Data e horário
De 15/03 a 15/03
O encerramento da Mostra Afrocena celebra a memória, a criação e a luta por representatividade no cinema e na literatura negra.
Será exibido o documentário Cadernos Negros (2025), inédito em Santos, seguido de debate com o diretor Joel Zito Araújo. Inspirado nos escritos de Carolina Maria de Jesus, o filme apresenta a trajetória da histórica coleção Cadernos Negros, criada em 1978 por escritores negros em São Paulo, no contexto do Movimento Negro Unificado (MNU). Ao longo de mais de quatro décadas, a série tornou-se um marco da literatura brasileira, reunindo mais de 300 autoras e autores negros e chegando ao seu 45º volume em 2024, como símbolo de resistência, afirmação e produção intelectual negra.
Joel é um premiado diretor e roteirista, conhecido por tematizar o negro na sociedade brasileira. Considerado um dos maiores cineastas negros em atividade no país, fez história com A Negação do Brasil, ganhador do É Tudo Verdade 2001, As Filhas do Vento (2005), ganhador de 8 Kikitos no Festival de Gramado e no Festival de Tiradentes, Meu Amigo Fela (2019), prêmio melhor doc em The Pan African Film & Arts Festival 2020-USA e no FESPACO/Burkina Faso; o longa ficcional O Pai da Rita (2022), baseado em uma música de Chico Buarque; e a série PCC – O Poder Secreto (HBO-MAX). Foi o “Roteirista Homenageado de 2022”, pela ABRA, e recebeu o Troféu Eduardo Abelin, do Festival de Gramado (2022), pelo seu trabalho em prol do cinema brasileiro. Em 2023 lançou a série documental A Ética Do Silêncio (Canal Curta) e em 2024 a série Encontros Com O Cinema Africano (TV Brasil). Em 2024-25 lançou o longa documental Brasiliana, vencedor dos prêmios de MELHOR FILME no Festival InEdit Brasil 2025 e no 10º. Festival Internacional de Cinema de Arquivo, no Arquivo Nacional RJ. Em outubro/25 ganhou o prêmio de público de melhor documentário com o seu novo filme documental Cadernos Negros na 49ª. Mostra Internacional de Cinema de São Paulo.
A Mostra Afrocena foi criada a partir do podcast Afrocena, idealizado por Petyta Reis durante a pandemia de COVID-19 para mapear o audiovisual negro da Baixada Santista. Nasce como uma nova janela de exibição em Santos dedicada ao cinema negro. De caráter não competitivo, a Mostra exibe curtas-metragens, amplia a visibilidade de realizadores negros, forma público e fortalece redes locais de criação, circulação e debate.
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