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Esta atividade faz parte da

Dramaturgias 2 - Panorama da produção dramatúrgica brasileira contemporânea saiba mais

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O Núcleo de Dramaturgia da Escola Livre de Teatro de Santo André realiza, desde o começo do ano, uma pesquisa sobre textos performativos, tendo como base os estudos de Leda Maria Martins, Paul Zumthor, Jacques Rancière, David Kopenawa e Amadou Hampâté Bâ. A partir destes materiais, propomos realizar apresentações de textos performáticos curtos, criados, desenvolvidos, dirigidos e encenados pelos/pelas aprendizes do Núcleo, tendo como base central a figura de Rosa Maria Egipcíaca de Santa Cruz, primeira mulher negra a escrever um livro no Brasil, intitulado: "Sagrada Teologia do Amor Divino das Almas Peregrinas", publicado no século XVIII.

Programação:

• 05/11

SETE FERAS NA COLEIRA - de Joy Salú
Uma palavra busca o seu sentido num mundo em colapso, deslocada no tempo tenta resgatar o sentimento das coisas. Dos escritos perdidos, poemas em desastre, gritos de amor à vida - a palavra procura um corpo que não esteja anestesiado - porque a palavra não se adestra.

ROSA MARIA EGIPCÍACA DE VERA CRUZ - de Machado
Trata-se da criação de um lugar sagrado para o acolhimento da mulher que acolhia.

SERÁ QUE ELE VEM? - de Ametonyo Silva
Rosa está em um teatro; um teatro com algumas pessoas. Ela está diante de nós. Hoje. E ela pergunta pra gente: “— Será que ele vem?”. Talvez a gente fique em silêncio. Mas ela está aqui diante de nós. Ela é uma possibilidade. Real. Concreta. E faz tremer. Talvez o teatro caia.

• 12/11

DALI EM DIANTE – NOSSA ILHA EM CAMADAS - de Cynthia Regina 
“Rosa enquanto dorme ainda está de pé, pela sala-feitarefeitório, pelos pequenos corredores do convento, seu castelo interno de preocupações.” É nesse castelo afrobrasileiro, através do afeto, cuidado e construção de uma rede de proteção e resistência feminina, que emergem nossas personagens. Em tempo circular, ganhamos uma permissão efêmera e pungente dentro do dia dessas mulheres.

PRÓXIMO - de Caio Balthazar
Em algum tempo antes do fim, brincadeiras e imaginações sobre o apocalipse conduzem reflexões sobre futuros possíveis e passados enterrados.

SORRIR PRA NÃO CHORRAR - de Robinson Oliveira
D. Zica está no velório de seu companheiro, Cartola, e tem de realizar o último desejo do sambista: sorrir durante o velório. A dificuldade em atender o juramento feito ao falecido faz D. Zica recorrer a rezas e orações para Rosa Egipcíaca, uma mulher negra escravizada que viveu no séc. XVIII e durante sua vida foi alçada ao posto de santa, porém foi acusada pela Inquisição de bruxaria.


• 19/11

JAZIA - de And Romano
Estamos "num" futuro. Uma cientista incansável trabalha  numa  jazida recém descoberta, material  nobre e valoroso, nessa exploração encontra o  sepulcro de outra mulher, negra como ela. Um corpo marcado mas intacto de séculos antes. Como é possível? Quem é essa mulher? E se ela despertasse o que traria a tona?

A-VENTA OU ONDE ROSA INSCREVE - de Drica Czech
Rosa Maria Egipcíaca da Vera Cruz recebe homenagem das mulheres que acolheu em sua “colmeia”. Por volta de 1760: uma cerimônia fúnebre que não teve em vida. Por volta de 1750: uma cerimônia de plantação de sua permanência na história. Rosa escreve. Inscreve. Rosa vem da terra. A ela retorna. E dela surgirá mais uma vez.

O APOCALIPSE DA VIRGEM - de Rúbia Vaz
Leitura do Evangelho Apócrifo de Maria. Prefixo apo: aquilo que está escondido ou mantido é em segredo. Como o que é reprimido. Como o que é do inconsciente. Para descobrir a origem e o fim Rosa Egipcíaca evoca Maria Madalena. Um corpo enfrentando dois arquétipos ou o sermão da santa em campo de batalha.

ENCANTADOS - de Carina Bessa
Há certo número de pessoas que não morrem e, ao invés disso, tornam-se ENCANTADOS.  Dizem que essas pessoas são levadas para o ENCANTE (local de morada dos encantados) por certos ENCANTADOS que se agradam delas...   

• 26/11

ROSA, IGUAL NOME DE FLOR - de Dimitri Luppi Slavov
Do pouco que sabemos da história de vida de Rosa Egipcíaca um fato me chamou a atenção: quem foi Rosa antes de ser sequestrada e vendida como escravizada para o Brasil? Essa lacuna temporal que compreende desde o seu nascimento até aproximadamente seus 06 anos de idade, foi o papel em branco onde foi escrita essa tentativa de se elaborar uma cena - talvez poética - sobre a primeira parte da vida de Rosa.

PERJÚRIO - de Arthur Murtinho
Em 1763, Santa Rosa Egipcíaca é levada para o Tribunal da Inquisição em Lisboa. Aguardamos a sentença. Os juízes chegam em seu veredito final, no entanto algo permanece no ar.

OS SONS QUE OS SINOS NÃO ENTOAM - de Daiany Pontes
Todos os dias Rosa coloca-se a tecer um grande tecido branco. Enquanto tece é atravessada pelo movimento da agulha, do sino e de tudo que a cerca, pois tudo que a cerca é memórias-movimentos. O passado faz prólogo para o presente. O presente é o passado que se faz presente. O amanhã é a ponte que tece prólogo-presente-amanhã. O amanhã é agora, são raízes.

ROSA: O INÍCIO DO FIM - de Adriana Miranda
O arrebatamento dá início ao fim dos tempos na terra, e a escolha de quem não participará do trágico fim do mundo será feita em um jogo, onde o prêmio será o descanso eterno ao lado de deus em um bom e velho samba.

OBS: Neste dia haverá a participação do Núcleo de Musicalização da artista Valquíria Rosa: Musicalização a partir das culturas originárias do Brasil.

Local: Teatro 

Retirada de ingressos 1 hora antes da bilheteria da unidade. 
 

Teatro

Mostra do Núcleo de Dramaturgia da Escola Livre de Teatro de Santo André Artista orientadora: Dione Carlos 16

Essa atividade aconteceu de 05/11/2019 a 26/11/2019
no Sesc Ipiranga.

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