Imagem: Bru Zanetti
Imagem: Bru Zanetti

Fera Negra, uma estética que sustenta a ética racista

com Claudinei Calixto

24 de Maio

Duração: 240 minutos

14

atividade presencial

Grátis

Local: Sala 1 Oficinas - 6º andar

inscrições a partir das 14h de 02/08 presencial (Central de Atendimento) e 03/08 (virtual).

Data e horário

De 16/08 a 18/08

Terça e Quinta

18h30 às 20h30

Imagem: Bru Zanetti
Imagem: Bru Zanetti

O filósofo e cientista político Claudinei Calixto, em dois encontros, dialoga com o público através de quadros, charges e fotos que problematizam a representação estética cotidiana que se esconde por trás dos episódios de violência contra pessoas pretas.

As violências sofridas pela população preta e parda em países onde o racismo se expressa com maior brutalidade vem recebendo registros audiovisuais irrefutáveis. São os casos, por exemplo, dos assassinatos de George Floyd (EUA), João Alberto Silveira Freitas (Rio Grande do Sul), Moïse Kabagambe (Rio de Janeiro) e, mais recentemente, Genivaldo de Jesus Santos no estado de Sergipe. A profusão de exposições a essas imagens e a consequente naturalização delas enquanto fenômeno cotidiano tem nos colocado perante um horizonte onde as afetações rápidas, frente a todo o tipo de informações, tornam indiscutidos aspectos importantes do racismo estrutural. Entre estes aspectos se destaca a correlação entre a estética visual e a ética opressora. No que tange a esses registros audiovisuais, que poderíamos facilmente classificar como representações estéticas de opressão, o desafio que se coloca é refletir de que maneira o éthos racista influencia e é influenciado por posturas esteticizadas artisticamente, em especial pela pintura e pela fotografia. Para esta finalidade se partirá de uma consideração dialética envolvendo, de um lado, a representação estética do caçador, e de seus feitos, e, do outro, do espécime a ser caçado. É através dessa dialética que se pretende problematizar uma das estruturas do racismo: a bestialização do negro reduzido a fera: a fera negra.

Claudinei Calixto de Souza ou simplesmente Nei, como é mais conhecido nas rodas de samba, é paulistano de Guaianases Zona Leste de São Paulo, tem 36 anos e se formou em filosofia e ciências políticas na Universidade Estadual de Campinas. Foi exatamente neste período de formação acadêmica que se iniciou também sua formação enquanto sambista, passando a frequentar assiduamente as rodas de samba que ocorriam no interior da universidade e em outros bairros da cidade. Há mais de 10 anos realiza pesquisa experimental envolvendo estes dois modos de existência a fim de criar samba a partir da filosofia e filosofia através do samba.

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