Duração: 150 minutos
atividade presencial
Local: Sala de Expressão Corporal 1 e 2
Inscrição online e presencial a partir de 6/5, às 14h
Datas e horários
De 13/05/2026 a 27/05/2026
O laboratório propõe a investigação do encontro entre corpos em situação de descanso, alegria e festa, compreendidos como práticas políticas, sensíveis e ancestrais de cuidado coletivo. Parte do entendimento de que corpos negros foram historicamente privados do descanso, do tempo dilatado e da possibilidade de pausa, e se ancora nas reflexões de Tricia Hersey, entre outras artistas e pensadoras negras, que compreendem o descanso como um gesto radical de recusa à lógica do capitalismo racial e da produtividade infinita. Descansar, nesse contexto, afirma-se como um direito ancestral roubado e como exercício de imaginação, sobrevivência e reparação coletiva.
A dança e a performance são acionadas como linguagens de escuta e invenção, capazes de acessar camadas sutis do encontro: o corpo que deita, desacelera, sustenta e é sustentado; o riso, a celebração e a festa como estratégias históricas de permanência e reorganização do mundo. A alegria, longe de ser superficial, emerge como força política e afetiva.
Cada encontro se propõe a pensar uma Pasárgada não como utopia distante, mas como fresta possível no agora. Um espaço-tempo onde o gesto desacelera, o toque se sustenta, o chão é habitado e a dança acontece sem urgência.
Habitar o Encontro é um convite à construção de um tempo outro: um tempo que escapa à violência, ainda que por instantes, e onde o corpo, em especial o corpo negro, não precisa provar nada apenas estar, repousar, vibrar e seguir.
Maio
Quartas: 13, 20 e 27 com Mayk Ricardo
Sábados e domingos:
16 e 17:
Pasárgada com Pâmela Ramos
Artista visual, performer e educadora cultural
Laboratório que investiga corpo, território e pertencimento, refletindo sobre quem pode descansar, sonhar e habitar espaços simbólicos. A proposta constrói uma Pasárgada possível no encontro entre arte, público e espaço, articulando performance, oralidade e presença ancestral.
23 e 24:
Dançar à Floresta. Imersão com Inaê Moreira
Artista multilinguagem e pesquisadora
Experiência performativa em que corpo e floresta se encontram em escuta profunda. A imersão ativa memórias, ancestralidades e fabulações negras, compreendendo a dança como prática de presença, cuidado e criação coletiva.
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