Duração: 480 minutos
atividade online
Grátis
Local: Plataforma Online
Inscrições a partir do dia 26/2 às 14h
A partir da leitura atenta de Frankenstein, ou o Prometeu Moderno (Frankenstein; or, The Modern Prometheus), romance gótico-filosófico da escritora inglesa Mary Shelley (1797-1851), publicado originalmente em 1818 e em edição revista pela autora em 1831; esse curso pretende compreender seu contexto histórico, além de sua importância cultural/literária, para então estudar as escolhas adotadas por diferentes cineastas na adaptação da obra para o cinema e para a televisão. Com esse intuito, discutiremos diferentes versões realizadas ao longo das últimas décadas, sempre levando em consideração seus realizadores e o contexto de cada produção para analisar em detalhes seus elementos narrativos, discursivos e estéticos.
CONTEÚDO DAS AULAS:
AULA 1 – Pensando o romance gótico-filosófico de Mary Shelley e seu legado na cultura popular em geral e no cinema, em específico: contexto histórico, social e cultura da Inglaterra do século XIX, contexto da literatura inglesa do século XIX e as relações da obra de Mary Shelley com o ciclo histórico do romance gótico e, também, com o romantismo em geral, a mítica da gênese da Villa Diodati; “Presumption; or, The Fate of Frankenstein”, a primeira peça baseada na obra de Mary Shelley escrita por Richard Brinsley Peake e encenada pela primeira vez em Londres em 1823 com sua representação inovadora da criatura, linhas de força da fortuna crítica de Frankenstein do XIX até hoje, definição da obra: romance gótico e/ou romance filosófico e/ou um dos marcos fundadores ou precursores da ficção científica (tese de Brian Aldiss e o seu Frankenstein Unbound, 1973);
AULA 2 – Frankenstein (1910), de J. Searle Dawley; O ciclo clássico de Frankenstein na Universal, com destaque para Frankenstein (1931) e A Noiva de Frankenstein (1935), ambos de James Whale; O Filho de Frankenstein (1934), de Roland V. Lee. A transição de Frankenstein do cinema silencioso para o monstro-símbolo do ciclo da Universal que consolidou o terror/horror como gênero cinematográfico, o papel similar do Frankenstein com Boris Karloff e do Drácula com Bela Lugosi no imaginário popular com sua repercussão incontornável nas futuras representações cinematográficas e televisivas da obra de Mary Shelley, a peça teatral Frankenstein: an Adventure in the Macabre (1927), de Peggy Webling, e como essa se distancia do romance de Mary Shelley, a exemplo do que ocorre com a peça Dracula (1924/27) de Hamilton Deane e John L. Balderston.
AULA 3 – O ciclo Frankenstein da Hammer: A Maldição de Frankenstein (1957) e A Vingança de Frankenstein (1958), ambos de Terence Fisher; O Monstro de Frankenstein (1964), de Freddie Francis; Frankenstein Criou a Mulher (1967) e Frankenstein Tem que Ser Destruído (1969), ambos de Terence Fisher; O Horror de Frankenstein (1970), de Jimmy Sangster; e Frankenstein e o Monstro do Inferno (1974), de Terence Fisher. Outras leituras a partir da década de 1970: O Castelo de Frankenstein (1970), de Howard W. Koch; Carne para Frankenstein (1973), de Paul Morrisey; A Verdadeira História de Frankenstein (1973), minissérie de Jack Smight; Frankenstein (1973), filme de TV produzido por Dan Curtis; O Jovem Frankenstein (1974), de Mel Brooks; Frankenstein: O Monstro da Trevas (1990), de Roger Corman (adaptação da releitura sci-fi de Brian Aldiss intitulada Frankenstein Unbound, 1973).
AULA 4 – Frankenstein de Mary Shelley (1994), de Kenneth Branagh; Frankenstein (2004), minissérie de Kevin Connor; Penny Dreadful (2014-2016), minissérie de John Logan e Frankenstein (2025), de Guillermo Del Toro e um ponto de reflexão importante: o que é e o que representa o Frankenstein de Mary Shelley para a contemporaneidade.
Com Fernando Brito, Doutor em Literatura Inglesa – com tese acerca do romance gótico – pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (USP), além de pesquisador, professor e crítico de cinema, tendo colaborado ao longo de sua carreira com diversas publicações, além de proferir palestras e ministrar dezenas cursos sobre cinema e literatura em diversas instituições culturais pelo Brasil. Inclusive, entre outubro e novembro de 2025, ministrou o curso “Drácula na Telona: a criação vampiresca de Bram Stoker e suas traduções para o cinema” no SESC Sorocaba e no SESC Santo Amaro. Desde 2002, é curador da Versátil Home Video, tendo idealizado o lançamento de centenas de filmes em coleções temáticas em DVD e Blu-ray, como “Frankenstein no Cinema”, que reúne, em 3 volumes, diferentes adaptações do romance de Mary Shelley.
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