Foto: Daniel Kersys
Foto: Daniel Kersys

Prosa 60+: Criando instrumentos musicais e paródias

Com Anunciação Rosa

Consolação

L

atividade presencial

Grátis

Local: Foyer do Teatro Anchieta

Data e horário

De 23/02 a 23/02

Quinta

10h às 12h

Foto: Daniel Kersys
Foto: Daniel Kersys

Neste mês de carnaval venha construir instrumentos musicais e compor parodias de clássicos de marchinhas carnavalescas que tenham o nosso jeito e falem da valorização das pessoas idosas, das mulheres e de todas as diferenças possíveis para serem cantadas e celebradas. Com Anunciação Rosa, cantora, multi-instrumentista, compositora, sonoplasta e pesquisadora de música tradicional.

Essa atividade compõe o Prosa 60+, ponto de encontro que traz mensalmente debates sobre o papel das pessoas com mais de 60 anos na sociedade, evidenciando o seu protagonismo. Os encontros são abertos e gratuitos e, por meio de muita troca e diálogo, tem como objetivos a sociabilização, a construção de conhecimentos e a promoção da saúde.

Anunciação Rosa
Cantora, multi-instrumentista, compositora, sonoplasta e pesquisadora de música tradicional. Compus minhas primeiras músicas no violão, instrumento que comecei tocando de ouvido por volta dos 11 anos. Nascida no Interior de São Paulo, aos 17 anos fui morar em Fortaleza CE, onde fiz curso técnico de Administração de empresas e aos 22 anos entrei no curso de Licenciatura em Música pela Universidade Estadual do Ceará. Em 1987, ainda na faculdade, comecei a tocar em barzinhos da noite fortalezense e logo conquistei um público fiel. Em 1990 recebi um patrocínio do extinto Banco Nacional para gravar meu primeiro disco. O projeto chegou a ser lançado em fita K7 com 10 músicas autorais, porém, não teve continuidade para o lançamento do LP por problemas internos da instituição. Uma das faixas, Turmalina, chegou a ser tocada na Rádio Universitária de Fortaleza cuja letra foi premiada num concurso de poesia. Em 1992 retornei a São Paulo, depois de uma temporada de 6 meses em Brasília, com a fitinha na bagagem. No mesmo ano me apresentei com a “banderosa” na choperia do Sesc Pompeia e no bar Vou Vivendo, mostrando um repertório eclético e músicas autorais. Nessa época também entrei para o Coralusp e ao mesmo tempo que ensaiava no Campus, aproveitava as horas vagas e pesquisava música tradicional na biblioteca da ECA. Nos anos seguintes continuei tocando em várias casas noturnas e em 1997 fiz um show no extinto The Gallery comemorando 10 anos de carreira. Nesta época também realizei alguns cursos, dentre eles, de Designer Sonoro para sonoplastia em Teatro no CPT do Sesc Consolação e de Produção Independente pela UMES, visando gravar um disco. Em 1998 entrei na extinta ULM do Brooklin, hoje Centro de Estudos Tom Jobim, para cursar percussão corporal e música espontânea com Stênio Mendes e Fernando Barba. No mesmo ano gravei o disco Interior totalmente independente e produzido por mim com apoio de amigos. A faixa O Rei foi utilizada em 2 produções do programa Globo Rural. Também nessa época comecei a trabalhar no terceiro setor como arte-educadora, formando em 2000 a banda Unidos da Sukata, com moradores de albergues e em situação de rua. Em 2001 voltei à Fortaleza para realizar shows no Centro Cultural Banco do Nordeste e Centro Dragão do Mar e percebi que ainda tinha um público por lá. E foi em 2002 que Anabel Andres e eu fundamos o grupo Vozes Bugras, tendo início nos corredores da ULM do Brooklin, onde nos conhecemos. Convidamos mais 5 amigas e assim tivemos a primeira formação do grupo. Como eu já pesquisava músicas e sonoridades que eu gostaria de resgatar e também aproveitando minha passagem pelo nordeste, fui propondo nosso repertório com base nesses estudos, enriquecido por ótimas ideias e sugestões das outras componentes. Hoje o grupo funciona como uma egrégora de raiz sólida e forte, atualmente formado por Anabel Andres, Cássia Maria, Célia Gomes, Tiane Tessaroto, Uli Costa e eu. Nossa sétima integrante, Lucimara Bispo, agora mora em Paris. Também no início dos anos 2000, participei como integrante e criadora da trilha original de sucatas da peça Mundus Immundus de Nanna de Castro. Ficamos um ano em cartaz no KVA?Elenco e Teatro Augusta, além de circularmos com a peça pelos CEUS e periferia da cidade. Por volta de 2007 comecei uma temporada musical no bar Canto Madalena, participando do projeto Canto de todo canto. E numa dessas apresentações, através de uma amiga, fui apresentada à cantora indiana Ratnabali que posteriormente me convidou para formar um grupo misturando as sonoridades da música brasileira com o canto devocional indiano. E assim criamos Oxalá Masala. Lucimara Bispo, integrante do Vozes Bugras e que também era a percussionista que tocava comigo no Canto Madalena participou da primeira formação do grupo. Depois de sua ida à Paris, convidei a outra percussionista do Vozes, Cássia Maria, para
fazer parte do grupo. E essa é a formação atual.

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