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Futebol é diverso: capacitação para professores

Com Prof. Dr. Wilton Carlos de Santana e Prof. Dr. Christiano Streb Ricci

Sesc na Copa

Ribeirão Preto

A18

atividade presencial

Grátis

Local: Ginásio

Inscrições a partir de 1/6, às 18h, pelo app Credencial Sesc SP ou em centralrelacionamento.sescsp.org.br

Data e horário

17/06 a 17/06

17/06 • Quarta • 08h00
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Curso de formação em futebol para estudantes, professores e professoras de educação física, que valoriza o jogo deliberado, a pedagogia da participação e a formação integral. A proposta articula fundamentos técnicos, táticos e educativos, respeitando os diferentes tempos de aprendizagem e promovendo práticas inclusivas e reflexivas no ensino do futebol.

Prof. Dr. Wilton Santana
Doutorado Educação Física e Sociedade (Unicamp), Instrutor Conmebol para futsal e futebol, Treinador de futebol com passagem pelo Club Athletico Paranaense (Sub-14), Treinador de futsal com passagem pelo S.C.Corinthians Paulista e pela Seleção Brasileira (Sub-20).

Prof. Dr. Christiano Streb Ricci
Doutorado Ed. Física e Sociedade (Unicamp), ex-atleta de futebol profissional, Prof do curso de Educação Física da Universidade de Ribeirão Preto – Unaerp, e da escola social Marista. Pesquisador do GEPESPE (grupo de pesquisa vinculado a USP-RP), e secretário geral da Alesde.

Ensinar futebol, e ensinar bem o futebol, vai muito além de transmitir técnicas ou repetir exercícios padronizados. Trata-se de criar contextos de aprendizagem em que o jogador compreenda o jogo, tome decisões e dê sentido às suas ações. O futebol não se aprende apenas executando gestos, mas jogando e pensando o jogo. É na vivência das situações reais que o atleta desenvolve percepção, leitura de jogo e inteligência tática.

Nesse processo, o isolamento empobrece a aprendizagem. Quando se retira o jogador do contexto coletivo, ele perde referências fundamentais: companheiros, adversários, espaço, tempo e objetivos. Por isso, práticas muito fragmentadas e comuns nas tradicionais “filas” de exercícios, levantam um problema didático e pedagógico importante. As filas reduzem o tempo útil de prática, limitam a tomada de decisão e afastam o jogador da lógica do jogo. O desafio atual é substituir essas dinâmicas por ambientes mais ativos, ricos e interativos.

Isso implica inverter a lógica tradicional, que vai do exercício ao jogo, e passar a ir do jogo ao exercício. O jogo deixa de ser o “prêmio final” da sessão e passa a ser o ponto de partida do ensino. A partir dele, o treinador identifica problemas, ajusta tarefas e cria desafios específicos, mantendo sempre a essência do futebol.

O jogo, por natureza, é um ambiente de caos controlado. Nele convivem ordem, desordem e organização de forma constante. O futebol é instável, imprevisível e mutável, e justamente por isso exige jogadores adaptáveis e criativos. Ensinar futebol é ensinar a lidar com essa instabilidade, e não tentar eliminá-la.

Dentro desse cenário surge o modelo de jogo, que deve ser entendido como uma construção contínua, e não como um roteiro fechado. Modelo de jogo não é uma série de jogadas ensaiadas, nem algo que se atinge de forma definitiva. É um referencial em permanente evolução, ajustado às características dos jogadores, ao contexto e às demandas do jogo. Por isso, pode-se dizer que “o modelo de jogo é algo que você nunca alcança”, mas que orienta o caminho.
Nesse processo, o papel do treinador muda profundamente. Ele deixa de ser um controlador que dá todas as respostas e passa a atuar como mediador da aprendizagem. Seu papel é propor problemas, estimular o pensamento e orientar a reflexão. Perguntas como “O que você viu ali?”, “Por que essa escolha funcionou?” ou “Que outra opção você tinha?” ajudam o jogador a construir conhecimento a partir da própria experiência.

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