Duração: 720 minutos
atividade presencial
Local: On-line (primeira aula) e CPF - 4º Andar
Datas e horários
10/08 a 14/08
De 10 a 14/8, segunda a sexta, das 17h30 às 20h30.
Neste curso, a palhaça Priscila Jácomo compartilha sua trajetória de encontros com circenses de famílias tradicionais e com “palhaços sagrados” de diferentes povos indígenas, para refletir como vem compreendendo a palhaçaria a partir dessas conexões. Com vídeos, histórias e jogos, as pessoas participantes aprendem a honrar tropeções e trapalhadas e reverenciar uma ancestralidade palhacística. Os encontros pretendem amolecer certezas e “desinverter” tudo o que está invertido.
Encontro 1, 10/8 [on-line – link será enviado às pessoas inscritas] – A palhaça que se é
Para além do circo ou do teatro, palhaces habitam o cotidiano. E se a gente descobrisse que nossa versão mais esquisita, é nossa versão mais sagrada? Neste encontro refletimos sobre a arte para além do ofício, arte como sentido de existência, arte que acontece na vida.
Encontro 2, 11/8 – Trapalhadas são sagradas
Uma trapalhada é um outro jeito de acontecer, uma surpresa. Trapalhadas são importantes professoras que ensinam a instabilidade da vida. Neste encontro a palhaça Priscila Jácomo compartilha suas experiências junto a diferentes “fazedores de riso” indígenas e refletir sobre como vem compreendendo a palhaçaria a partir desses encontros.
Encontro 3, 12/8 – A palhaça juruá-cupê-cabeça seca
Palhaces descristalizam verdades endurecidas, amolecem certezas e revelam outras possibilidades de ver e perceber a vida. Neste encontro refletimos sobre a ideia de uma verdade única e a palhaça Priscila Jácomo conta como os encontros com diversos povos indígenas desmontaram sua “alta autoestima”.
Encontro 4, 13/8 – Por um riso que celebre formas plurais de ver e perceber o mundo.
Todo ser vivente tem algo único que faz com que ele seja inédito e diverso. Palhaces de todos os modelos honram o riso que celebra esse algo inédito, eles reverenciam um riso que celebra diferenças. Nesse encontro refletimos sobre formas plurais de ver e perceber a vida. Vamos perceber que a diferença do outro nos aumenta.
Encontro 5, 14/8 – Experiência no escuro: O que a gente não consegue ver quando a gente vê?
No último encontro, Priscila Jácomo medeia uma conversa no escuro. Carlos Papá, indígena do Povo Guarani Mbya, fala sobre a importância das trapalhadas e do escuro para a sua cultura e Cristiana Cerchiari reflete sobre os muitos jeitos de ver e perceber a vida. Todo mundo junto experimenta ver, escutar e perceber a vida de jeitos plurais.
Com Priscila Jácomo, palhaça e mestra em Humanidades, Direitos e Outras Legitimidades (FFLCH-USP) com a pesquisa “A palhaça para além da cena”. Idealizadora do “Povo Parrir”, projeto que promove o encontro de palhaces com “fazedores de riso” indígenas nas aldeias e na cidade, com apresentações artísticas. O Povo Parrir já se encontrou com os Hoxwa do Povo Krahô, os Trakinos e Trakinas do Povo Kariri Xocó e com os Tongos e Tongas do Povo Guarani Mbya. Priscila também atua em dois espetáculos solo: “Cuidado Frágil” e “SOS Quase Tudo (de outro jeito!)”.
Com Carlos Papá Mirim (no encontro 5), líder e cineasta indígena do povo Guarani Mbya. Com o objetivo de fortalecer e valorizar a cultura do seu povo, há mais de 20 anos realiza documentários, filmes e oficinas culturais para os jovens. Também atua como líder espiritual em sua comunidade. Vive na aldeia do Rio Silveira, onde participa das decisões coletivas e busca ajudar a sua comunidade a encontrar caminhos para viver melhor. É conselheiro do Instituto Maracá e representante pelo litoral Norte de SP da comissão Guarani Yvy Rupa (CGY).
Com Cristiana Cerchiari (no encontro 5), mestre em Educação pela Faculdade de Educação da USP e graduada em Letras com habilitação em Tradução pelo Mackenzie e em Letras (português e espanhol) pela USP. É usuária da audiodescrição desde 2006, e trabalha como consultora e docente nessa área desde 2013. Como docente, atuou na Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e na Organização Nacional de Cegos do Brasil (ONCB).
Inscrições a partir do dia 28/7, às 14h, no site do Centro de Pesquisa e Formação do Sesc ou pelo aplicativo Credencial Sesc SP. Após o início da atividade não é possível realizar inscrição. O cadastro é pessoal e intransferível.
O pagamento pode ser feito por meio de cartão de crédito, débito ou em dinheiro. Trabalhamos com as bandeiras Visa, Mastercard, Elo e Hipercard.
Ao término do curso, você poderá solicitar sua declaração de participação pelo e-mail declaracao.cpf@sescsp.org.br. A declaração será encaminhada em até 30 dias.
O cancelamento poderá ser realizado com até 48 horas antes do início da atividade, por e-mail: atendimento.cpf@sescsp.org.br
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