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Em parceria com a revista Cult, o seminário propõe o debate e a reflexão sobre as práticas jornalísticas na atualidade e o desempenho da imprensa como agente de formação da consciência política e social. Jornalistas, acadêmicos e escritores nacionais e internacionais comporão as mesas de discussão acerca das práticas jornalísticas, seus significados, ética e responsabilidade. Como lidar com a grande quantidade de informações disseminadas pelas redes sociais, a veracidade das publicações e a crise de legitimidade do jornalismo tradicional são algumas das questões que estarão no centro das discussões.

Historicamente, a imprensa exerce uma influência tão poderosa quanto os três poderes da República (Legislativo, Executivo e Judiciário), atuando como mediadora dos direitos dos cidadãos na sociedade, uma vez que se tem a expectativa de fidelidade de todas as reportagens e publicações diante da realidade. Embora questionada, a sociedade ainda permite-se crer na possibilidade de impessoalidade, aderindo aos discursos a que são expostos.

Oficinas de outras linguagens jornalísticas e a cobertura do próprio evento acontecerão antes, durante e depois do Seminário e ampliarão os debates para além do palco, o que fará da experiência mais participativa. Confira aqui a programação integrada

Inscrições para o seminário Jornalismo: as novas configurações do quarto poder na Central de Atendimento do Sesc Vila Mariana. 

Para mais informações, escreva para: seminarios@vilamariana.sescsp.org.br

Programação (sujeita a alteração)

15 de agosto (quarta-feira)

9h – Abertura: professor Danilo Santos de Miranda, diretor do departamento regional do Sesc São Paulo.

10h – O jornalismo diante de uma sociedade hiperinformada.
– A principal forma de organização no universo digital é representada por redes de negócios multimídias reunidas em um mesmo conglomerado. A alta concorrência e um ambiente de negócios cada vez mais oligopolista possibilitam o exercício do jornalismo?

Debatedores: Andrea Dip (repórter especial na Agência Pública de Jornalismo Investigativo), Wilson Gomes (professor-titular de Teoria da Comunicação da UFBA) e Manon Paulic (repórter do jornal francês Le 1 Hebdo)
Mediação: Maria Elisabete Antonioli (coordenadora e professora de Jornalismo e do Mestrado Profissional de Produção Jornalística e Mercado da ESPM).

12h – Na atualidade, como funciona o poder da Imprensa?
– Historicamente, as formas de poder que pautam a vida política e social são exercidas por meio do gerenciamento de processos de comunicação, que articulam práticas e discursos com objetivos variados, entre eles, os de informar, influenciar, dominar.

Debatedores: Maria Rita Kehl (psicanalista e escritora), e Xico Sá (jornalista, escritor e colunista do El Pais).
Mediação: Robinson Borges (editor do caderno “EU&Fim de Semana”, do jornal Valor Econômico).

13h30 – Pausa para almoço (1h30)

15h – Qual é o papel da imprensa como agente de formação da consciência política e social na atualidade?
– A imprensa tem a obrigação de informar com rigor e responsabilidade para oferecer instrumentos de reflexão à sociedade para que esta  atue conscientemente.

Debatedores: Eugênio Bucci (jornalista e professor titular da ECA/USP), Carla Rodrigues (professora de Filosofia da Universidade Federal do Rio de Janeiro) e Christian Dunker (psicanalista e professor livre docente da Universidade de São Paulo).
Mediação: Aurea Vieira (filósofa e gerente de relações internacionais do Sesc São Paulo).

17h – Fake news – o caos/cosmos da informação digital
– Quem medeia o universo da informação de massa autogerada? Os velhos critérios de noticiabilidade ainda resistem?

Debatedores: Massimo Di Felice (professor da Universidade de São Paulo), Rodrigo Flores (jornalista e diretor geral de conteúdo do UOL) e Ivana Bentes (professora e diretora da Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro).
Mediação: Rovilson Britto (professor da FAPCOM).

16 de agosto, quinta-feira

9h – O jornalismo e as redes sociais: os limites e as fronteiras entre o cidadão e o profissional.
– Quais são as regras de posicionamento político em redes sociais para profissionais contratados em  empresas jornalísticas? 

Debatedores: Luis Mauro Sá Martino (jornalista e professor de Teoria da Comunicação na Faculdade Cásper Líbero), Uirá Machado (jornalista e editor da "Ilustríssima", Folha de S. Paulo) e Tales Ab'Saber (psicanalista e professor da UNIFESP). 
Mediação: Maria Fernanda Rodrigues (jornalista e repórter de literatura e mercado editorial do jornal O Estado de S. Paulo). 

11h – Modelos de gestão frente à crise. Desafios diante de um mercado instável e em transformação.
– A partir da popularização das redes sociais no fim dos anos 1990, houve mudanças importantes tanto na estrutura das equipes jornalísticas como nos modelos de venda de conteúdo. A internet se mostrou como uma plataforma possível – e poderosa – de disseminação de novas formas de produção. Assim como ela, novos formatos se apresentaram, como eventos, cursos, entre outros. Como funcionam e quais são os modelos atuais de mercados do jornalismo?  

Debatedores: Fernando Luna (jornalista e diretor editorial da Editora Globo), Bruno Torturra (jornalista e editor-chefe do “Greg News”, na HBO) e Conrado Corsalette (jornalista, cofundador e editor-chefe do Nexo).
Mediação: Helena Bagnoli (jornalista e publisher da revista Bravo!).

12h30 – Pausa para almoço

13h30 – Qual o lugar da reportagem no jornalismo do século 21, em que as redações contam com equipes reduzidas e se consolida o jornalismo multimídia?
– A reportagem exige tempo, investimento financeiro e profissionais especializados. Diante do cenário atual como produzir grandes reportagens?

Debatedores: Ricardo Kotscho (premiado jornalista da Folha de S. Paulo), Leonencio Nossa (repórter especial do jornal O Estado de São Paulo, em Brasília) e Carol Pires (colaboradora do New York Times en Español).

Mediação: Luiza Karam (jornalista freelancer da revista Marie Claire, entre outros veículos).

15h30 – Quem é o novo patrão do jornalista? A relação entre marketing, jornalismo e conteúdo patrocinado.
– Conteúdo de marca ("branded content"), publieditorial e post patrocinado foram expressões que passaram a frequentar o vocabulário do jornalismo na última década. Mas isso é jornalismo? Como se configuram as relações entre os veículos de imprensa e os anunciantes que procuram visibilidade através de conteúdo, e não do anúncio publicitário tradicional?

Debatedores: André Maleronka (editor-chefe da Vice Brasil), Cleusa Turra (jornalista e coordenadora do "Estúdio Folha") e Felipe Gil (jornalista e diretor de conteúdo e negócios da plataforma GOL na Trip).

Mediação: Evaldo Novelini (jornalista e diretor de redação do Diário do Grande ABC).

17h – Censores no trabalho: como estados moldam a literatura.
– Palestra baseada em sua pesquisa que recria três momentos nos quais a censura restringiu a expressão literária: na França do século XVIII, na Índia de 1857 e na Alemanha Oriental.

Robert Darnton (historiador e escritor).
Mediação: Marta Colabone (historiadora, psicanalista e gerente de Estudos e Desenvolvimento do Sesc).

17 de agosto, sexta-feira

9h – Como o jornalismo se prepara para cobrir as questões identitárias com responsabilidade?
 Como as empresas de comunicação,  historicamente pautadas pelo pensamento hegemônico, incluem  na sua pauta a cobertura das minorias?

Debatedores: Fernanda Carvalho (jornalista da TV Nação Preta, de Porto Alegre) e Renan Quinalha (professor da UNIFESP e advogado).

Mediação: Bianca Santana (jornalista, escritora, cientista social e colunista da Revista CULT).

11h – Cultura além do serviço: qual é o espaço do jornalismo cultural nos dias de hoje?
– Em quais espaços o jornalismo cultural persiste? Quais as fronteiras entre matérias de agenda, voltadas muitas vezes aos interesses de empresas do setor cultural, e reportagens aprofundadas, que devem atender primeiramente ao leitor?  

Debatedores: Claudia Assef (jornalista, publisher do site Music Non Stop, escritora e fundadora do Women's Music Event ), Laura Capriglione (jornalista em Direitos Humanos e Sociais da rede Jornalistas Livres) e Patricia Kolesnicov (editora de cultura do jornal argentino Clarín

Mediação: Helio Goldsztejn (diretor do programa Metrópolis, da TV Cultura, desde 1993, foi professor de pós-graduação em Jornalismo Cultural da FAAP entre 2012 e 2014).

 

12h30 – Pausa para almoço (1h)

13h30 – O Jornalismo permanece?
– A quem interessa a continuidade de um jornalismo ético, bem apurado, rigoroso e bem editado?

Debatedores: Dennis Oliveira (professor e coordenador do departamento de  Jornalismo e Editoração da ECA-USP e do Programa de Pós Graduação em Integração da América Latina), Thais Oyama (jornalista e redatora-chefe da revista VEJA) e Daniela Pinheiro (jornalista e diretora de redação da revista Época).

Mediação: Welington Andrade (professor de Jornalismo Cultural da Faculdade Cásper Líbero, crítico de teatro e editor da Revista CULT).

15h – Jornalismo de dados
Com o objetivo de gerar notícias, como o processo de bases de dados está sendo implantado no Brasil? A incorporação dessas técnicas no cotidiano das redações, com a função de facilitar o trabalho diário da reportagem, é eficiente?

Debatedores: Daniel Mariani (jornalista especializado em dados na Folha de S. Paulo), Sergio Spagnuolo (jornalista, fundador e editor da agência de jornalismo de dados Volt Data Lab) e Giulliana Biancone (jornalista e fundadora da Gênero e Número, a primeira organização de mídia orientada por dados com foco em gênero da América Latina).

Mediação: Eduardo Nunomura (editor de cultura da revista Carta Capital e professor da Faculdade Cásper Líbero)

17h – Profissão: Jornalista
– O que é ser jornalista hoje?

Debatedor: Jon Lee Anderson (repórter da revista New Yorker) 

Mediação: Consuelo Dieguez (jornalista e repórter da revista Piauí desde 2007).

Local: Teatro 

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Ações para a Cidadania

Seminário Jornalismo: as novas configurações do Quarto Poder Revista Cult 16

Essa atividade aconteceu de 15/08/2018 a 17/08/2018
no Sesc Vila Mariana.

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