Sesc SP

Esta atividade faz parte da

Humor na Dança - Uma proposta de trazer à cena produções que falem de processos críticos, com humor. saiba mais

bocadeferro
"Eu vou samplear, eu vou te roubar! Meu amor era verdadeiro, o teu era pirata." (Gaby Amarantos)

Musicalmente o estado do Pará, situado no norte do Brasil, é um Caribe Amazônico formado graças às rotas de contrabando. Nos anos 1950 os navios que traziam perfumes e uísques carregavam também vinis de merengue, salsa e zouk. Sessenta anos depois, a influência das sonoridades caribenhas fez a música paraense desaguar no "tecnobrega" - gênero musical criado por apropriação e alteração de músicas populares. As "aparelhagens", estruturas furiosas e monumentais de som que embalam nos dias de hoje as festas de tecnobrega, começaram em carrinhos de mão chamados nos anos 1950 de "picarpes" e o projetor de som levava o apelido de "boca de ferro".

A nossa paisagem de partida é a palavra "Belém": lugar onde há confusão, caos, barulho e barafunda. Uma dança-rapsódia-infernal irreverente, brincalhona, provocadora, indecente, furiosa, astuciosa e sensual. Uma dança emanada por um corpo carregado de outros, de contradições, ambiguidades, bens e males, ou seja, um corpo humano, de gente. Que tal um solo mega sonoro, uma metralhadora giratória, uma dança-aparelhagem, um corpo-nave que descola-se da identidade e rebola e treme furiosamente?

FICHA TÉCNICA
Direção artística: Marcela Levi & Lucía Russo
Performance e co-criação: Ícaro dos Passos Gaya
Assistência: Tamires Costa 
Desenho de luz: Isadora Giuntini
Figurino: Levi e Russo 
Desenho de som: toda a equipe
Vídeo: Tristán Pérez-Martín

Limite de 4 ingressos por pessoa 

Local: Sala de Espetáculos II 
Duração: 50 minutos

[Foto: Elisa Mendes]

 
Dança

Boca De Ferro 16

Essa atividade aconteceu em 04/06/2017 no Sesc Belenzinho.

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