Sesc SP

Esta atividade faz parte da

Abril Indígena - Atividades em diversos formatos e linguagens que abordam a luta dos povos indígenas por seus territórios e promovem o respeito à diferença saiba mais

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A educação tradicional dos povos indígenas acontece por meio de narrativas de histórias passadas de geração a geração. Através deste método, os adultos vão introduzindo as crianças no universo do conhecimento tradicional, criando o sentido de pertencimento ao mundo o que se traduz numa responsabilidade coletiva. Ao narrar essas histórias, os artistas contribuem para modificar uma visão estereotipada sobre seus povos e, ao mesmo tempo, valorizam a mais antiga fórmula de ensino/aprendizagem que existe e que passa pela oralidade. Ainda, pretendem mostrar alguns valores que ainda regem a vida indígena, como o respeito aos mais velhos e o pertencimento ao meio ambiente.

Repertório de histórias sobre a cultura dos povos indígenas:

As serpentes que roubaram a noite (Daniel Munduruku). A história conta como os Munduruku resgataram a noite que havia sido roubada pelo terrível cobra grande, um ser das trevas que a havia sequestrado para conseguir uma forma de se defender dos humanos. Ela conta como as serpentes trocaram a noite pelo veneno que até hoje possuem.

Como surgiram os cães (Daniel Munduruku). Os cães domésticos não são originários do Brasil. Foram trazidos nas caravelas pelos europeus. No entanto, a população Munduruku se afeiçoou tanto ao animal que criou uma história para torná-los parte do seu povo. É uma história de encantamento e determinação, cuja lição é o respeito e a tolerância pelo diferente.

Sapatos trocados (Cristino Wapichana). O povo Wapichana conta que antigamente o tatu não tinha grandes garras, mas andava com sapatos mágicos que lhe foram presenteados pelo Grande Criador. Um dia, o compadre Jabuti promoveu uma festança para todos os seres da floresta e, nessa ocasião, houve uma grande confusão em que os sapatos mágicos foram parar nos pés de outro ser. O que será que aconteceu? A história, cheia de mistério e suspense, traz uma lição importante de humildade e solidariedade.

O caso da cobra que foi pega pelos pés (Roni Wasiry). Já imaginou o que aconteceria no caso de uma história mal contada? É exatamente disso que trata a história que será narrada neste encontro. Tudo será confuso, mas com um final muito surpreendente porque ensina sobre a verdade, a justiça e a honestidade.

A pedra sagrada encanta (Auritha Tabajara). Essa história aconteceu no nordeste brasileiro, num tempo muito antigo, e até hoje se acredita verdade. Ela traz um enredo recheado de suspense porque lida com seres mágicos que deixam suas marcas pelas pedras da região do Ceará. É uma história de pertencimento, de crença e de amor.

Daniel Munduruku/PA é escritor e contador de histórias. Recebeu vários prêmios literários no Brasil e no Exterior. Ganhador do Prêmio Jabuti em 2017.

Cristino Wapichana/RO é escritor, músico e contador de histórias. Tem livros traduzidos em vários países. Ganhador do Prêmio Jabuti em 2017.

Auritha Tabajara/CE é escritora-cordelista e contadora de histórias.

Roni Wasiry/AM é escritor de diversos livros para crianças, professor, arte-educador e contador de histórias.

Local: Sala de leitura infantil
Duração: 60 min.

Literatura

Contando histórias indígenas Com Daniel Munduruku, Cristino Wapichana, Auritha Tabajara e Roni Wasiry L

Essa atividade aconteceu de 06/04/2019 a 27/04/2019
no Sesc 24 de Maio.

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