Kaka Werá Foto: Alisson Sbrana
Kaka Werá Foto: Alisson Sbrana

Arquétipos e Construção de Narrativas na Tradição Tupi

com Kaká Werá

Avenida Paulista

Duração: 120 minutos

L

atividade online

Grátis

Data e horário

De 27/01 a 15/02

27/01 • Terça e Quinta • 15h00
Kaka Werá Foto: Alisson Sbrana
Kaka Werá Foto: Alisson Sbrana

Nas culturas indígenas de alguns povos, as narrativas de origem possuem uma estrutura peculiar que podem servir de base para a criação literária. Tomando como modelo a jornada do herói, existe um percurso em que as histórias de alguns povos do Brasil (de matriz tupi e jê) desenvolvem seu enredo a partir de um padrão comum.

Kaká Werá observou sete fases que marcam uma aventura, uma história, com o propósito de expressar um determinado aprendizado. Após esta experiência há um retorno à origem em um grau diferenciado ou elevado, seguindo um padrão de espiral.

1. A origem
2. O propósito
3. A descida
4. O torpor
5. Os desvios do propósito
6. A retomada
7. O retorno na espiral

Esse tipo de “jornada do herói” se diferencia daquela estudada e proposta por Joseph Campbell em alguns aspectos. Em Campbell, o herói inicia sua jornada a partir de uma “normose”, um estado de cotidiano medíocre ou mediano. Em algum momento ele é arremessado para o inusitado e para a sua aventura – a partir daí se desdobra os próximos passos.

Nas narrativas de origem, o início é uma “plena consciência”, ou “um estado de harmonia”, que se pretende instalar em outro “ponto” ou “lugar”. De repente, há uma situação de torpor ou esquecimento – e os conflitos em decorrência disso. Passa-se então para uma retomada e o caminho em direção ao propósito. Esse retorno inaugura uma nova percepção a respeito de onde tudo se iniciou.

O curso será desenvolvido através de cinco vídeos curtos publicados no Instagram do Sesc Av. Paulista: @sescavpaulista. Por fim, no dia 15/02, 19h, realizaremos um encontro online com o professor e escritor Kaká Werá.

27/01 – As narrativas de origem: O que são? Características básicas.
01/02 – O herói e seu caráter: Macunaíma, Maíra, Sumé, Jurupari e outros heróis ancestrais.
03/02 – Os três mundos – a base cosmogônica para as narrativas: De onde nascem as histórias.
08/02 – O propósito do herói na tradição tupi.
10/02 – Os passos do herói.
15/02 – Webnário: Arquétipos e Construção de Narrativa: Aprofundando os sete passos do herói tupi.

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Kaká Werá é um dos precursores da literatura indígena no Brasil e uma autoridade na difusão dos saberes e valores ancestrais. Destaca-se hoje no desenvolvimento de pessoas e como facilitador de processos de autoconhecimento, tendo por base a sabedoria da tradição tupi-guarani. Atua há 20 anos na formação de jovens lideranças, com foco na colaboratividade e transformação social, sendo um dos fundadores do Programa Guerreiros Sem Armas, do Instituto Elos, que já formou mais de 1.500 jovens de 20 países.

É autor de diversos livros, dentre eles os mais recentes são: A Águia e o Colibri (2019), escrito em parceria com Roberto Crema, com o Selo Arapoty e O Trovão e o Vento, pela Ed. Polar (2016). Sua produção literária iniciou com o título Todas as Vezes que Dissemos Adeus (1994), em seguida veio Terra dos Mil Povos (1997), traduzido para o francês e o alemão e Fabulosas Fábulas de Iauaretê (1999), que receberam vários prêmios e recomendações nacionais e internacionais, dentre eles do Programa Nacional do Livro Didático (2010), do Catálogo de Bolonha na Itália (1998, 2008) e foram considerados Altamente Recomendados pela Fundação Nacional do Livro. Ainda publicou Tupã Tenondé (2001) e em 2018 colaborou com a criação da Coleção Tembetá, da Editora Azougue, que reuniu as biografias de líderes indígenas brasileiros, sendo um dos títulos destinado a seu nome. Kaká Werá também escreveu duas peças de teatro premiadas, Morená (2010) e O Menino Trovão (2012), que já foram encenadas por companhias de teatro no Brasil e em Portugal.

 

Pessoas com mais de 12 anos deverão apresentar comprovante de vacinação contra COVID-19, evidenciando DUAS doses ou dose única para ingressar em todas as unidades do Sesc no estado de São Paulo.

O comprovante pode ser físico (carteirinha de vacinação) ou digital e um documento com foto.

O uso da máscara é obrigatório durante toda sua permanência na Unidade.

Para atividades com ingresso, será necessário apresentar o QR Code na entrada da atividade.

Consulte antecipadamente em sescsp.org.br sobre o funcionamento do estacionamento da unidade promotora do evento.

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