Duração: 120 minutos
atividade presencial
Local: sala 2
O curso aborda dois casos paradigmáticos em que a autores da literatura denunciaram erros judiciais. Um erro judicial motivado pela intolerância religiosa deu início ao caso Calas, em 1762. Voltaire, tomando a peito trazer à tona a verdade, mobilizou a opinião pública europeia por meio de cartas, panfletos, contos e do Tratado sobre a tolerância. Sua luta por justiça e pela liberdade de culto estremeceu as bases do Antigo Regime. O combate contra a injustiça e o fanatismo que ele representa permanece de uma atualidade inquietante para o Brasil e o mundo. Já em 1898, Émile Zola publicou a carta aberta J’Accuse no jornal l’Aurore. A carta foi um momento de ruptura na história do caso Dreyfus (1894-1906) e marca a passagem entre os séculos XIX e XIX, segundo a filósofa Hannah Arendt. Mas como um escritor consagrado entrou nessa história e foi capaz de cindir uma nação em dois grupos? Sua capacidade retórica, seus artifícios literários e sua honestidade intelectual são partes dos fios a tecer sobre essa narrativa.
Com Ana Luiza Reis Bedê, com pós-doutorado em literatura francesa pela USP e pela Sorbonne Université. Faz parte do grupo de pesquisa Brasil-França do IEA-USP. É autora de Voltaire e as estratégias de uma mise-en-scène (Editora Fap-Unifesp, 2013).
Com Milene Suzano de Almeida, doutora em Letras Modernas pela USP. É atualmente presidente de uma cooperativa de professoras de francês. Entre 2016 e 2018, realizou estágio de pós-doutorado como pesquisadora-colaboradora na Unicamp, na área de Literatura Brasileira.
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