Esgotado
Duração: 120 minutos
atividade presencial
Grátis
Local: Espaço Provisório - 3º andar
Inscrições online, a partir das 14h de 7/4 (Credencial Plena) e 8/4 (Público em geral)
Datas e horários
De 09/04/2026 a 23/04/2026
Esgotado
André e Renato, pesquisadores de longa data do batuque de umbigada, tradição afro-sudestina de música e dança, realizam três encontros dedicados a aprofundar conhecimentos sobre as modas (canções) e aos toques (conjunto rítmico percussivo) desta tradição. O grupo será convidado a criar modas e apresentá-las na imersão com a comunidade batuqueira, dia 25/4, na Convivência do Sesc Consolação.
O batuque de umbigada está presente nas cidades paulistas de Tietê, Piracicaba e Capivari, localizadas no oeste do estado, região que outrora tinha o batuque também em várias outras cidades; questões como o racismo e o preconceito, porém, acabaram por promover historicamente uma diminuição significativa do seu território de ocorrência.
Nos últimos anos iniciou-se um processo de revitalização e hoje o batuque de umbigada voltou a acontecer nos municípios de Rio Claro, Barueri e São Paulo. Desde a época do escravismo até a atualidade, as modas do batuque discursam contra a opressão, o preconceito e a discriminação que atingem os negros da região, e também relatam o dia-a-dia dos batuqueiros, seus amores e sonhos. Em algumas modas, o forte uso de metáforas e a linguagem simbólica permite manter discrição sobre o que está sendo cantado, e para quem.
O tambu, o quinjengue, a matraca e o guaiá são os instrumentos de percussão que acompanham as modas. A dança do batuque tem formação em duas fileiras confrontantes , de homens e de mulheres, e tem como principal característica a umbigada trocada pelos casais dançantes.
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André Paula Bueno – Professor de Letras e Artes, foi Pesquisador Associado do Projeto Temático “O Musicar Local” FAPESP (UNICAMP/USP), e tem experiência em tradução simultânea e ensino de línguas e literaturas, além de Literatura Oral, Etnomusicologia, Canção e Relações Raciais, com especialidade em dados linguísticos africanos do Português Brasileiro. Graduou-se em Inglês e Português, com mestrado em Semiótica e Linguística (1999) e com doutorado em Letras pela Universidade de São Paulo (2005). Concluiu em 2009 pós-doutorado na USP em convênio com o CNRS francês – Centro Nacional de Pesquisa Científica (Laboratório LLACAN “Langage, Langues et Cultures d’Afrique Noire – UMR 8135). Como professor já ministrou na FFLCH-USP o curso de Pós-graduação Elementos de Etnolinguística (coord. M. Petter, D.L. 2012) e no MAE-USP o curso de extensão África e Brasil em língua, literatura Oral e Música (coord. L. Salum, 2010). Ministrante na FFLCH-USP da aula “Resistência e resgate nas danças dramáticas”, no curso de extensão Cultura e História do Negro no Brasil (coord. Kabengele Munanga) de 2012 a 2019, desenvolveu a Oficina de Escrita “Criação de Personagens Afro-brasileiros” (CEA-USP Centro de Estudos Africanos).
Renato Ihu – Pesquisador em etnomusicologia, arte-educador e músico percussionista. Desde dos anos 90 vem pesquisando a presença das culturas tradicionais afro-brasileira presentes na região do sudeste do Brasil, passando pelo estudos teóricos sobre o tema. Em 1996 no CELLACC – ECA – USP participa da pesquisa, Teoria Crítica: Metodologia para Pesquisa em Cultura e Comunicação; desde de 1994 desenvolveu pesquisa para a formação do acervo da Associação Cultural Cachuera!, instituição pioneira na pesquisa das tradições afrosudestina; professor assistente na Universidade Paulista Julio de Mesquita, Campus de São Paulo (IA – Unesp-SP), na disciplina Laboratório das Expressões Culturais do Brasil.
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