Duração: 120 minutos
AO VIVOatividade online
Grátis
Local: Zoom
Período de inscrição a partir de 6/7, às 14h.
Data
O Nheengatu é uma língua indígena do tronco Tupi que está presente no Atlas das Línguas em Perigo (UNESCO). Ao entrar em contato com a língua e procurar por aplicativos que ensinassem línguas indígenas, a desenvolvedora do aplicativo Suellen Tobler não encontrou qualquer aplicativo que ensinasse qualquer idioma indígena. Em outubro de 2021 lançou o Nheengatu app, que é considerado o primeiro aplicativo criado para ensinar uma língua indígena. A partir dele estão em fase de desenvolvimento outros aplicativos como o NukeTsay app e o Kaingang app.
O debate ainda conta com a presença de Emerson Baré, que possui pesquisa relacionada a um dicionário digital em Nheengatu e George Borari, professor de Nheengatu.
Emerson Baré, indígena do Povo Baré, nascido em Território Indígena do Rio Negro, Amazonas. Graduado em Pedagogia, estudante do Mestrado Profissional em Linguística e Línguas Indígenas (PROFLLIND) do Museu Nacional da UFRJ e membro do Coletivo de Estudantes Indígenas da UFRJ e representante discente do PROFLLIND-MN/UFRJ, membro da Articulação de Políticas Indígenas e Quilombolas (APIQ) e do Fórum Nacional de Educação Escolar Indígena (FNEEI) e Mestre de Saber do Museu das Culturas Indígenas de São Paulo.
George Borari, professor indígena de Língua Nheengatu, mestre em Educação Escola Indígena e doutorando em Letras: linguagem e identidade. Leciona na região do Baixo Tapajós no Pará. Membro do Conselho Indígena Tapajós-Arapiuns e membro do Grupo de Trabalho da Década Internacional das Línguas Indígena no Brasil. Além disso, foi quem gravou a voz dos primeiros 65 exercícios do Nheengatu app.
Suellen Toebler, pesquisadora de políticas públicas de tecnologias digitais indígenas. Doutoranda no programa de Ciência Política e Relações Internacionais (UFPB). Autora do Nheengatu app, primeiro aplicativo voltado para o ensino de línguas indígenas de povos no Brasil. Gestora do Fundo Filantrópico Brasilwara, responsável pela criação de tecnologias digitais junto às comunidades indígenas. Recebeu o prêmio de melhor dissertação, concedido pela ANPPAS 2025.
A Atividade integra o projeto “O Futuro é ancestral – (novas) tecnologias, resistências e ancestralidade“.
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