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Homenagem da Câmara Municipal de São José dos Campos aos 70 anos de fundação do Sesc | Câmara Municipal de São José dos Campos

Medalha Cassiano Ricardo

16/08/17

 

Boa noite,

Em nome do Sesc São Paulo, agradeço a presença de todos para esta homenagem.

Este agradecimento não é mera formalidade. Agradeço porque tal reconhecimento nos é necessário. Porque o resultado das ações do Sesc é, em parte, intangível.

Eu sempre me pergunto:
Quais consequências têm as ações diárias da educação não formal, do atendimento respeitoso, do cuidado com o ambiente em detalhes?

Quais efeitos produzem as ações oferecidas de modo constante, regular, que tanto podem apresentar uma tradição cultural quanto indicar um caminho artístico inédito?

Que sentido produzem o encontro fortuito com amigos, conhecidos ou desconhecidos, o abrigo para a convivência amistosa e cidadã de diferentes públicos, diversos em interesses e demandas?

O público que contemplamos e a frequência das pessoas em nossas muitas ações sugerem que a missão de atender os trabalhadores do comércio de bens e serviços – seus familiares e dependentes – está sendo cumprida.

Mas apenas a atenta apuração pela comunidade, ao longo do tempo, é capaz de conferir e validar caminhos e desafios assumidos por uma instituição orientada para a cultura e para a educação, como o Sesc.

A homenagem por estes 70 anos tem a relevância dos 52 anos em que atuamos em São José dos Campos. Aqui instalamos uma casa no centro da cidade, na Rua Capitão Roberto Ferreira Maldos nº 43, em 3 de dezembro de 1965.

Já se intuía o significativo crescimento que a cidade registraria na década de 1970, quando foi instalada a atual Unidade, vizinha ao Parque Santos Dumont, em 11 de setembro de 1976, projetada pelos arquitetos José Magalhães Jr. e Samuel Szpigel. Desde então, seguimos ladeados com o inventor que cedo previu a vocação aeronáutica e tecnológica de São José dos Campos.

O pendor industrial de alta competência, sobreposto a uma vocação sanitária anterior, não sucumbiu ao discurso mecanicista nem impediu que aqui florescesse uma rica estrutura de comércio e serviços.

Tudo isso, para que hoje seus cidadãos possam conviver em um ambiente planejado, limpo, arborizado, dotado de uma beleza natural tão peculiar como a do Banhado, que poucas cidades contemporâneas têm o prazer de possuir. Beleza esta que tem méritos no planejamento, porque mantida.

Permanece também o traço caipira. E não apenas no bolinho, que é um dos patrimônios desta cidade. A esta cultura enraizada somam-se iniciativas artísticas que, como a obra de Cassiano Ricardo, vão além do limite geográfico. Sendo conterrâneo deste imaginário pela outorga que me fez esta mesma Câmara há 12 anos, é com redobrada honra que recebo, pelo Sesc e, especial, pela equipe do Sesc São José dos Campos, a medalha que leva o nome de Cassiano Ricardo, que de pronto identificou como ladainha a exacerbada elegia à máquina. Como sabia o poeta, e sabemos hoje, é preciso “pensar”, “imaginar”, é preciso “levantar o braço para colher o fruto”.

Para realizar sua missão, ampliando-a para todo o conjunto da sociedade, o Sesc conta com parceiros em todas as esferas do poder público e privado. Em São José, não foi diferente.

A Prefeitura Municipal (por suas secretarias de Esporte, Educação, Saúde e Meio Ambiente) a Fundação Cultural Cassiano Ricardo, a Fundação Hélio Augusto de Souza, o Parque Vicentina Aranha, a Univap, a Diretoria de Ensino do Estado, o Museu do Folclore, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, foram e são parceiros frequentes do Sesc.

Esta casa legislativa também nos recebeu e apoiou no tempo em que a atual Unidade passava por reformas de modernização e ampliação na década passada.

Muitas outras parcerias são reafirmadas para o cumprimento do trabalho de segurança alimentar coordenado pelo Programa Mesa Brasil Sesc, com pequenas, médias e grandes empresas doadoras. E as instituições que têm suas refeições enriquecidas em seu caráter nutricional.

No momento de transformação latente no qual vivemos, em que mudanças demandam e são demandadas por novas tecnologias, novos atores sociais, novas realidades econômicas, é preciso reafirmar a pertinência de um modelo virtuoso de financiamento, no qual os empresários, prestando contas à sociedade, organizam-se para oferecer equipamentos e serviços de caráter modelar.

Quero, por fim, reiterar meus agradecimentos:
• Ao presidente desta Casa, Sr. Juvenil Silvério;
• À vereadora Renata Paiva, propositora desta homenagem conferida ao Sesc;
• Ao Sr. José Maria de Faria, presidente do Sindicato do Comércio Varejista de São José dos Campos e Conselheiro da Fecomercio;
• Aos gestores responsáveis pela unidade ao longo destes anos todos, que possibilitaram as condições para a boa colheita que fazemos hoje.

Ao professor Antonio Gervásio de Paiva Diniz, que conduziu o trabalho por 33 anos desde a primeira casa no Centro, ao Jubel Raimundo Cardoso, que iniciou o desafiador período de reforma e, finalmente, ao Oswaldo Ferreira de Almeida Junior, que reinaugurou o equipamento com dinamismo, atenção aos detalhes e cuidado com as pessoas.

Compartilho com eles e toda a equipe esta grande satisfação!

Muito obrigado!

Danilo Santos de Miranda
Diretor Regional do Sesc São Paulo