Sesc SP

Esta atividade faz parte da

Sesc Jazz 2019 - A segunda edição do Sesc Jazz reúne artistas de quatro continentes para mostrar as vertentes da produção contemporânea saiba mais

ferr

Jonathan Ferr
Brasil – RJ

Alinhado ao jazz moderno, o pianista carioca Jonathan Ferr explora as fronteiras do gênero com o broken beat e outros estilos eletrônicos, e faz a ligação da música com política e espiritualidade, seguindo a trilha de músicos norte-americanos como Alice Coltrane, John Coltrane e Sun Ra.
Ferr é um representante brasileiro do afrofuturismo, movimento que mescla tradições africanas com ficção científica e fantasia para rever o passado negro e criar novas narrativas. Sun Ra foi pioneiro dessa vertente, atualmente explorada por artistas contemporâneos, como os também norte-americanos Flying Lotus e Thundercat.
O músico carioca chama de urban jazz o resultado dessas experimentações, que podem incluir, por exemplo, o vocoder, instrumento que faz com que os timbres da voz soem robóticos. O uso desse recurso pode ser conferido na faixa "Luv is the Way", parceria com Donatinho, que aparece no seu primeiro álbum de estúdio, "Trilogia do Amor", lançado em 2019.

Jonathan Ferr (voz, piano)
Facundo Estefanell (baixo)
Caio Oica (bateria)
Alex Sá (saxofone)

Women's Improvising Group
Vários países

O jazz experimental do Women's Improvising Group marcou época. O grupo foi criado em 1977 em Londres, na Inglaterra, em resposta ao lineup do festival Music in Socialism, que só tinha bandas formadas por homens. Incomodada, a escocesa Maggie Nicols convocou outras mulheres e assim nasceu uma das primeiras formações femininas de improviso no jazz de que se tem notícia.
Os shows do Sesc Jazz vão reviver a memória do Women's Improvising Group e sua importância histórica. Maggie, única remanescente da formação original, convidou mulheres artistas de vários países, inclusive do Brasil, para se apresentarem juntas.
Todo show do Women's Improvising Group é uma surpresa. Não existem letras, canções ou vozes melódicas. Aliás, quando usam a voz é para transformá-la em mais um instrumento.
À época da criação do grupo, elas também realizavam performances teatrais enquanto faziam seus improvisos sobre o palco. Agora, as encenações ficam de fora, mas o som experimental ganha novas nuances: o público vai poder conferir peças musicais únicas e contínuas de uma hora de duração em cada show.

Maggie Nicols (voz)
Charlotte Hug (voz e viola)
Caroline Kraabel (voz e saxofone alto)
Matilda Rolfsson (percussão)
Sarah Gail Brand (trombone)
Mariá Portugal (bateria)
Joana Queiroz (clarinete e clarone)
Bella (eletrônicos)
Nanati Francischini (guitarra)
Mariana Carvalho (piano)

(Fotos: João Victor Medeiros / Morgan White)
 

Música

Jonathan Ferr (Brasil – RJ) + Women's Improvising Group (Vários países) 16

Essa atividade aconteceu em 26/10/2019 no Sesc Piracicaba.

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