Duração: 90 minutos
atividade presencial
Grátis
Local: sala 7
Retirada de ingresso 1h antes.
Data e horário
Dia 28/3, sábado, das 16h às 17h30
O encontro celebra os 10 anos do Projeto Timbiraçu e o lançamento do álbum Rio de Pedra Preta, propondo uma prosa musical que articula fala, escuta e performance. Os músicos compartilham reflexões sobre o processo criativo do grupo, suas pesquisas sonoras e a construção de uma ponte entre tradições musicais afro-indígenas e linguagens contemporâneas.
O Projeto Timbiraçu desenvolve uma pesquisa musical inspirada nos ritmos populares brasileiros, em diálogo com matrizes afro-indígenas e com instrumentos e ritmos da África Bantu. O repertório reúne composições autorais baseadas em instrumentos de lâminas de metal, como a M’bira de Moçambique e do Zimbábue, sembas de Angola e temas ligados às tradições da Timbila (marimba Chopi) das regiões de Zavala e Inhambane, em Moçambique. As canções são interpretadas em português e kimbundu e abordam temas como ancestralidade, memória, saudade e crônicas sociais.
O grupo compreende as histórias e vivências do passado como base para a construção de um olhar voltado ao presente. Foi um dos primeiros conjuntos musicais a divulgar instrumentos como as m’biras Nyunga Nyunga e Dzavadzimu, o kisanji e a m’bila em uma formação de banda contemporânea, incorporando sopros, guitarra, baixo, bateria e percussões. A partir dessas pesquisas, o músico, construtor e um dos fundadores do projeto, Fábio Timbira Matú, desenvolveu a timbira, instrumento inspirado na afinação da Nyunga Nyunga, que dá nome ao grupo. O termo açu, de origem indígena, significa grandioso e vasto, fazendo alusão às culturas matrizes e ao tronco linguístico dos povos originários do Maranhão, a chamada Terra de Encantaria.
A musicalidade do Projeto Timbiraçu incorpora manifestações populares brasileiras como congada, jongo, frevo, afoxé, batuques e outros folguedos, dialogando também com elementos do jazz, do funk e de ritmos afro-caribenhos. O resultado é uma sonoridade sinestésica, marcada pelo reencontro com populações, idiomas e territórios para além-mar, afirmando uma linguagem musical contemporânea e contra-colonial.
Com Fabio André, m’biras; Gabriel Draetta, bateria; Vinicius Piovani, baixo
Pedro Goitein, guitarra e Luis Lobo, percussão.
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