Maria Auxiliadora da Silva
Velório da noiva, 1974.
Foto: Monique Santos
Maria Auxiliadora da Silva Velório da noiva, 1974. Foto: Monique Santos

As batalhas de Maria Auxiliadora da Silva: entre o moderno e o “popular”

com Fernando Oliva

Margens de 22: Presenças Populares

Carmo

Duração: 120 minutos

AL

atividade online

Grátis

Local: Transmissão via Zoom

Inscrições de 23 a 30/11/2022 em sescsp.org.br/inscricoes

Data e horário

De 01/12 a 01/12

Quinta

Quinta, às 18h30

Maria Auxiliadora da Silva
Velório da noiva, 1974.
Foto: Monique Santos
Maria Auxiliadora da Silva Velório da noiva, 1974. Foto: Monique Santos

Nesta oficina o professor e curador Fernando Oliva discutirá a obra da artista brasileira Maria Auxiliadora da Silva, que foi vítima não apenas do preconceito, por ser mulher, negra e de origem humilde, mas também sofreu um longo e contínuo processo de esquecimento e apagamento, especialmente a partir dos anos 1980, quando a questão do “popular”, onde ela havia sido inserida, passou a desinteressar o sistema de arte e a academia no Brasil.

O recente retorno da artista ao circuito de arte brasileiro foi impulsionado por uma exposição no MASP com 80 obras, mais a publicação de um livro com ensaios inéditos. Esse momento foi marcado pela emergência de trabalhos nos quais se manifestava uma postura combativa e de recusa.

Na produção artística de Maria Auxiliadora essa posição se revela primeiramente no plano da tela, tomado por uma figuração difícil e que não atende ao gosto comum. Apenas isso já colocaria a artista em um lugar bastante distinto daquele que se habituou chamar de “arte primitiva”, “naïf” ou “popular”, mas há ainda outra recusa fundamental: Auxiliadora resistiu a “aprender a pintar”; resistiu sobretudo ao “bem pintar”, ao bom gosto mediano, afastando-se do elitismo que muitas vezes está atrelado a essa escolha.

Fernando Oliva é professor, curador e pesquisador, parte do comitê científico da Anpap (Associação Nacional dos Pesquisadores em Artes Plásticas). É doutor em crítica e história da arte pela Universidade de São Paulo e integra a equipe de curadoria do MASP (Museu de Arte de São Paulo), onde participou do projeto de exposição e publicação “Maria Auxiliadora: Vida cotidiana, pintura e resistência” (2018).

Entre os projetos recentes de que participou como curador, publicando ensaios nos respectivos catálogos das exposições, estão: “Arte da França: De Delacroix a Cézanne”, “Arte Brasileira do Século 20”, “Histórias da Infância”, “Carla Zaccagnini: Histórias Feministas”, “Thiago Honório (Trabalho)”, “Pedro Correia de Araújo: Erótica”, e “Maria Auxiliadora: vida cotidiana, pintura e resistência”, todos no MASP.

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