Foto: David Roberts
Foto: David Roberts

Exposições Universais como modelo internacional para a arte e cultura

Com Camila Guerra, Helena Barbour e Mirtes Marins de Oliveira, pesquisadoras em exposição e curadoria

Centro de Pesquisa e Formação

Duração: 120 minutos

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atividade presencial

R$ 18,00 Credencial Plena
R$ 30,00 Meia entrada
R$ 60,00 Inteira

Local: sala 3

De 10 a 26/3, terças e quintas, das 14h30 às 16h30

Data e horário

De 10/03 a 26/03

Terça e Quinta

De 10 a 26/3, terças e quintas, das 14h30 às 16h30

Foto: David Roberts
Foto: David Roberts

O curso aborda as exposições universais como dispositivos centrais na constituição de modelos internacionais de circulação cultural, visualidade, arquitetura e organização do conhecimento. A partir de um panorama histórico, discute a emergência desse formato no século XIX e seus desdobramentos ao longo do século XX, considerando as transformações geopolíticas que impactaram sua configuração. 

Os encontros analisam a importância das exposições universais para a arquitetura, entendidas como espaços de experimentação de materiais, técnicas e linguagens, assim como sua atuação enquanto práticas de gestão comportamental por parte dos Estados, posteriormente incorporadas ao campo 

museal. O curso discute ainda temas contemporâneos cuja origem pode ser localizada nessas experiências, como a espetacularização da cultura, as relações sistêmicas entre agentes artísticos, culturais e econômicos, a bienalização do circuito artístico e as críticas atuais à colonialidade. 

Encontro 1 

10/3 

Origens e panorama das exposições universais a partir de 1851. A Revolução Industrial e a globalização. Acordos internacionais e a formação de um modelo. A visualidade como linguagem universal. 

Com Mirtes Marins de Oliveira. 

Encontro 2 

12/3 

Arquitetura das exposições. Monumentos, cultura e internacionalidade. As exposições universais como palco de cultura, tecnologia e inovação, revelando a internacionalidade por meio da arquitetura monumental. 

Com Camila Guerra. 

Encontro 3 

17/3 

Pavilhões efêmeros. Arquitetura como manifesto cultural e modernidade. Pavilhões internacionais e as manifestações arquitetônicas da identidade cultural. 

Com Camila Guerra. 

Encontro 4 

19/3 

Revolução Francesa e a centralidade dos museus na vida pública europeia. Da coleção privada aos museus modernos, suas funções pedagógicas, nacionalistas e civilizatórias e a organização do saber marcada pela ideia de progresso e pela dominação colonial. 

Com Helena Barbour. 

Encontro 5 

24/3 

A dimensão colonial das exposições universais e dos dispositivos museológicos. A exibição de corpos, objetos e imagens de sociedades não europeias como prática de dominação e controle. 

Com Helena Barbour. 

Encontro 6 

26/3 

Desdobramentos das exposições universais e o surgimento das bienais de arte, a partir de 1895, com a Bienal de Veneza. Discussão do conceito de bienalização e exemplos em contextos contemporâneos. 

Com Mirtes Marins de Oliveira. 

Com Camila Guerra, arquiteta, pesquisadora e educadora. Graduada em Arquitetura e Urbanismo (UAM), mestra em Design na Universidade Anhembi Morumbi com a tese: Largo São Francisco: O Design de Mobiliário Urbano e a Reconexão Social. Docente dos cursos de Arquitetura e Urbanismo, Design de Interiores e Design de Moda. Participante do grupo de pesquisa CNPq Design de Exposições: Práticas em Arte, Moda e Fotografia, atuando no projeto Públicos e o Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (MASP): Relações entre Programas Educacionais e o Design de Exposições. 

Com Helena Barbour, historiadora e pesquisadora. Graduada em História e mestranda em Museologia (USP). Integra o grupo de pesquisa CNPq Design de Exposições: Práticas em Arte, Moda e Fotografia, atuando no projeto Design de Exposições a partir do Museu de Arte de São Paulo Assis Chateubriand (MASP): educação, arte e política (1947-1951) (UAM-SP). Em 2023 atuou como curadora-adjunta na exposição inaugural do Memorial da Procuradoria da República no Rio de Janeiro, Justiça de Transição não é transação: a brutalidade e o jardim. 

Com Mirtes Marins de Oliveira, curadora e escritora. Doutora em Educação: História e Filosofia e pesquisadora colaboradora na Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (2020-2025). Coordena a Pós-Graduação em Design da Universidade Anhembi Morumbi. Coorganizou o livro Histórias das exposições: casos exemplares (EDUC, 2016). 

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