(Foto: divulgação)
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Esgotado

Comida de Terreiro – O protagonismo dos alimentos nas comunidades de Axé

Com Camila Spolon e participação de Priscila da Cunha

Vila Mariana

Duração: 120 minutos

14

atividade presencial

Grátis

Local: Praça de Eventos

Inscrições a partir de 26/1/23, 16h

Datas e horários

De 01/02 a 15/02

01/02 • Quarta • 19h00
15/02 • Quarta • 19h00

Esgotado

(Foto: divulgação)
(Foto: divulgação)

O projeto “Comida de Terreiro” tem como objetivo promover o conhecimento produzido a partir das comunidades de terreiro, dando ênfase à importância dos alimentos e da comensalidade nas religiões de matrizes africanas.

Quem são os convidados para o banquete sagrado? O que será servido? O que é de comer e o que é de rezar? Quem reza enquanto come? Quem come enquanto reza? Tão quanto em diversas outras culturas, na cultura de orixá, o maior elo entre os deuses e os homens é a comida. Um processo que se inicia no mercado, na escolha de cada um dos alimentos que irá compor a mesa, a oferenda e a partilha. A mesa posta, o banquete servido, nada mais é do que a conclusão de um processo cíclico que alimenta do mais novo ao mais velho, daquele que há por chegar e daquele que já partiu.

Serão realizadas duas oficinas presenciais de 2h cada, com abordagem teórica sobre os aspectos religiosos, sociais e históricos da comida de terreiro. A inscrição é independente para cada uma das datas. Inscreva-se a partir de 26/1/23, 16h em centralrelacionamento.sescsp.org.br ou pelo aplicativo Credencial Sesc SP.

 

Oficina 1 (01/02/2023) Tema: Iemanjá – O encanto que vem do mar
Iemanjá, a mãe dos filhos peixes, é uma das divindades mais conhecidas do panteão nagô iorubá. Seu culto tem origem na Nigéria, nas margens do Rio Ogun. Já no Brasil, Iemanjá recebe o mar como seu território, tornando-se mãe de muitos filhos e transformando-se em uma das divindades mais populares nos cultos de orixá. Neste encontro, falaremos sobre a importância das cabeças (orí) no culto a Iemanjá através da doçura do manjar de coco.

Oficina 2 (15/02/2023) – Tema: Oxóssi – O caçador de uma flecha só
Oxóssi, o caçador de uma flecha só, é o orixá que nos ensina sobre a determinação e a busca pela prosperidade. Nas comunidades de terreiro, um dos pratos ofertados em sua homenagem é o lelê, um doce à base de milho e que também faz parte da culinária regional do Espírito Santo, onde é conhecido por “muxá”. Neste encontro falaremos sobre o trânsito cultural dos pratos e ingredientes afro diaspóricos a partir do lelê de Oxóssi.

 

A atividade será conduzida por Camila Spolon. Camila é uma mulher de Obaluaiê, historiadora pela Universidade Cruzeiro do Sul – SP, pesquisadora na área de alimentação e comensalidade das religiões de matrizes africanas e ativista alimentar. É também idealizadora de projetos que buscam, por meio da troca de saberes coletivos e individuais, falar sobre a comensalidade e sobre seu caráter identitário estruturado em uma prática ancestral, cultural e política.

Nas oficinas também serão entregues aos participantes cards produzidos especialmente pela artista Priscila da Cunha para as oficinas.

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