Foto: @esterteixeiraa
Foto: @esterteixeiraa

Brinco De Ouro

Com Cia. Lá da Favelinha

Cancela

Pompeia

Duração: 120 minutos

16

atividade presencial

Local:  Teatro

Ingressos à venda online a partir do dia 18/8, às 17h e nas bilheterias a partir do dia 19/8, às 17h

Foto: @esterteixeiraa
Foto: @esterteixeiraa

“Agora… é tempo de dançar” (Rogério Coelho)

O espetáculo “Brinco de Ouro” é um convite à vida. É um ensaio, um manifesto, um movimento, uma multidão de vozes que se autorrepresentam nos corpos que dançam. De que falam essas vozes?! Falam de opressão, de dores, de amores, de sonhos, de desejos, de libertação. Tudo isso, bem cadenciado no tempo espiralar, que a Rainha Conga Leda Martins nos cantou, sobre os movimentos artísticos de pessoas pretas da história. Espirais das curvas que revisitam a memória de outros tempos, nas peles do agora.

Noutros tempos, ex-escravizados alforriados, usavam jóias de ouro, como demonstração de valentia, subversão e poder. Neste agora, o “Brinco de Ouro” se configura nos passinhos coreografados no dia a dia das pessoas pretas faveladas; nas curvas acentuadas dos becos; no desvio das balas, pela via do amor, como garantia da vida.

Entre a emancipação de pessoas pretas, pela arte, e a imediata regulação, pelo racismo estrutural, a esquiva da necropolítica se dá nesta mani-festa dos corpos e corpas escreviventes da Favelinha, do Serrão de Belo Horizonte, da leitura do funk mineiro, do passinho de BH, nervoso em movimento, como bem diriam Nilma, Achile e Evaristo. Um movimento que revela as favelografias de uma juventude de agora. E que esse agora é tão renovado por outros agoras no porvir…

São as peles de hoje, que se vestem de outras peles da história, para contarem juntas as formas de resistência e poder. Camada por camada, revisitam nossas memórias mais dançantes, para revigorar em nós, a vida. Corpos que não se deixam matar porque dançam; curam-se pelo afeto; reivindicam o direito ao movimento irrestrito de normas sociais, e assim a liberdade está garantida, dia após dia. Esses códigos estão ativados em “brinco de Ouro” como sinais vitais. Reconheça-os em seus corpos, neste convite para adentrar ao que pulsa nas periferias e suas formas de re-inventar revoluções.

Sob a direção artística de Léo Garcia, o espetáculo colore nossas formas de enxergar a afromineiridade e suas identidades artísticas e temporais, numa juventude que está sempre um passo à frente de suas realidades, mas que volta o olhar para o passado, em um diálogo ancestral, o que lhes permite cuidar do próximo movimento.

Ficha Técnica
Direção e Coordenação Geral Kdu dos Anjos
Direção Artística e Concepção Léo Garcia
Intérpretes Criadores Dudu Sorriso, Fidelis, Mr. Jhones, Samy Oliveira, Tiphany Gomes, Vitinho do Passinho, Negona Dance
Ass. de Direção, Produção Executiva Ester Teixeira
Ass. de Produção Cauã Reis – Bené
Figurino Remexe: Carla d ́la, Iara Drummond, O corre das Linhas: Camille Reis
Ass. Figurino Camille Reis, Halisson Naninne
Iluminação Veec Santos
Operação e Montagem de Iluminação Régelles Queiroz
Mixagem, Masterização e Operação de Trilha Faew Faew
Cenografia Na Tora Design, Verônica Souza
Comunicação Sacode Comunicações e Artes
Direção criativa e estratégica Samuel Carrasco
Projeto Gráfico Izabela Santiago
Fotografia Still Ester Teixeira
Intérprete de Libras Cristiano Genelhu
Gestão: Marcella Mourão
Ass. Gestão Financeira Quellemara Lomasso

Mini Bio
A Cia Favelinha é um coletivo de dança do Centro Cultural Lá da Favelinha, no Aglomerado da Serra, em Belo Horizonte, dedicado à pesquisa e criação coreográfica a partir das estéticas e movimentos do funk. Desde 2017, o grupo também coordena as oficinas de passinho do centro cultural, formando crianças e jovens e fortalecendo a cena de danças urbanas no território.

Ao longo de sua trajetória, o coletivo já dividiu palco com artistas como Liniker, MC Kevin o Chris e Karol Conka, além de integrar a programação de festivais como Breve, FIT – Festival Internacional de Teatro de Belo Horizonte e Sarará. Em 2019, realizou sua primeira circulação internacional, com apresentações e oficinas em Londres, Bristol, Paris e Vitry-sur-Seine, incluindo atividades na Universidade de Greenwich e no MAC VAL – Museu de Arte Contemporânea da França.

Em 2023, o grupo estreou Brinco de Ouro, seu primeiro espetáculo autoral, no Grande Teatro do Palácio das Artes, com direção de Léo Garcia. Já em 2025, iniciou sua primeira grande circulação nacional com o projeto Favelinha na Estrada, levando o espetáculo para diferentes regiões do país junto à Disputa Nervosa, batalha de dança do funk que promove intercâmbio entre artistas e fortalece a cena cultural urbana.


#CANCELA: Ecos do Cárcere” é um projeto do Sesc Pompeia que propõe uma programação transdisciplinar sobre o encarceramento em massa e a privação de liberdade, refletindo sobre o punitivismo enquanto política de Estado e suas intersecções com raça, gênero e classe social.

Utilizamos cookies essenciais para personalizar e aprimorar sua experiência neste site. Ao continuar navegando você concorda com estas condições, detalhadas na nossa Política de Cookies de acordo com a nossa Política de Privacidade.