreia também na China. 

::: PROGRAMA

Ludwig van Beethoven (1770-1827)

Trio Opus 70 n.1 em Ré Maior (“Fantasma”) (1808 / ca. 28’)

Allegro Vivace e con Brio

Largo Assai ed Espressivo

Presto


Lorenzo Fernandez (1897-1948)

Trio Brasileiro (1924 / ca. 22’)

Allegro Maestoso

Canção (Andante Molto Moderato)

Dansa (Scherzo): Presto

Final: Allegro


Antonin Dvorák (1841-1904) 

Trio n. 4 em mi menor (“Dumky”) (1891 / ca. 31’)

Lento Maestoso (Allegro Quasi Doppio Movimento) 

Poco Adagio (Vivace non Troppo. Vivace)

Andante (Vivace non Troppo. Allegretto)

Andante Moderato (Allegretto Scherzando. Quasi Tempo di Marcia)

Allegro

Lento Maestoso 

 
Sobre o programa:
Os dois trios do Opus 70 foram escritos por Beethoven durante uma estadia na propriedade da condessa Marie von Erdödy e, como forma de agradecimento, foram a ela dedicados. O Trio n.1 é um dos mais conhecidos de Beethoven, perdendo em popularidade apenas para o Trio “Arquiduque”, e alguns de seus temas provêm do segundo movimento da Sinfonia n.2. A obra possui os três movimentos convencionais e o apelido “Fantasma” parece ter vindo do estranhamento que causou o segundo, considerado por alguns como tendo “sonoridade misteriosa”. Mas não há nada de “fantasmagórico” no primeiro e no último movimentos, brilhantes e bem-humorados.

Oscar Lorenzo Fernandez foi um dos mais respeitados compositores de sua geração e o fato de ter morrido com apenas 50 anos explica em parte o pouco conhecimento que temos de sua obra (exceção feita a seu Batuque, ainda hoje tocado e gravado por grandes orquestras no Brasil e no exterior). Carioca de ascendência espanhola, foi aluno de Francisco Braga e Henrique Oswald no Instituto Nacional de Música, onde posteriormente se tornou professor. Sua produção se caracteriza, de forma geral, por um cunho nacionalista acentuado, o que não significa que seja óbvia ou simplória. O Trio Brasileiro foi escrito em 1924, num período em que sua música estava especialmente voltada para o aproveitamento sistemático do folclore, o que transparece na peça – que lhe garantiu o primeiro lugar no concurso de composição da extinta Sociedade de Cultura Musical e foi um de seus primeiros triunfos como compositor.

O clima grave e por vezes sombrio do Trio n. 4 em mi menor de Dvorák nada tem a ver com a personalidade de seu autor, mas sim com a estrutura da música popular na qual o trabalho se baseia. Dumky é o plural de dumka, um lamento ucraniano. Utilizando os elementos deste gênero popular, Dvorák criou uma obra que alterna seções lentas e melancólicas com danças eslavas. A peça possui seis movimentos, cada um numa tonalidade diferente, e o resultado por vezes lembra mais um conjunto de canções e danças do que um trio de piano tradicional. Isto nunca impediu, no entanto, que este Trio se tornasse uma de suas obras mais apreciadas e populares.

Trio Appassionata – integrantes:
Lydia Chernicoff, violino
Andrea Casarrubios, violoncelo
Ronaldo Rolim, piano

Teatro | 275 lugares

:::: Venda de ingressos: limitado a 6 ingressos por compra

(foto: Divulgação) 

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Música

Trio Appassionata (EUA/ESP/BRA) 12

Essa atividade aconteceu em 03/12/2016 no Sesc Sorocaba.

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