Sesc SP

corpo-resistencia

Tomando a liberdade e a equidade como temas norteadores, a programação proposta contrapõe ideias cristalizadas e conservadorismos comportamentais, esgarçando barreiras e convocando o público a tornar-se um catalisador biopolítico afirmando o lugar de construção sociopolítico do indivíduo e suas perspectivas de atuação na sociedade.  

Programação:

JONATHAS DE ANDRADE
O LEVANTE, 2012-2014
vídeo, cor, som
20’

A ideia do projeto foi fazer toda articulação necessária para tornar possível a 1a Corrida de Carroças no Centro da Cidade de Recife.
Como animais rurais são proibidos no Recife, todos aqueles que se movimentam a cavalo pela cidade são invisibilizados do ponto de vista da lei. Somente tratando a corrida como uma cena para um filme — podendo portanto ser considerada em certa medida "ficção" — é que o evento se tornaria viável e poderia ter as autorizações necessárias para acontecer do ponto de vista oficial.
 

CINTHIA MARCELLE E THIAGO MATA MACHADO
Rua de Mão Única, 2013
10’

“O carácter destrutivo não vê nada de duradouro. Mas por isso mesmo vê caminhos por toda a parte, mesmo quando outros esbarram com muros e montanhas. Como, porém, vê por toda a parte um caminho, tem deestar sempre a remover coisas do caminho. Nem sempre com brutalidade, às vezes fá-lo com requinte. Como vê caminhos por toda a parte, está sempre na encruzilhada. Nenhum momento pode saber o que o próximo trará. Converte em ruínas tudo o que existe, não pelas ruínas, mas pelo caminho que as atravessa.” (W. Benjamin)

REGINA PARRA
SOBRE LA MARCHA (O SOBREVIVENTE), 2016
08’

Regina Parra aborda a ambiguidade de nações que já declararam sua independência décadas atrás, mostrando a permanência de vestígios colonialistas. O Haiti, o Congo e o Brasil são exemplos de países que seguem mergulhados no preconceito e na hipocrisia discursiva de seus governantes. As gerações mais novas reproduzem a liturgia da domesticação e submissão do poder transmitido pela raça branca. 

MATHEUS ROCHA PITTA
Drive Thru #1, 2007
9’ 50’’

Vídeo baseado em um procedimento da polícia brasileira, que usa os capôs e porta-malas de viaturas como “suporte” para a imprensa fotografar bens apreendidos. Durante uma residência de dois meses em Austin, no Texas, decidi apreender terra. Um primeiro problema se colocou: a terra pode ser uma mercadoria, mas nunca um objeto. A solução encontrada foi empacotar a terra com fita adesiva (método usado por traficantes), “objetificando”-a. O vídeo descreve o movimento desses pacotes de terra indo através do carro, que apreende toda a paisagem, incluindo uma cerca. Tudo se dirige através (drives thru) do carro, que cruza uma fronteira sem se mexer.

LAIS MYRRHA
Bestiário, 2005
40’ 33’’

Montagem e edição de som: Leonardo Dutra
Bestiário é um vídeo feito a partir da sobreposição de sete edições do Jornal Nacional. Nessa mistura de sons e imagens a única fala que se escuta em uníssono é a chamada: “agora, no jornal nacional”. 

FÁBIO TREMONTE
RED FLAG, 2011
02’

Caminhar pelas ruas carregando uma bandeira vermelha faz parte do pensamento de quem caminha e solicita adesão e estimula a luta, mas, também, é vagar à procura de um território para se (re)fundar, por um espaço para fincar a bandeira na cidade.

Local: Rua Central

Aberto ao público: não é necessário fazer qualquer tipo de inscrição

(Foto: Still do vídeo O Levante, de Jonathas de Andrade)

Artes Visuais

Corpo Resistência: Mini Mostra de Videoarte L

Essa atividade aconteceu em 20/05/2018 no Sesc Pompeia.

Mas nossa programação não para!
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