Duração: 120 minutos
atividade presencial
Local: sala 5
O Jongo é uma manifestação cultural de profunda raiz afro-brasileira, surgida
em comunidades negras ligadas às fazendas de café e açúcar, especialmente no Sudeste do Brasil. Mais do que uma dança, constitui um ritual de resistência, espiritualidade e celebração coletiva, mantido vivo por gerações como forma de preservação de memórias e identidades.
Marcado pelo toque dos tambores, como o caxambu e o candongueiro, o Jongo articula ritmo, canto e movimento em uma dinâmica de troca simbólica. Os toques conduzem o compasso da roda e evocam tradições africanas de comunicação, expressando sentimentos que vão da alegria à reverência aos ancestrais.
A dança se caracteriza por movimentos circulares e cadenciados. Os jongueiros entram na roda improvisando passos, gestos e giros em diálogo com o ritmo dos tambores e com os pontos cantados. Esses pontos, cantigas poéticas e enigmáticas, carregam ensinamentos, desafios e mensagens codificadas, orientando o andamento da roda e fortalecendo a dimensão ritualística do Jongo, conectando passado e presente.
Ao longo dos encontros, os participantes entram em contato com os principais movimentos que constituem a roda e a vivência do Jongo, incluindo a divisão dos toques entre os tambores, os modos de dança específicos do Jongo do Tamandaré e o aprendizado dos pontos.
Encontro 1
10/3
Apresentação da manifestação cultural e início dos primeiros toques.
Encontro 2
17/3
Introdução à dança e formação da roda.
Encontro 3
24/3
Apresentação dos pontos (cantigas) e prática de pergunta e resposta.
Encontro 4
31/3
Roda de Jongo com todos os elementos que caracterizam a brincadeira popular.
Com Fábio Nadré, músico, estuda e confecciona m’bira e Luis Lobo, percussionista.
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