Esgotado
atividade presencial
Grátis
Local: sala 2
Dias 17 e 18/6, quarta e quinta, das 19h30 às 21h
Datas e horários
17/06 a 18/06
Esgotado
Interessados em investigar estados mentais em que o inconsciente pudesse se manifestar por meio da arte, os surrealistas recorreram com frequência à imagem da mulher em obras como “Nadja”, de André Breton, “O violino de Ingres”, de Man Ray e “Um cão andaluz”, de Luis Buñuel. Mas como se deu a participação das mulheres no movimento artístico mais conhecido do período entre guerras?
Partindo dessa questão, o curso aborda a relação de mulheres fotógrafas com o movimento surrealista, em Paris, nas décadas de 1920 e 1930. Ainda que tenham participado da cena surrealista como artistas e escritoras – caso de Meret Oppenheim (1913-1985) e Lise Deharme (1898-1980), entre outras -, as mulheres foram frequentemente marginalizadas nas narrativas tradicionais da história da arte acerca desse período.
Propondo a investigação desta lacuna historiográfica, o curso concentra-se na produção de fotógrafas que estabeleceram diálogo com a estética surrealista, analisando obras de Claude Cahun (1894-1954), Ilse Bing (1899-1998), Dora Maar (1907-1997) e Lee Miller (1907-1977). Essas produções serão examinadas em comparação com a fotografia de Man Ray, tomada aqui como contraponto para a reflexão sobre autoria, gênero, poder e representação.
Ao longo das aulas serão discutidos temas como identidade e autoimagem, duplicação e desorientação, o banal e o cotidiano, bem como procedimentos técnicos associados à fotografia surrealista, com destaque para a solarização.
Dias 17 e 18/6, quarta e quinta, das 19h30 às 21h
Programa:
17/6 – Do manifesto à produção.
A primeira aula parte de uma síntese do Manifesto Surrealista, publicado por André Breton em 1924, com o objetivo de apresentar os fundamentos conceituais do movimento e o contexto de atuação das mulheres fotógrafas em Paris nas décadas de 1920 e 1930. Será abordada a produção de Claude Cahun, com foco em temas como identidade, autorrepresentação e performatividade. Análise da obra de Ilse Bing, destacando o registro das ruas parisienses.
18/6 – De objeto a sujeito.
A segunda aula propõe uma reflexão crítica sobre a violência simbólica presente em imagens surrealistas produzidas por artistas homens, tomando como exemplo obras de Man Ray que recorrem ao corpo feminino como objeto de investigação estética. Serão analisadas a produção de Dora Maar, com atenção à sua abordagem do banal e do cotidiano, e a obra de Lee Miller, incluindo episódios como a descoberta da técnica de solarização. Reflexão comparativa entre a representação da mulher na obra de Man Ray e as perspectivas construídas pelas quatro fotógrafas estudadas, enfatizando a passagem da mulher de objeto a sujeito da imagem.
Com Laura Escorel, professora e pesquisadora de História da Arte, designer e editora. Doutoranda em Estética e História da Arte pela USP, desenvolve pesquisa sobre a fotógrafa Madalena Schwartz. Mestre em História da Arte (UNIFESP) é pós-graduada em Gestão de Bens Culturais (FGV).
As inscrições podem ser feitas a partir das 14h do dia 27/5 no site do Centro de Pesquisa e Formação do Sesc ou através do nosso app. Após o início da atividade não é possível realizar inscrição. O cadastro é pessoal e intransferível.
O pagamento pode ser feito através do cartão de crédito, débito ou em dinheiro. Trabalhamos com as bandeiras Visa, Mastercard, Elo e Hipercard.
Ao término do curso, você poderá solicitar sua declaração de participação pelo e-mail declaracao.cpf@sescsp.org.br. A declaração será encaminhada em até 30 dias
O cancelamento poderá ser realizado com até 48 horas antes do início da atividade, por email: atendimento.cpf@sescsp.org.br
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