Sesc SP

Esta atividade faz parte da

Recortes do Acervo - Obras do Acervo Sesc de Arte Brasileira que representam a produção artística nacional das últimas décadas saiba mais

Com obras de Paulo Bruscky, Anna Maria Maiolino, Hilal Sami Hilal e Vera Helena (Parceiros do Tietê).

Uma reflexão sobre o poder da palavra, em especial da palavra falada, em evocar imagens. A partir de obras do Acervo Sesc de Arte Brasileira de diferentes tipos de mídias artísticas (fotografia, pintura, performance) resgatamos o trabalho de artistas que discutem a oralidade na construção de mundos possíveis. 

Sobre os artistas:

Paulo Bruscky é pioneiro na utilização de mídias contemporâneas, como a arte postal, audioarte, videoarte e xerografia no Brasil. É considerado um dos maiores artistas conceituais na arte brasileira. Sua obra integra as coleções do Centre Pompidou (França), do MoMA (Estados Unidos), do MAC (São Paulo) entre outros. Foi responsável por renovar a cena artística nacional dos anos 1970 e por inserir na arte brasileira outros tipos de mídias como xerox, fax, carimbo entre outras. Por meio de palavras e intertextualidade, desenvolve seu trabalho. 

Hilal Sami Hilal é artista multimídia capixaba, descendente de sírios, que iniciou sua pesquisa com o papel em 1977, tendo sido influenciado pelas obras de Antônio Dias. Na década de 80, estudou no Japão práticas milenares do papel artesanal e trouxe esse aprendizado para a construção de suas obras, que evidenciam um jogo matérico e cromático a partir das camadas que se sebrepõem. Produzindo assim um universo de rugosidades, cavidade e superfícies, que geram espaços vazios e revelam sua formação cultural híbrida.

Artista plástica ítalo-brasileira, Anna Maria Maiolino desenvolve seu trabalho por meio de diversas técnicas e suportes, desenho, pintura, cordel, argila, filmes, instalações, entre outros. Grande parte de seu trabalho encontra-se no Museu Nacional de Belas Artes no Rio de Janeiro. Em 2012, recebeu o prêmio MASP Mercedes-Benz pelo conjunto de sua obra.

Vera Helena Ferreira da Silva é artista visual, encontrando na pintura a óleo sua maior expressão. Na tela de tons fortes, a artista aborda a importância do Rio Tietê para a população paulista, assim como, reciprocamente, a responsabilidade da ação humana sobre o rio. O uso da cor vermelha, a forma que remete a um útero na parte superior da tela e o fato do rio nascer de dentro das figuras humanas são três pontos que reforçam a sugestão da artista de que a população tem total responsabilidade em relação ao estado do rio — quase como em um vínculo entre mãe e filho, em que um depende do outro.

Esta obra integrou o projeto Parceiros do Tietê, promovido pelo Sesc/SP em 1991, visando à sensibilização cultural e à mobilização da opinião pública para a necessidade de despoluir o Rio Tietê. Integraram o projeto diversos eventos, dentre os quais: um show musical no Anhembi que apresentou, na voz de conhecidos artistas, várias composições sobre o rio, criadas especialmente para o projeto; trabalhos de artes plásticas; e um seminário com especialistas de várias áreas que analisaram, de diversos ângulos, a relação da cidade com o rio.



Galeria do 1º Andar



(Foto: Everton Ballardin) 


Artes Visuais

A Conversa Invisível L

Essa atividade aconteceu de 27/01/2017 a 18/06/2017
no Sesc Santana.

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