(FOTO:AI GENERATOR)
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Reencantar para resistir: tecnologias de axé contra a intolerância religiosa

Com professor doutor Babalorísà Sidnei Nogueira de Sàngó

Centro de Pesquisa e Formação

Duração: 420 minutos

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atividade presencial

R$ 15,00 Credencial Plena
R$ 25,00 Meia entrada
R$ 50,00 Inteira

Local: Sala 7

50 vagas

Data e horário

De 21/01 a 21/01

21/01 • Quarta • 11h00
(FOTO:AI GENERATOR)
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O dia 21 de janeiro marca o compromisso público do Estado brasileiro com o enfrentamento à intolerância religiosa. Nesta formação, a proposta é inverter a lógica habitual; não faremos o inventário das feridas, faremos o inventário das tecnologias de cura, dos modos de existir e das epistemologias do Axé que sustentam os povos de terreiro há séculos. 

Falaremos de corpo, dança, educação, ecologia, linguagem, sabença, memória, agregação, matriarcado e encruzilhada. Falaremos de como resistimos e de como preenchemos de sentido o Brasil mesmo quando o país insiste em nos negar. Esta formação busca reencantar, convocar esperança e oferecer ferramentas concretas para transformar práticas pedagógicas, sociais e institucionais. 

Isso porque a narrativa pública sobre as religiões de matriz africana tem sido marcada por dor, perseguição e violência. Embora essas marcas existam e sejam graves, reduzir nossa história à violência é continuar nos olhando com os olhos do opressor. 

É necessário deslocar o eixo: Do sofrimento para as tecnologias de vida; da dor para a elaboração, para o Axé, para a sabença; da denúncia solitária para práticas coletivas de transformação. 

Ao fortalecer epistemologias negras e indígenas, a formação contribui para uma educação antirracista, para políticas culturais mais inclusivas e para o combate real ao racismo religioso.

Programação 

11h-11h20 | Abertura: A encruzilhada como ponto de partida 

Boas-vindas, apresentação da proposta, acolhimento do grupo. 

11h20-12h20 | Módulo 1: Tecnologias de Axé que reconstroem 

Corpo, linguagem, ancestralidade, dança, memória. 

12h20-13h20 | Almoço 

13h20-14h20 | Módulo 2: O terreiro como escola e o Brasil que insiste em aprender errado 

Epistemologias, educação, Lei 10.639, pedagogias da encruzilhada. 

14h20-15h20 | Módulo 3: Entre sagrado e profano: o cotidiano como campo de Axé 

Reelaboração de sentidos, meio ambiente, cuidado, comunidade. 

15h20-15h30 | Pausa 

15h30-16h20 | Módulo 4: Estratégias práticas de combate ao racismo religioso 

Protocolos, orientações para escolas, narrativas públicas, responsividade institucional. 

16h20-17h00 | Módulo 5: Dinâmica: O que cada pessoa leva para reencantar? 

Círculo de síntese: palavra, gesto, silêncio ou símbolo. 

17h00-18h00 | Encerramento Poético e Político 

Sabença, missão e a convocação do Axé para seguir fortalecendo o Brasil. 

Com Babalorísà Sidnei Nogueira de Sàngó, doutor em Semiótica e Linguística Geral pela FFLCH – Universidade de São Paulo. 

 

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