Foto: Ed Piskor
Foto: Ed Piskor

Em busca da Batida Perfeita: A construção sócio-sonora do RAP e suas implicações

com Guilherme Botelho

Centro de Música

Guarulhos

Duração: 360 minutos

16

atividade online

Grátis

Inscrições para Credencial Plena a partir do dia 12/1, às 14h. Para o público em geral, a partir do dia 14/1, às 14h

Data e horário

De 25/01 a 08/02

Terça

  • 19h30

  • Foto: Ed Piskor
    Foto: Ed Piskor

    Para além do texto, o que a sonoridade do Rap tem a nos dizer?

    Frente às múltiplas manifestações que compõem a cultura Hip Hop, proponho uma delimitação no campo musical, o Rap, que se popularizou a partir da década de 1990. Como linguagem musical, o Rap produzido pela primeira geração, ou em termos internos a primeira escola do Hip Hop (entre a década de 1980 e o final da década de 1990), possui algumas características estéticas. Basicamente é constituído de três células rítmicas estáveis: bumbo (kick), caixa (snare) e chimbal (hi hat closed/open), que em conjunto formam a base, o beat, na qual se encaixam arranjos tocados ou sampleados, os efeitos e a voz.

    A composição parte da técnica do “bum clap” em oito tempos, em que o bumbo (Bum) tem acentuação nos 1º e 3º tempos e a caixa (Clap) nos 2º e 4º tempos. As rimas frequentemente se encaixam na cabeça do primeiro tempo de cada compasso quaternário. O rimar em cima da batida exige uma fluência eloquente, o denominado flow, ou simplesmente levada. Ao transformar a fala em canto, fixando o ritmo das sílabas, o artista dá ênfase ao anúncio; eis o modo de dizer. Nesse modo, aliado a uma textura sonora sintética com particularidades que serão apresentadas no decorrer do curso, encontram-se os temas, as agendas. Parte considerável do que está sendo comunicado, após 1987, penetra nos ouvidos e indica tendências, no som e na palavra, em um novo paradigma de composição musical. Em suma, entender a forma e o sentido que orientou o modus operandi da produção dos raps paulistanos nos anos 1990, assim como suas alterações na década de 2000 a 2014, são os objetivos do curso.

    Encontro 1: O Hip Hop Enquanto Cultura Mercadoria
    Nesse encontro vamos compreender como o Hip Hop chegou ao Brasil e foi incorporado à dinâmica cultural local.

    Encontro 2: Rap Cultura x Rap Gênero
    Nesse encontro vamos analisar os impasses que surgiram para que o rap se tornasse uma música popular dentro da dinâmica cultural brasileira.

    Encontro 3: A estética da superação empreendedora
    Nesse encontro vamos analisar as alterações do sentido Rap na década de 2000 a 2014, considerando as batalhas de MCs como epicentro de uma formulação estética.

    Guilherme Botelho é Bacharel em História pela PUC-SP e Mestre em Filosofia pela USP. Discotecário desde 1995 e membro do coletivo de Hip-Hop SUATITUDE, formado em 1999 na Zona Oeste de São Paulo. Pesquisador de sonoridades e culturas musicais urbanas, é autor da dissertação “Quanto vale o show? O fino Rap de Athalyba-Man e a inserção social do Periférico através do mercado de música popular”, defendida no Instituto de Estudos Brasileiro (IEB-USP) em 2018.

    Inscrições para Credencial Plena a partir do dia 12/1, às 14h. Para o público em geral, a partir do dia 14/1, às 14h.
    Acesse: https://inscricoes.sescsp.org.br/

    Pessoas com mais de 12 anos deverão apresentar comprovante de vacinação contra COVID-19, evidenciando DUAS doses ou dose única para ingressar em todas as unidades do Sesc no estado de São Paulo.

    O comprovante pode ser físico (carteirinha de vacinação) ou digital e um documento com foto.

    O uso da máscara é obrigatório durante toda sua permanência na Unidade.

    Para atividades com ingresso, será necessário apresentar o QR Code na entrada da atividade.

    Consulte antecipadamente em sescsp.org.br sobre o funcionamento do estacionamento da unidade promotora do evento.

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