Foto: Levi Fanan / Iara Morselli / Daisy Serena / Divulgação.
Foto: Levi Fanan / Iara Morselli / Daisy Serena / Divulgação.

Das ruas ao museu

com Renato Menezes, Glaucea Britto e Maitê Freitas. Mediação com Lígia Fernandes. Participação especial Rosemeire Marcondes (Presidente de honra da Lavapés)

Vila Mariana

L

atividade presencial

Grátis

Local: Praça de Eventos

Data e horário

De 15/03 a 15/03

15/03 • Domingo • 14h00
Foto: Levi Fanan / Iara Morselli / Daisy Serena / Divulgação.
Foto: Levi Fanan / Iara Morselli / Daisy Serena / Divulgação.

Este bate-papo reúne curadores e produtores culturais para refletir sobre os caminhos das manifestações populares de rua até os museus. A conversa aborda as relações entre trabalho, expressões culturais nas ruas e os processos curatoriais que legitimam essas manifestações nos espaços institucionais, discutindo desafios, tensões e possibilidades dessa transição.

O encontro parte de três exposições que abordam essa relação de formas distintas: “Trabalho de Carnaval”, na Pinacoteca de São Paulo, investiga a cenografia e a produção visual da festa por meio de obras e documentos históricos, divididos nos núcleos Fantasia, Trabalho, Poder e Cidade, reunindo mais de 200 obras de diferentes gerações e origens; “Tecendo a manhã: vida moderna e experiência noturna na arte do Brasil”, com curadoria de Renato Menezes e Thierry Freitas, percorre a noite e seus mistérios através de quase duzentas obras de cerca de cem artistas ativos no Brasil durante o século XX; e “Lélia em nós: festas populares e amefricanidade”, com curadoria de Glaucea Britto e Raquel Barreto, dialoga com o pensamento de Lélia Gonzalez sobre festas e tradições afro-brasileiras como dispositivos essenciais para discussões sobre aspectos fundantes da cultura brasileira.

A proposta é refletir sobre como essas expressões populares, nascidas nas ruas e nas comunidades, dialogam com os espaços museológicos, evidenciando as transformações inerentes a esse processo de institucionalização e compreendendo as festas como espaços privilegiados de afirmação de existências, conexão comunitária e preservação da ancestralidade.

Renato Menezes é historiador da arte (UERJ) e mestre em História (Unicamp), atualmente doutorando na EHESS, onde pesquisa relações entre arte e medo na Primeira Modernidade. Foi Grad Intern no Getty Research Institute em 2020, atuando nas coleções de arte latino¿americana. Desde 2022, é curador da Pinacoteca de São Paulo, responsável por projetos como “J. Cunha: Corpo Tropical”, “Tecendo a manhã” e “Trabalho de carnaval”. Atualmente prepara uma retrospectiva de Paulo Pedro Leal para 2026. Suas pesquisas concentram-se em arte popular brasileira e latino¿americana, têxteis africanos e afro¿brasileiros, e sociabilidades negras no século XX.

Glaucea Helena de Britto é Mestra em Artes e Licenciada em Artes Plásticas pela USP. Possui Certificado em Estudos Afro-Latino-Americanos pela Universidade de Harvard e em Direitos Humanos pela ONU. Foi pesquisadora e assistente de coordenação do Núcleo de Educação do Museu Afro Brasil. É curadora assistente do MASP, instituição na qual realizou a curadoria da “Sala de Vídeo: Maya Watanabe” (2025) e a co-curadoria das exposições “Mulheres Atingidas por Barragens: bordando direitos” (2025), “Lia D Castro: em todo e nenhum lugar” (2024), “Histórias brasileiras” (2022) e “Dalton Paula: retratos brasileiros” (2022). No Sesc Vila Mariana, foi co-curadora da mostra “Lélia em nós: festas populares e amefricanidade” (2024).

Maitê Freitas
Gestora cultural, curadora, jornalista e pesquisadora. Doutora em Mudança Social e Participação Política pela Universidade de São Paulo (USP), graduada em Jornalismo. Idealizadora da Oralituras Editora e do projeto Massembas de Ialodês. Autora em diferentes coletâneas, organizou a coleção Sambas Escritos e o livro Movimento Samba – 10 anos de Samba Sampa. Atua na mobilização e difusão da memória de mulheres negras.

Ligia Fernandes
Especialista em Gestão de Projetos Culturais e Organização de Eventos pelo CELACC – ECA/USP, Agente Cultural pela Fundação das Artes de São Caetano do Sul – FASCS/FIC, integrou o Grêmio Recreativo de Resistência Cultural Kolombolo diá Piratininga, desde a sua fundação, em 2002, até 2024. Começou a atuar na área de produção cultural em 2003 e é animadora cultural do Sesc Santana desde 2023.

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