A Capoeira é muitas coisas. É, como definiu Mestre Pastinha, “luta de escravo em ânsia de liberdade”, mas também é música, dança, brincadeira, celebração e partilha de boas vibrações. É festa, é expressão, é encontro. Faz bem ao corpo, à mente e ao espírito. A Capoeira cabe em todos os corpos – não há limites para o seu alcance: todos, sem exceção, podem aprender.
Capuêra Angola pequena, filha da natureza propõe que bebês e crianças experimentem os movimentos de forma livre, sem a necessidade de posturas rígidas ou corretas para que o gesto aconteça. Não existe um método único de executar os movimentos, pois a Capoeira respeita os limites de cada corpo. Aqui, o que se propõe é, de fato, o brincar.
Inspirada na natureza, a vivência traz elementos como o mar, as ondas, os coqueiros, o cachorro, a aranha e o jacaré. A trilha sonora é formada por músicas do domínio público, legadas por nossos ancestrais, e também por composições próprias do Coletivo. Tudo isso é costurado pelos sons e ritmos dos instrumentos da Capoeira – berimbau, pandeiro, reco-reco, agogô e atabaque – que conduzem o corpo e o coração no mesmo compasso.
Coletivo Quebrando a Cabaça, Espalhando Sementes – tem como objetivo principal acessar toda arte enraizada pela ancestralidade, exercitando a consciência rítmica, espacial e cinestésica, trabalhando ações afirmativas que contribuam para o desenvolvimento das relações interpessoais. Por meio de nossas pesquisas temos como cerne em nosso trabalho inserir conteúdos que despertem a consciência corporal, o respeito ao “eu” e ao “outro” e principalmente o trabalho coletivo. Possibilitamos a consciência antirracista e também desmistificamos questões como o preconceito com a cultura da diáspora africana.
Ricardo (Pépe) Souza – arte-educador, é professor de Capuêra pelo grupo “Nego Sinhá de Capoeira Angola” e Cultura Popular; é músico, dançarino, coreógrafo e luthier, também é idealizador do Coletivo Quebrando a Cabaça, Espalhando Sementes que vem semear inclusão, acessibilidade, construção de identidade e diversidade. Com experiência em coordenação de aulas para públicos de diferentes faixas etárias, foi educador em diversas instituições de educação e cultura como Fábricas de Cultura, Núcleo de Estudos Étnico Racial (SME), Educandário Sagrada Família, Instituição Aliança de Misericórdia, CEUs e projetos desenvolvidos em alguns Sesc SP.
Thais Palmares – atriz, dançarina, foi princesa pela liga das Escolas de Samba de São Paulo e Rainha do Carnaval pela UESP, rainha da bateria da Escola de Samba Águia de Ouro, rainha da bateria da Escola de Samba Uirapuru da Móoca, destaque passista da Escola de Samba o Vai-Vai; coreografou a comissão de frente da Escola de Samba Unidos de Guaianases; viajou com a dança para a Angola, França, Alemanha, Peru, Argentina e Japão.
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