foto: Fábio Corrêa
foto: Fábio Corrêa

Instalação Sônia Guggisberg: Passageirxs e RE_educação

Trabalhos refletem sobre período da pandemia

Jundiaí

Duração: 30 minutos

L

atividade presencial

Grátis

Local: Área de Exposições, 1º andar

Data e horário

De 21/09 a 20/03

Terça a Domingo

terça a sexta: 10h às 19h30 sábado: 11h às 18h30;ᅠᅠᅠᅠᅠᅠᅠᅠᅠ domingo: 10h às 18h30

foto: Fábio Corrêa
foto: Fábio Corrêa

Dois trabalhos inéditos da artista visual Sonia Guggisberg, o primeiro composto por painel nos vidros da fachada do Sesc Jundiaí e uma videoinstalação no espaço expositivo da unidade, propõem reflexão sobre o período de clausura e introspecção trazido pela pandemia.

 

Passageirxs

A instalação site specific Passageirxs, projetada para a fachada do Sesc Jundiaí, ocupa toda a frente do prédio e, para quem olha de dentro, ocupa toda a área de convivência. Medindo 74 metros de comprimento por 4,90 metros de altura, ela apresenta um enorme mosaico de imagens e transforma o espaço em um grande aquário de sombras.

Entre sombras e águas, Passageirxs mostra o cotidiano de pessoas reclusas realizando tarefas diárias como se fossem passageiros de suas próprias vidas.  A água, que por vezes é associada ao local de relaxamento, surge como um elemento hostil à vida, estabelecendo assim um paradoxo.

A artista concebeu as fachadas de vidro como se fossem filmes decompostos, guiada por seu interesse em analisar os elementos que compõem os filmes e as camadas de imagens em movimento e de luz, de transparências e sombras.

“Refugiados de nossas próprias vidas, como as sombras – que não têm identidade e estão esvaziadas de sua história e sua cultura – ficamos todos fechados, à espera de um futuro mais que incerto, porém os recortes e transparências das imagens no painel permitem olharmos para a natureza do Jardim Botânico em frente à obra e encararmos as sombras humanas como metáfora de vida”, propõe a artista.

 

RE_educação

RE_educação é uma videoinstalação que conta com dupla projeção em loop emitindo reflexões, imagens e palavras que pulsam junto com uma construção sonora e um backlight de imagens. A obra, que pode ser conferida dentro do espaço expositivo, enfatiza a necessidade de se pensar novas estratégias de vida, de abandonar o modo aprendido e de se reeducar, de construir um novo olhar sobre o cotidiano e de desenvolver novas formas de entendimento.

“São tempos difíceis, porém propícios para a reflexão”, avalia a pesquisadora que, durante os últimos seis anos, esteve em diferentes campos de refúgio na Grécia e, mais recentemente, num período que abarca os tempos de pandemia.

RE_educação faz uma analogia a esses campos de refúgio, locais de contenção humana que podem se tornar campos de reeducação, uma vez que obrigam as pessoas, ali fechadas, a se adaptarem a uma nova forma de viver, de ser e de pensar. Como nos campos de contenção, os tempos de pandemia impuseram um cenário de clausura e introspecção marcado por uma longa espera ainda sem resposta sobre o futuro, cenário diante do qual é preciso reaprender estilos de vida, repensar relações e renunciar à ideia de controle.

Uma certa vertigem é impressa em RE_educação quando imagens, palavras e reflexões são sobrepostas a trens em alta velocidade, ruídos humanos e, ao fundo, um som de ambulância. Trata-se de viver a emergência dentro de casa, a reflexão sobre a incerteza instalada, a clausura com tempo indefinido que pulsa sob o som das sirenes.

 

Sobre a artista

Sonia Guggisberg é pós-doutora em Artes Visuais pela ECA-USP e doutora em Comunicação e Semiótica pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Atua como artista, diretora, videomaker e pesquisadora participando de mostras coletivas e individuais, mostras de cinema, palestras e workshops no Brasil e em outros países, desde a década de 90.

Com foco em questões sobre documentário artístico, seus trabalhos transitam por múltiplas linguagens como fotografia, site specific, instalação em vídeo e som. Já realizou mais de 20 exposições individuais, tendo seus trabalhos exibidos no Brasil, nos EUA (Nova York), no México, na Colômbia, no Chile, na Espanha, na França, na Dinamarca, no Canadá, em Portugal e em diversas cidades da Alemanha.  Possui obras no acervo do Museu Lasar Segall, do Museu de Arte Contemporânea (MAC) da Universidade de São Paulo, Sesc, da Pinacoteca, do Museu da Cidade de São Paulo e do Instituto Figueiredo Ferraz, entre outros.

Leia mais sobre a artista e as obras aqui.

O que preciso saber antes de comprar um Ingresso:

Pessoas com mais de 12 anos deverão apresentar comprovante de vacinação contra COVID-19, evidenciando DUAS doses ou dose única para ingressar em todas as unidades do Sesc no estado de São Paulo.

O comprovante pode ser físico (carteirinha de vacinação) ou digital e um documento com foto.

O uso da máscara é obrigatório durante toda sua permanência na Unidade.

Para atividades com ingresso, será necessário apresentar o QR Code na entrada da atividade.

Consulte antecipadamente em sescsp.org.br sobre o funcionamento do estacionamento da unidade promotora do evento.

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