atividade presencial
Grátis
Local: Sala 1
Aula aberta. Vagas limitadas. Grátis. Retirada de senhas 1 hora antes.
Datas e horários
A formação apresenta uma abordagem histórica do Movimento Negro Brasileiro no século XX, articulada à trajetória política, intelectual e artística de Abdias Nascimento, um de seus principais formuladores. A proposta parte da produção crítica do próprio Movimento Negro e organiza o percurso em três momentos: o associativismo negro do pós-abolição e a Frente Negra Brasileira nos anos 1930, a atuação do Teatro Experimental do Negro no pós-Estado Novo nos anos 1940 e o surgimento do Movimento Negro Unificado na abertura do regime militar.
Abdias Nascimento atravessou essas três fases como militante, artista, intelectual e parlamentar. Sua produção teórica, intervenção artística e atuação política são fundamentais para compreender a crítica ao mito da democracia racial e a construção de uma tradição intelectual negra autônoma, voltada para a afirmação histórica, política e simbólica da população negra no Brasil.
Encontro 1 – História do Movimento Negro Brasileiro
O encontro percorre a formação do Movimento Negro Brasileiro, do associativismo do pós-abolição à Frente Negra Brasileira, ao Teatro Experimental do Negro e ao Movimento Negro Unificado. Analisa a crítica ao mito da democracia racial e a consolidação do racismo como problema estrutural da sociedade brasileira.
Encontro 2 – Abdias Nascimento: trajetória, pensamento e política
O encontro aborda a trajetória de Abdias Nascimento, sua atuação no Teatro Experimental do Negro, sua produção intelectual e o Quilombismo. Discute ainda o exílio, o diálogo com o Atlântico Negro e sua atuação parlamentar na luta por direitos, políticas públicas e reconhecimento da população negra.
Encontro 3 – Abdias Nascimento: arte, política e imaginação quilombista
O encontro analisa a produção artística de Abdias Nascimento como extensão de sua militância. As artes plásticas são discutidas como afirmação da ancestralidade africana, da espiritualidade afro-diaspórica e da resistência, articulando memória, política e futuro na construção de uma estética negra.
A partir de 16 anos.
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