Selecione a inicial do nome:

Acervo Nêgo Bispo
Povoado Papagaio, Francinópolis, PI
Quilombo Saco Curtume, PI, 1959
São João do Piauí, PI, 2024
Criado em homenagem à memória de Antônio Bispo dos Santos (1959 2023), também conhecido como Nêgo Bispo, mestre quilombola, lavrador, tradutor dos saberes dos povos e comunidades contracoloniais, escritor, poeta e ativista político. O Acervo Nêgo Bispo é uma das ações que visam inscrever seu legado no tempo, partindo da visão de Bispo sobre continuidade: “começo, meio e começo”. Coordenado por sua filha, Joana Maria Bispo, e organizado por Eduardo Pontin, o projeto objetiva preservar e difundir a memória e ensinamentos de Bispo, reunindo um acervo de diversos materiais cuja base principal é a oralidade — recurso de produção de conhecimento e difusão de modos de vida valorizado por Bispo.

Adriano Jordão de Souza
Olinda – PE
Artista autodidata, Adriano Jordão de Souza iniciou sua produção ao entrar em contato com a obra de Nhô Caboclo, na galeria Nega Fulô, no Recife, onde trabalhava como faxineiro. Influenciado por esse encontro, Adriano conviveu com Caboclo, tornando-se seu admirador, auxiliar e discípulo. Passou a fazer rachos, torés, equilibristas, acrescentando temas novos, dando, à linha de trabalho de seu mestre, seu próprio direcionamento.

Ahmad Jarrah
@ahmadjarrah
Cuiabá – MT
Bacharel em comunicação social, mestre em cultura contemporânea, fotógrafo documental e contador de histórias. Jarrah foi contemplado pela bolsa Pulitzer Center para produção de reportagens investigativas, e documenta temas alinhados aos direitos humanos e crise climática, com publicações em diversos veículos nacionais e internacionais. Membro do Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso (IHGMT) e idealizador do site de jornalismo independente A Lente.

Allan Yzumizawa
@allanyzumi
Sorocaba – SP
Allan Yzumizawa é pesquisador com longa vivência no interior de São Paulo, principalmente entre as cidades de Mairinque, Sorocaba e Campinas. Sua atuação aguça olhares para a noção de “cultura caipira”, justapondo a ela relações complexas que confrontam estereótipos e conectam tramas pouco memoradas. Yzumizawa tem ascendência Ainu, população indígena que habitava o norte do Japão e foi anexada ao país, tendo sido forçada a assimilar os costumes japoneses.

Aluizio de Azevedo
@
Cuiabá – MT
É multiartista, produtor cultural, cineasta, jornalista especializado em cinema, pesquisador e ativista do universo cigano. É mestre em educação e mitologias ciganas e doutor em comunicação e saúde pela Fiocruz. Recebeu vários prêmios na área científica, como o Prêmio Compós (2019), de melhor tese em comunicação e o concurso para Artistas de Minorias da ONU (2024).

André Felipe Cardoso
@andrefelipecardoso_
Goiás – GO
No Centro-Oeste do país, André Felipe Cardoso, quilombola de origem Kalunga, da comunidade de São Félix e, atualmente, morador do quilombo Alto Santana, traz consigo saberes, materialidades e técnicas conectadas com os trajetos e desafios daqueles que compartilham a vida comunitária. Apura suas andanças nos deslocamentos sertanistas, em suas histórias interrompidas e nas artimanhas que fazem do caminho um processo de pedagogia na vida.

Arth3mis
@arth3mis
Fortaleza – CE
Artista visual, produtora cultural e audiovisual, arte educadora. Graduanda em Licenciatura em Artes Visuais pelo IFCE, colaboradora da CasAvoa – Museu Comunitário, e da biblioteca comunitária Livro Livre Curió. Foi residente do Sertão Negro Ateliê e Escola de Artes (GO) em 2024, e do PRIS – Hub Porto Dragão (CE) em 2025. Tem como temas geradores da sua pesquisa fabular o território, a memória e o arquivo por meio de técnicas como a gravura, a escultura e o bordado.

Asmahen Jaloul
@asjaloul
Rio de Janeiro – RJ
Artista visual libanesa-brasileira, cuja pesquisa está centrada nas questões socioculturais relacionadas a processos de imigração, a construção de fronteiras e os movimentos diaspóricos. Jaloul busca compreender a relação entre a memória, o registro e as narrativas em risco de apagamento, sejam elas relacionadas ao seu território de nascimento, a Baixada Fluminense, ou aos países árabes, sua origem familiar. Seu intuito é mostrar como essas imagens e memórias permanecem ativas apesar dos processos históricos de marginalização e violência perpetrados pelo ocidente.

Bruno Vital | Plataforma Demonstra
@brunovital_arte
São Paulo – SP
Artista, poeta e educador surdo. Formado em Artes Visuais, com curso de extensão em Culturas surdas na contemporaneidade: Criações e vivências artísticas (2019).

CAIANAS
Coletivo Ambientalista Indígena de Ação para Natureza, Agroecologia e Sustentabilidade
@organizacao_caianas
Miranda – MS
A organização Caianas é uma iniciativa de princípio indígena terena, coordenada por famílias terena, que realiza uma gama de ações de mobilização pela preservação orgânica do Pantanal, o cuidado com a terra, a alimentação saudável, a defesa dos diretos indígenas e da luta pelo bem-viver, a recuperação e manutenção de nascentes de rios, fortalecimento de plantios em sistemas agrícolas tradicionais terena, produção e distribuição de mudas, fomento à biblioteca de sementes e feiras de troca de sementes, entre outros. Tem realizado importantes iniciativas, como o Agroecoindígena, realizado em 2016, que se destacou por ser o primeiro evento de agroecologia protagonizado e voltado aos povos indígenas no estado de Mato Grosso do Sul. A Caianas foi vencedora do Prêmio Equatorial 2024 do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), por promover soluções inovadoras de desenvolvimento sustentável que beneficiam a natureza e as pessoas.

Capela João de Camargo
@capelajoaodecamargo
Sorocaba – SP
Na prática de curas desde 1897, João de Camargo, mais conhecido como Nhô João, finaliza em 1906 uma pequena capela no então bairro das Águas Vermelhas. Atualmente nomeada Capela Senhor do Bonfim João de Camargo, a construção está localizada na avenida Barão de Tatuí, 1083 no Jardim Paulistano, Sorocaba, SP, e mantém-se ativa pelo devotos de Nhô João.

Caranguejo Tabaiares Resiste
@caranguejotabaiaresresiste
Recife – PE
Caranguejo Tabaiares Resiste é um coletivo formado majoritariamente por mulheres negras, em defesa do território e do direito à cidade de Recife, atuando no enfrentamento ao racismo ambiental e pela moradia digna.

Carolina Cordeiro
@_carolina_cordeiro
Belo Horizonte – MG
Artista visual e sócia fundadora da Galeria de Artistas (GDA). É graduada em desenho (2008) pela Escola de Belas Artes da Universidade Federal de Minas Gerais (EBA/UFMG) e doutora (2021) pelo Departamento de Artes da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (ECA/USP). A evocação da paisagem, a poesia presente nas mais diversas manifestações culturais ou cotidianas, assim como os aspectos econômicos e sociais que envolvem a nossa história, são intrínsecos à prática da artista. Cordeiro lança luz sobre elementos de uma cultura complexa como a do Brasil, que ao passo que revela um projeto de morte, dá a ver um outro, de prevalência da vida. Por isso, a formalização de seus projetos é pensada sempre de modo a tornar visível algo que não podia ser visto, mas que estava o tempo todo presente.

Carpinteiros da Amazônia
Belém – PA
O Projeto Carpinteiros da Amazônia, aqui representado pelos Mestres Edinaldo (Ilha do Murucutu, Belém, PA), Edson (Ilha do Murucutu, Belém, PA), Josa (Furo do Benedito, Belém, PA), Oseas (Aurá, Ananindeua, PA), e Valdiley (Vila do Pesqueiro, Marajó, PA), apresenta um propósito comum de fortalecer os saberes que regem a carpintaria e seus processos na região metropolitana de Belém. Região firmada entre águas e matas, entre saberes e populações de origens indígenas, quilombolas e ribeirinhas. A carpintaria é conhecimento sagrado que conversa com as árvores e tem seus troncos como materialidade responsável por conduzir as mãos entre técnica, cálculos, engenharia e elaboração artística na criação de casas de palafitas, móveis, barcos, trançados etc.

Cartografia Negra
@cartografianegra
São Paulo – SP
O Cartografia Negra é um grupo composto por Carolina Piai Vieira, Pedro Alves e Raissa Albano de Oliveira, e que tem se dedicado a repensar, revisitar, conhecer e ressignificar territórios negros. Realizou, por anos, a Volta Negra, caminhadas que abordam vivências negras na região central da cidade, envolvendo instituições como MIT, Unifesp e diversas escolas. Com forte atuação em projetos culturais e educativos, o coletivo participou de exposições, rodas de conversa, cursos e documentários.

CasAvoa
Museu Comunitário
@casavoamuseu
Fortaleza – CE
Localizada no bairro Curió, na periferia de Fortaleza, a CasAvoa é um espaço de autogestão dos moradores do bairro. Construído em processo de mutirão iniciado pelos moradores em 1997, as Casas do Curió, trazem consigo a referência ao pássaro – de canto forte e territorialista – de mesmo nome, e possuem a mesma planta arquitetônica. Das paredes de uma dessas casas, surgiu a CasAvoa, que atua na pesquisa, preservação da memória, fomento à formação artística, práticas esportivas e de autocuidado. O espaço tem como antecedente a Livro Livre Curió Biblioteca Comunitária que faz da literatura a fonte de emancipação sócio-educacional.

CHAVOSOS®
@c_havosos
Sorocaba – SP
Atua como uma plataforma criativa de registro, valorização e divulgação do ofício daqueles que trabalham nas barbearias de Sorocaba e região metropolitana. A estética que emerge desses espaços é registrada pelas lentes dos fotógrafos Jeff e Teodoro, que também atuam no artístico. Na direção de estilo, o trabalho é conduzido por Matheus Alves. Já os cortes que impressionam pela técnica e criatividade são realizados, pelas mãos daqueles que fundamentam as práticas e pesquisas da plataforma: Wesley Fernandes, Tele Barber, Daniel Neto, Lucas Souza e Everton dos Cortes.

Colectiva Ch’ixi
@colectivachixi
La Paz – Bolívia
A Colectiva Ch’ixi é uma proposta política e social que valoriza os conhecimentos e saberes de todas as pessoas e rejeita toda forma de hierarquização sociocultural. Seus integrantes são originários de diversas regiões da Bolívia e possuem conhecimentos de diferentes áreas. O Tambo, trabalho da Colectiva em uma comunidade urbana na cidade de La Paz, tem recebido com frequência visitantes de outros países que se somam a essa iniciativa.

Daiara Tukano
@daiaratukano
São Paulo – SP
Daiara Tukano é artista, ativista, comunicadora, curadora e educadora. Mestra em Direitos Humanos pela UnB, pesquisa memória, verdade e espiritualidade dos povos indígenas, em especial o Tukano – Yé’pá Mahsã, do qual faz parte.

Daniel Moraes
@danielmoraesss
Campinas – SP
É mestre em pintura pela Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa, em Portugal, artista visual, curador independente, educador, diretor artístico e fundador da Plataforma Demonstra. Sua pesquisa concentra-se na corporeidade da deficiência (decorporeidades), utilizando a prática do desenho como principal meio para articular a relação entre monstruosidade e humanidade, estudos def e as tensões entre arte, corpo e educação.

Deka Costa
@_dekacosta
Sorocaba – SP
Deka é grafiteira, arte-educadora e artista. Atua no Coletivo de Arte Feminista de Sorocaba (COFAS) que promove a difusão do grafite e da cultura Hip Hop na região.

Dencity l Weareallchemicalsome
@dencity.ng
Calabar – Nigéria
Weareallchemicals é uma DJ, skatista e modelo de Cross River State, Nigéria. Fundadora do Dencity, coletivo de skatistas mulheres na Nigéria.

Denilson Baniwa
@
Barcelos – AM
Denilson Baniwa é amazônida da Nação Baniwa e tem como base de seu trabalho a pesquisa sobre aparecimentos e desaparecimentos de indígenas na história oficial do Brasil, ao mesmo tempo em que busca nas cosmologias indígenas e suas representações artísticas um possível método de compartilhamento de conhecimentos ancestrais e criação de um banco de dados.

Denis Moreira
@denismoreiracosta
São Paulo – SP
É artista visual e professor da rede pública de ensino. Integra a Irmandade Vilanismo, coletivo de artistas negros que atua na criação, afirmação e circulação no campo da arte. Sua pesquisa parte das culturas brasileiras e afro-diaspóricas, como forma de reativar presenças e memórias que atravessam o tempo. Moreira constrói narrativas visuais que colocam em jogo identidades, teimosias, tensionam estereótipos e refletem dilemas da contemporaneidade.

Denise de Oliveira
Sorocaba – SP
Denise de Oliveira é multiartista, pesquisadora, educomunicadora e produtora cultural. Nascida em Sorocaba, cresceu entre tradições negras que atravessam sua trajetória e orientam sua produção. Dialoga com a ancestralidade nagô, as religiosidades afro-brasileiras e as memórias negras de sua família. Seu trabalho investiga a presença de mulheres negras nas narrativas afro-diaspóricas, construindo uma poética que celebra território, resistência e reinvenção.

Discórdia
@d15cordia
Sorocaba – SP
Pedro Caboatan aka Discórdia é artista de rua independente, arte educador, multiartista e fundador do Ateliê Submundo Tropikal. Propõe reflexões sociais a partir da crítica ao modo de viver nos grandes centros urbanos.

Douglas Emilio
@douglasemilioo
Votorantim – SP
Douglas Emilio é artista da dança, teatro, performance e audiovisual, presente também na pesquisa e educação. Investiga as intersecções entre corpo, crise e coreografia, aproximando-as de imaginários não binários. Sua prática se desenvolve em colaboração com diferentes artistas e modos de criação, afirmando a indisciplina como método onde fronteiras se tocam e se transformam.

Edu O.
@eduimpro
Salvador – BA
Artista def, diretor do Grupo X de Improvisação em Dança, professor da Escola de Dança da Universidade Federal da Bahia (UFBA), Doutor em Difusão do Conhecimento Universidade do Estado da Bahia (UNEB), Mestre em Dança com graduação em Artes Plásticas pela Universidade Federal da Bahia (UFBA). Coordenador do Mapeamento Acessa Mais (MINC/UFBA). Destaca-se pela pesquisa sobre bipedia compulsória, deficiência, arte e acessibilidade.

Emily Jacir
@emilyjacir
Belém – Palestina
Com uma prática interdisciplinar que envolve o cinema, a fotografia, a instalação, a performance, o som e o texto, Emily Jacir investiga os deslocamentos pessoais e coletivos, a tradução e as histórias silenciadas. Desde 2000, atua ativamente com educação na Palestina e, em 2014, junto com Annemarie Jacir, fundou o espaço Dar Yusuf Nasri Jacir para Arte e Pesquisa em Belém. Para tanto, transformou uma histórica casa de família em um espaço cultural para artistas, pesquisadores, agricultores, arquivistas, músicos e dançarinos.

Étore Piqueira
@etorepiqueira
Sorocaba – SP
Étoré Piqueira é artista visual, arte educador, fundador da Galeria/Ateliê Flávio Gagliardi (2024), na Cidade de Sorocaba.

Família Marciano’s Sound
@familia_marcianos_sound
Sorocaba – SP
O quinteto musical Família Marciano’s Sound nasce do coral da Família Marciano, fundado pela matriarca Thereza Marciano, mulher negra que manteve viva a chama da cultura africana entre os seus. O grupo celebra a ancestralidade e a resistência por meio de um repertório vibrante de músicas africanas e afro-brasileiras.

Fernando Velázquez
@f___velazquez_
Montevidéu – Uruguai
Fernando Velázquez é artista visual, curador e educador. Investiga como a tecnologia media a percepção e as relações humanas. Sua prática abrange instalações, imagens algorítmicas, entre outros, que atravessam ciência, filosofia e saberes ancestrais.

FLAMAS | Fórum da Luta AntiManicomial
de Sorocaba
@flamassorocaba
Sorocaba – SP
O FLAMAS (Fórum de Luta AntiManicomial de Sorocaba) é um movimento social, nascido em Sorocaba, no ano de 2009, que milita pela Reforma Psiquiátrica e pela Luta AntiManicomial (“Por uma sociedade sem manicômios”). O movimento pressionou o governo, que, após investigação e TAC, fechou o último hospital psiquiátrico da cidade em 2018. Hoje, o FLAMAS segue ativo, combatendo a precarização dos serviços de saúde mental e a terceirização, defendendo um cuidado digno, ético e anticapacitista.

Flávia Aguilera
@flvaguilera
Sorocaba – SP
Flávia Aguilera é artista visual, produtora cultural e pesquisadora. Preside a Associação Cultural de Fomento à Arte Memória de Sorocaba e co-fundou iniciativas como a feira Beco do Inferno (2016), o Centro de Memória Operária de Sorocaba (2017).

Francisco Huichaqueo
@francisco_huichaqueo
Valdivia – Chile
É um criador, cineasta e curador Mapuche. Graduado em Artes Visuais e pós-graduado em Cinema pela Universidade do Chile. Seu trabalho é desenvolvido na intersecção entre o cinema, a instalação contemporânea e a cosmovisão mapuche.

Gervane de Paula
@gervanedepaula
Cuiabá – MT
O artista transita entre pintura, desenho, objeto e instalação, com referências à cultura de massa, popular e religiosa local. Aborda, dentre muitos outros temas, a violência ambiental, policial e social, além do racismo no sistema da arte.

Gordon Hookey
Cloncurry – Austrália
Do povo Waanyi, de Queensland, localiza sua arte na intersecção onde a cultura aborígine e não aborígene convergem. Sua abordagem é vibrante, e conhecida por ser uma sátira mordaz ao cenário político australiano. A perspectiva de Hookey vem de um posicionamento ativista e divergente – seus trabalhos desafiam hierarquias, atravessam o status e a integridade da “elite”, ao mesmo tempo em que trabalha para visibilizar marginalizados e oprimidos.

Guá Arquitetura
@guaarquitetura
Belém – PA
Desde 2022, os Projeto Carpinteiros da Amazônia, em parceria com a Guá Arquitetura, escritório de arquitetura que tem a Amazônia e a cultura paraense como bases, têm realizado ações de valorização da carpintaria, na luta por manter o trabalho de base comunitária e de preservação ambiental, com a extensão dos conhecimentos que a envolve para a nova geração da região, fomentando nela a responsabilidade pela continuidade dos saberes que enfrentam a desenfreada ambição da especulação imobiliária e das agências de turismo.

Guilherme Bretas
@bretasvj
São Paulo – SP
É artista visual e arquiteto, graduado pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU/USP). Sua pesquisa investiga a representação negra na fotografia, utilizando inteligência artificial para intervir em retratos e acervos históricos. Em 2023, o artista foi indicado para o Prêmio Pipa e atuou como curador da exposição “Tebas: uma pedra no chão”, no Museu Brasileiro da Escultura (MUBE).

Gustavo Caboco
@gustavo.caboco
Curitiba – PR
Do povo Wapichana, Gustavo Caboco, tem sua produção artística desdobrada nas artes visuais, no cinema e na literatura, na qual encontramos dispositivos para a reflexão sobre os deslocamentos dos corpos indígenas, os processos de valorização das culturas indígenas e o direito à memória. Parte importante de suas proposições acontecem em espaços educativos, onde o artista desenvolve pesquisa autônoma em acervos e arquivos museológicos como forma de contraposição às narrativas hegemônicas da colonialidade.

Gustavo Leite (Ghum)
São Paulo – SP
Gustavo Leite (Ghum) é artista plástico, grafiteiro e arte-educador em São Paulo. Parte de sua vivência como homem preto e periférico para expor questões sociais, raciais e identitárias.

House of Avalanx
@houseofavalanx
Sorocaba – SP
House of Avalanx é uma das pioneiras da cena ballroom de São Paulo, chegou a Sorocaba em 2021 sob liderança de Princess Mary Jane, Prince Franco, Larissa, Gabrielly e Miguel. Por meio de rodas de conversa, balls, vogue nights e workshops, promovem um espaço seguro e acolhedor para seus membros e para a comunidade do interior, mantendo vivo o legado da Trailblazer Icon Akira Avalanx.

IBEAC | Biblioteca Comunitária Caminhos
da Leitura l Bel Santos Mayer
e Val Rocha
@bc.caminhosdaleitura
São Paulo – SP
A Biblioteca Caminhos da Leitura, articulada com moradores e moradoras da região de Parelheiros, periferia sul da cidade de São Paulo, tem feito dos livros agentes poéticos e políticos que ocupam lugares e compartilham saberes. Entre 2010 e 2021, funcionou na antiga casa do coveiro do cemitério da colônia, aproximando morte e vida, ontem e amanhã, ancestralidade e futuro através das palavras lidas e escritas. Na pandemia, passou a ocupar as casas das pessoas, multiplicando-se em sacolas e estantes e dando origem a outras bibliotecas comunitárias.

Instituto Práticas Desobedientes
@institutopraticasdesobedientes
Recôncavo da Bahia – BA
Instituto Práticas Desobedientes é uma organização sem fins lucrativos que desenvolve tecnologias de formação para jovens artistas com foco em aprendizagem coletiva e pedagogias libertárias. Desde 2019, é responsável pela criação do grupo de pesquisa “Práticas Desobedientes”, programa orientado por eixos epistêmicos ligados às práticas contracoloniais, ao pensamento radical negro e às pedagogias libertárias.

Irmandade de São Benedito de Itu
(Em Memória)
Itu – SP
As Irmandades Negras são formas comunitárias criadas por homens e mulheres que, pela fé e pela ajuda mútua, celebraram e cuidaram dos mortos e dos vivos. Surgidas no período colonial, atuaram como associações sociais e políticas entre os chamados pretos, oferecendo suporte espiritual e financeiro na luta por liberdade e emancipação. Reuniam-se em devoção a santos como Nossa Senhora do Rosário, São Benedito, Santa Efigênia, Nossa Senhora da Boa Morte e São Elesbão, entre outros.

Irmandade do Rosário
dos Homens Preto
Sorocaba
(Em Memória)
Sorocaba – SP
As Irmandades Negras são formas comunitárias criadas por homens e mulheres que, pela fé e pela ajuda mútua, celebraram e cuidaram dos mortos e dos vivos. Surgidas no período colonial, atuaram como associações sociais e políticas entre os chamados pretos, oferecendo suporte espiritual e financeiro na luta por liberdade e emancipação. Reuniam-se em devoção a santos como Nossa Senhora do Rosário, São Benedito, Santa Efigênia, Nossa Senhora da Boa Morte e São Elesbão, entre outros.

Isabel Mendes da Cunha
Artesã do Vale do Jequitinhonha
Itinga – MG
Filha de uma paneleira e de um lavrador, e casada com um vaqueiro, iniciou sua produção criando bois, cavaleiros, passarinhos pousados em galhos e pequenos presépios. Também confeccionava peças mais modernas dentro do repertório cerâmico da região, como jogos para feijoada, cinzeiros e aparelhos de jantar. Tornou-se conhecida como a criadora das famosas moringas-bonecas e das noivas de cerâmica, destacando-se como uma das principais protagonistas do desenvolvimento da cerâmica no Vale do Jequitinhonha. Sob sua orientação, muitas mulheres assumiram o papel de agentes culturais, dando origem a uma geração inteira de artesãs.

Jacinta Francisca Xavier
Campo Alegre – MG
Conhecida também como Dona Jacinta, foi uma ceramista muito influente em Campo Alegre, tendo ensinado o ofício a muitas mulheres da região. Aprendeu com sua mãe, que produzia utensílios para vender, e ainda menina contribuía para a renda familiar. Suas bonecas têm braços alongados e quase sempre são pintadas com flores e folhas.

Jeff Barbato | Plataforma Demonstra
@jeffbarbato
São Paulo – SP
É artista visual, professor e mestrando em Estudos da Condição Humana (PPGECH-UFSCAR, Sorocaba). dedica-se ao estudo da iconografia da fissura labiopalatina nas artes visuais, expandindo para outras percepções de fissuras socioambientais.

João Paulo Racy | Plataforma Demonstra
@joaoracy
Rio De Janeiro – RJ
É artista, pesquisador, doutorando e mestre em arte e cultura contemporânea (PPGARTES – UERJ). participou de residências, exposições e festivais dentro e fora do país.

José Alves de Olinda
Recife – PE
Conhecido também como Mestre Zé Alves, teve seu primeiro contato com a criação artística na infância, inspirado por seu pai, Joaquim Alves da Cruz, que fazia brinquedos de madeira e lata. Aos 17 anos, começou a trabalhar na Galeria Nega Fulô, onde conheceu o artista Nhô Caboclo (1910–1976), figura fundamental para o desenvolvimento de sua trajetória. Sua produção é marcada por esculturas em madeira pintadas em preto e vermelho, nas quais explora temas como navios negreiros, guerreiros negros e indígenas, sacis, casas de farinha, barcos e cata ventos. Ao longo do tempo, consolidou uma linguagem própria, ainda em diálogo com algumas das técnicas e motivos presentes na obra de Nhô Caboclo.

Josefa Alves dos Rei (Zefa)
Artesã do Vale do Jequitinhonha
Poço Verde – SE
Conhecida como Zefa, cresceu no sertão da Bahia antes de se estabelecer em Araçuaí, em 1962, onde iniciou sua trajetória artística. Começou trabalhando com cerâmica, a partir de uma mistura própria de barro úmido, farinha e cinza, mas migrou para a madeira por questões de saúde. Tornou-se mestra no uso das madeiras do Vale do Jequitinhonha, como emburana, cabiúna, vinhático, cedro, aroeira, braúna preta e jataipeba.

Júlio Veredas
@veredas_julio
Sorocaba – SP
Artista autodidata, seu trabalho traz aspectos da cultura popular sob a perspectiva da busca e exploração do sertão de si mesmo. Realizando exposições individuais no CCSP e no MASP (1983/1984), com intensa produção em sua cidade natal, Sorocaba, e em Vitória da Conquista, na Bahia, terra do compositor Elomar Figueira Mello, que passa a ser uma grande referência em seu processo artístico. Em 2022, foi premiado no edital PROAC Exposição Inédita com o trabalho “Profundus, Sertanus, Incantatus”.

Keywa Henri
@funambuler_
Kourou / Kaulu – Guiana Francesa
Do povo Kalin’a Tilewuyu (uma das sete nações indígenas da “Guiana Francesa”), atua como multiartista e pesquisadore, sendo u primeire Kalin’a Tilewuyu graduade com título MFA na École Nationale Supérieure des Beaux-Arts de Lyon, na França. Desenvolveu uma prática multidisciplinar baseada na história dos povos indígenas de Abya Yala. Seu trabalho enfatiza uma perspectiva e um protagonismo indígena na nossa sociedade global, ao mesmo tempo em que questiona tal lugar no contexto francês.

Lari Ferreira | Plataforma Demonstra
@laaryz
Rio de Janeiro – RJ
Atua com artes integradas, é dançarina, jornalista formada pela UERJ e arte-educadora. É diretora de produção, formada em engenharia de produção cultural, com ênfase em cultura de periferia, pela Unirio, e em técnicas cênicas pela divisão de teatro da UERJ.

Lua Kixelô Cavalcante | Plataforma Demonstra
@luascavalcante
São Paulo – SP
Artista, diretora de arte, capoeirista, sambadeira de roda e aleijada. É tecnóloga em fotografia, pedagoga e educadora griô. Atualmente cursa MBA em Gestão de Museus e Inovação, e mestrado em Design (UnB). É conselheira curatorial no Solar dos Abacaxis, brincante na Coletiva Casa Moringa e coordenadora pedagógica na Galeria-Escola A Pilastra.

Lucas Soares
@1ucasoares
Miracema – RJ
Artista visual cuja prática transita entre performance, escultura, fotografia, vídeo, escrita e práticas colaborativas, interessando-se pelas micronarrativas que emergem das brechas, das dobras da história, nos resíduos urbanos e nas memórias afro diaspóricas. Busca imagens que operem com amolecimento das pedras e ensaiem outros modos de estar juntos.

Lucia Maria de Oliveira
@avovolucia
Itapetininga – SP
Lucia Maria de Oliveira é multiartista e desenvolveu sua trajetória entre São Miguel Arcanjo e Sorocaba. Mãe de três mulheres negras, inspira-se em suas próprias vivências para produzir esculturas que evocam memórias rurais, experiências na cidade e as múltiplas trajetórias profissionais de pessoas negras.

Luciana Lamothe
@lucianalamothe
Mercedes – Argentina
Artista visual que trabalha com escultura, performance, desenho e vídeo. Seu trabalho se baseia no conceito de crise e concebe a matéria como uma entidade ativa. Investiga seus poderes sensíveis, focando nas tensões entre construção-destruição, flexível-rígido. Em 2024, representou a Argentina na 60ª Bienal de Veneza.

Lucilene Wapichana
@lucilene_wapichana
Boa Vista – RR
Do povo Wapichana, Lucilene Wapichana é cientista social. Atua em projetos culturais, educativos e artísticos, com foco na valorização da ancestralidade indígena, saberes tradicionais e criatividade como ferramenta de transformação.

Márcia Mura e a Muhuraida
@muramarcia
Porto Velho – RO – Humaitá – AM
Grupo de artistas do Povo Mura, a Muhuraida, é organizado por Márcia Mura e, realiza suas criações multiartísticas abordando as relações entre memória e corpo, espírito e território. Sempre carregadas pelos ensinamentos das e dos mais velhos de seu povo, suas produções têm colocado em diálogo a linguagem tradicional com a contemporânea.

Margarida Libre
Sorocaba – SP
Flávia Negretti (Margarida Libre) é multiartista pedagoga e arte-educadora. Desenvolve projetos sociais e culturais pelo Brasil. Sua arte é crítica que propõe reflexões sociais e revolucionárias.

Margarida Pereira Chaves
Artesã do Vale do Jequitinhonha
Caraí – MG
Nascida e criada na zona rural de Caraí, Margarida Pereira Chaves herdou do pai, Ulisses Pereira Chaves (1922–2006) – um dos maiores ceramistas brasileiros que, por sua vez, iniciou o ofício do barro observando sua mãe e parentes fazendo objetos utilitários – a habilidade de moldar a argila. Suas esculturas, assim como as de seu irmão José Maria, deram continuidade à linha expressiva iniciada pelo pai: figuras zoomórficas em grandes escalas.

Maria Assunção Ribeiro
Artesã do Vale do Jequitinhonha
Taiobeiras – MG
Maria Assunção Ribeiro aprendeu a trabalhar a argila com a mãe, Anália de Oliveira. Em suas obras construiu um retrato sensível da vida rural. Suas esculturas, em pequenos formatos, representam personagens, em sua maioria negros, em atividades cotidianas, sejam atividades voltadas aos afazeres domésticos, ao cuidado espiritual ou ao trabalho na roça. O estilo que a tornou famosa seguiu adiante.

Maurina Pereira dos Santos (Teca)
Artesã do Vale do Jequitinhonha
Santana do Araçuaí – MG
Maurina Pereira dos Santos, conhecida como Teca, aprendeu a modelar argila quando deixou a zona rural para estudar. Foi com as vizinhas da época, Placidina Fernandes do Nascimento e Dona Isabel, que ela descobriu o trabalho com a argila. Teca levou esse conhecimento adiante, ensinando sua filha Gilda e sua nora Aneli. Suas obras já foram exibidas em exposições no Rio de Janeiro e Belo Horizonte.

Mestra Antônia
@mestrantoniamary10
Goiânia – GO
Artista popular, mestra de Samba de Roda, afro empreendedora e professora. Mestra Antônia é integrante do Projeto Batucagê, responsável pela produção executiva do evento Batucagê na Serrinha. No Conjunto Samba de Roda da Serrinha é coordenadora do grupo de sambadeiras, onde atua na formação das novas brincantes. Também integra o projeto Chitafina, onde trabalha com afro empreendedoras do ramo de confecção, promovendo o resgate do vestuário tradicional do Samba de Roda.

Mestre Goyano
@omestregoyano
Uruaçu – GO
Mestre da cultura tradicional afro-brasileira, capoeira angola, samba de terreiro, professor, Ogan alabê no ilê axé Ode Layê Lubo (Salvador/BA). Fundador do projeto Batucagê, Instituto Barravento, Samba de Roda da Serrinha e do Centro de Capoeira Angola Barravento. Atua como mestre e coordenador nesses locais e coletivos, preservando e promovendo a cultura ancestral afro brasileira, comprometido com a luta e a educação antirracista. Sua trajetória conta uma história de resistência negra em Goiânia.

Mestre Guaraná
@mestre_guarana
Goiânia – GO
Carlos Martins recebeu o codinome de mestre Guaraná ao iniciar sua prática na capoeira com mestre Zumbi, em razão de sua relação com a ancestralidade indígena. Graduado em Pedagogia pela Pontifícia Universidade Católica (PUC/GO), dedica-se há mais de quarenta anos à capoeira, sendo fundador do Grupo Calunga de Capoeira Angola e mestre no Sertão Negro – escola de artes, ambos em Goiânia. Sua pesquisa artística entrelaça corpo, memória e resistência, investigando a trajetória da capoeira angola por meio da gravura.

Miguela Moura
@miguelaperaltamoura
Ponta Porã – MS
Miguela Moura é artista visual, ilustradora e ativista Guarani, natural da fronteira Brasil-Paraguai. Integra o coletivo Koa Kuera, onde atua com sua pesquisa na construção de imagens como resistência e memória. Sua obra destaca narrativas indígenas em diálogo com práticas artísticas, comunitárias e educativas. A terra indígena Guyra Pepo é uma comunidade Guarani fortalecida pela cultura indígena e pela preservação do meio ambiente.

Moisés Patrício
@moisespatricio
São Paulo – SP
Moisés Patrício é babalorixá, artista visual e arte-educador. Sua produção reúne fotografias, esculturas e performances que são atravessadas pela espiritualidade, ancestralidade e coletividade.

MOVHIT PE | Movimento Independente
de Homens Trans
e Transmasculinidades
de Pernambuco
@moviht.pe
Recife – PE
Fundado em 2020, o Movimento Independente de Homens Trans e Transmasculinidades de Pernambuco (MOVIHT) é formado por ativistas independentes e de diversas organizações. Seu objetivo é fortalecer as lutas e pautas da população transmasculina por meio de ações como formação em direitos humanos, agroecologia e geração de renda.

Nara Rosetto | Plataforma Demonstra
@nararosetto
São Paulo – SP
Artista multidisciplinar e doutoranda na Universidade do Porto, em Portugal. Pesquisa, a partir da sua experiência com deficiências dinâmicas, a vulnerabilidade, a invisibilidade e o corpo através da catalogação, da repetição e de processos diários.

Nhô Caboclo
Águas Belas – PE
Manuel Fontoura, conhecido como Nhô Caboclo, tem uma trajetória envolta em incertezas. Pouco se sabe sobre sua infância e, embora se especule que tenha nascido na aldeia Fulni-ô, em Águas Belas (PE), dizia sobre si mesmo: “eu não sou índio, como o pessoal aí diz; eu sou caboclinho”. Desde muito jovem produzia objetos de barro e de materiais pouco usuais, como barba-de-bode e mandioca linheira, até trabalhar com Mestre Vitalino (1909–1963), em Caruaru. Mais tarde, abandonou a argila — que considerava um material “morto” — e passo olha de flandre e penas. Suas obras, de forte imagética ligada ao mar, incluem navios com guerreiros e pessoas escravizadas acorrentadas, além de torés e rachos, temas que marcaram profundamente sua produção.

No Martins
@nomartins_
São Paulo – SP
Com um percurso iniciado na arte de rua, entre a pixação e o grafite, No Martins articula um repertório que transita pela pintura, instalação e vídeo, mantendo como eixo central uma reflexão sobre as questões sociais e raciais que atravessam o cotidiano brasileiro. Sua obra tensiona as estruturas que sustentam a desigualdade — o racismo, a segregação econômica e territorial e a violência institucional —, elaborando, pela imagem, estratégias de resistência e reconfiguração do olhar, sobretudo sobre corpos negros.

Novíssimo Edgar
@novissimoedgar
Guarulhos – SP
Novíssimo Edgar é um artista visual e sua prática transdisciplinar une música, artes visuais, performance e audiovisual. Seus trabalhos articulam futurismo indígena, diáspora negra e ecologias especulativas, usando materiais recicláveis, tecidos e tecnologias. Na música, colaborou com Elza Soares, Céu, João Donato e Baianasystem.

Ocupação Dandara
@ocupacao_dandara
Sorocaba – SP
Reunindo cerca de 265 famílias em luta por moradia e dignidade, a Ocupação Dandara é formada por trabalhadoras e trabalhadores que sustentam, apesar dos ataques, a esperança de um futuro mais justo para suas crianças e adolescentes, cultivando organização, solidariedade e perseverança.

Original Bomber Crew
@original_bombercrew
Teresina – PI
Original Bomber Crew é uma organização de práticas, pesquisas e produções da cultura Hip Hop. Referência no nordeste do Brasil por seu trabalho de formação e criação em danças de rua, performances, batalhas, intervenções urbanas e oficinas.

Pastoras do Rosário
@pastorasdorosario
São Paulo – SP
Pastoras do Rosário é um grupo musical formado em 2017 na Igreja do Rosário dos Homens Pretos da Penha de França, na Zona Leste de São Paulo. Construída no século XVIII pela antiga Irmandade, a igreja mantém até hoje um calendário ativo de festas religiosas e encontros comunitários. O grupo é composto por Carla Lopes, Dona Margarida, Lara de Jesus, Marlei Madalena, Rainha Neuza, Sandrinha do Rosário, Sol Majestade e Wilma Ayó.

Paula Sampaio
@paulasampaio564
Belo Horizonte – MG
PAo longo de sua trajetória, Paula Sampaio desenvolve uma prática com foco na Região Amazônica, território para onde se mudou com a família ainda criança. A partir de um olhar sensível, suas obras nascem de um processo de retorno constante, revisitando comunidades, paisagens e histórias atravessadas pelos ciclos de colonização, migração e exploração mineral e hídrica. Em um gesto de escuta, registra o impacto humano sobre os ecossistemas amazônicos e o cotidiano das populações que vivem às margens das grandes estradas abertas.

Pedro Street
@pedrostreetx
Porto Alegre – RS
Next-Gen Artist blending visual culture, design, and cutting-edge technology to create immersive and culturally rich experiences. I move within the blind spot where culture, streets and technology converge, a space often overlooked but where I’ve developed a unique ability to anticipate and shape emerging trends.
I’ve exhibited and spoken at venues such as Carnegie Hall (New York), Wired Conference, WAF Freedom Park (Lagos), Ling Institute and +

Pérola Santos
@perola_santos__
Eldorado – SP
Artista, pintora, muralista e produtora cultural visual da comunidade do Quilombo Ivaporunduva, a artista reflete sobre o distanciamento entre corpo humano e natureza como um dos fatores do desequilíbrio contemporâneo, visível na escassez que marca as metrópoles. Em suas pinturas, traz à tona cenas do cotidiano de diferentes comunidades e retrata mestres e mestras como guardiões de saberes orais e práticas que resistem ao apagamento histórico. Esses modos de vida, muitas vezes ameaçados, não apenas persistem, mas indicam caminhos para reconstruir relações mais respeitosas entre corpo e território.

Placidina Fernandes do Nascimento
Artesã do Vale do Jequitinhonha
Joaíma – MG
Placidina Fernandes do Nascimento foi uma parteira muito conhecida, e por suas mãos diversas crianças chegaram em sua cidade e nas localidades vizinhas. Dedicou-se à lavoura e à produção de cerâmica utilitária, fazendo potes para estocar água e louça para uso doméstico. Foi com Isabel Mendes da Cunha (Dona Isabel) que aprendeu a modelar bonecas. Seu tema favorito são as mulheres, especialmente grávidas e mães. Possui obras em acervos de diversas instituições no Brasil.

Plataforma Demonstra
@demonstra.br
Campinas – SP
Fundado em 2021, o grupo reúne artistas com deficiências (defs) dedicados a ações e projetos em arte, educação e acessibilidade poética, com o objetivo de mapear, fomentar e estimular a produção de artistas defs no campo das artes visuais. Em Frestas, o grupo apresenta obras de Bruno Vital, artista, poeta e educador surdo; Jeff Barbato, artista visual e pesquisador das iconografias da fissura e de outras fraturas socioambientais; João Paulo Racy, artista e pesquisador com trajetória em exposições e residências no Brasil e no exterior; Lari Ferreira, artista de artes integradas, dançarina e arte-educadora; Lua Kixelô Cavalcante, artista, diretora de arte, educadora griô e capoeirista; e Nara Rosetto, artista multidisciplinar cuja pesquisa investiga vulnerabilidade, invisibilidade e corpo a partir da experiência com deficiências dinâmicas.

Projeto Motoca na Praça | Livia Guimarães Arruda
@projetomotocanapraca
@liviaguiarruda
São Paulo – SP
Lívia Guimarães Arruda é pedagoga, formada pela Universidade de São Paulo (USP), com quinze anos de experiência em educação infantil. Já atuou como professora e coordenadora pedagógica, tanto na rede privada quanto pública. Atualmente, é formadora de coordenadores pedagógicos de educação infantil da PMSP. Já realizou diversos projetos envolvendo crianças e cidades. Idealizadora do Projeto Motoca na Praça: andanças e aventuras de triciclo pela Praça da República e centro de São Paulo. Ao transformar as motocas em mediadoras lúdicas, o projeto propõe uma reflexão sobre o ambiente urbano como um espaço de brincar, no qual a infância possa ser visibilizada na paisagem da cidade. Nessas ações, põe-se em relação o corpo adulto, o corpo infantil e o território, afirmando o direito das crianças de circularem, ocuparem e produzirem caminhos e sentidos nos espaços públicos.

Puma Camillê
@capoeiratravesti
Campinas – SP
Travesti preta, multiartista, reconhecida como Star Mother pela cena ballroom brasileira, é fundadora do Movimento Capoeira para Todes. Seu trabalho de performance tem sido orientado pela reconstrução do imaginário de corpos dissidentes, bem como de suas perspectivas de futuro.

Quilombo do Caxambú l Cintia Delgado
@casa.quilombola
@cintia_adelgado
Salto de Pirapora – SP
Sexta geração remanescente do Quilombo Caxambu, Cintia Delgado atua como guia de turismo cultural e produtora cultural na Casa Quilombola. É cofundadora do Grupo Turi Vimba (2005), junto com descendentes do Quilombo Caxambu. O grupo tem a oralidade como forma de transmissão de saberes e a musicalização como ferramenta para continuidade das tradições quilombolas no interior de São Paulo.

Regina Pereira
@angutuvimba
Salto de Pirapora – SP
É ativista, multiartista e moradora do quilombo Cafundó, nos arredores de Sorocaba. Regina Pereira é uma das poucas pessoas que não nasceu no quilombo, mas que desde cedo sentiu o chamado para se unir à comunidade em luta e resistência. Tornou-se uma das principais lideranças do Cafundó e referência na luta quilombola, atuando de forma decisiva no processo de regularização das terras. É filha de Teodoro Martins Pereira, quilombola mulungu de Boninal, Bahia. Atuou na diretoria da Associação Remanescente de Quilombo Kimbundu do Cafundó e é fundadora do grupo Mulheres Quilombolas do Cafundó, do Grupo de Jovens, do Grupo da Agricultura e do Grupo Turi Vimba. É membra do Conselho de Turismo e secretária no quilombo. Também atua como compositora, jongueira e artesã. Desenvolve trabalhos de estamparia em tecidos com materiais colhidos em seus caminhos: folhas, galhos e frutos, que marcam os trajetos de sua vida. Em diálogo com o tempo, observa o brotar, viver, cair e transformar-se. Pela tinta extraída da vida botânica, une o tingimento sustentável às práticas ancestrais do quilombo. Sua técnica conta histórias e preserva a memória da terra, das plantas e de suas mãos.

Richard Long
@alinemade.bywalking
Bristol – Inglaterra
Destacou-se entre os artistas britânicos do pós-guerra por sua obra centrada sobretudo na atividade de caminhar, abrir caminhos na paisagem a partir da repetição, do ir e vir no trajeto, assim como animais e humanos fazem há milênios. De suas jornadas, aparentemente solitárias, também surgem a coleta e organização de matérias-primas organizadas tanto no percurso da paisagem exterior como nos ambientes internos de galerias e museus. Processos documentados a partir de fotografias em preto e branco, ocasionalmente em cores, mapas, livros e textos.

Rita Gomes Ferreira
Artesã do Vale do Jequitinhonha
@
Cidade – Estado
Rita Gomes Ferreira é ceramista e ex-professora da escola local. Aprendeu a trabalhar com argila aos 11 anos com sua tia, dona Rosa, que considera sua mestra. Após um período vivendo em outra cidade, retomou o ofício em 2000, aos 39 anos, quando voltou para Coqueiro Campo. Recomeçou produzindo peças pequenas — como galinhas e flores — e hoje desenvolve também bonecas, que considera suas peças mais desafiadoras. Liderança entre as artesãs da região e integrante do Programa Turismo Solidário, Rita vive exclusivamente da renda de suas peças.

Rodrigo Lahoud
@rd.lahoud
São Paulo – SP
Artista e educador, graduado em licenciatura em artes visuais pela Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP). Com raízes familiares árabes e armênias, Lahoud direciona sua pesquisa às questões migratórias e às relações entre os chamados ocidente e oriente. A partir de uma perspectiva subjetiva, entrelaça diferentes camadas desse contexto, de modo a evidenciar fenômenos que atravessam o coletivo ao longo das gerações.

Roseane Cadete
Boa Vista – RR
Roseane Cadete é educadora e historiadora do povo Wapichana. Mestra em sociedade de fronteira, se dedica a narrar histórias do seu povo, conectando o passado e o presente através de sua arte e seu compromisso com a cultura e a história.

Samba de Roda da Serrinha
@sambadaserrinha
Aparecida de Goiânia – GO
Samba de Roda da Serrinha é parte do Projeto Cultural Batucagê na Serrinha, coordenado pelo mestre Goyano e pela mestra sambadeira Antônia. O grupo oferece vivências e oficinas com o objetivo de preservar e cultivar em comunidade, a cultura e os ritmos ancestrais do samba de caboclo.

Sidney Amaral
@sidneyamaral
São Paulo – SP
Foi artista visual, pesquisador e professor com uma vasta produção ao longo de seus vinte anos de carreira. Licenciado em Artes Plásticas pelo Centro Universitário Armando Alvares Penteado (FAAP) e aluno de Ana Maria Tavares, no Museu Brasileiro da Escultura (MUBE), transitou com fluidez pelas linguagens do desenho, pintura, escultura, gravura e instalação, sempre movido pelo interesse no realismo como forma de representação minuciosa do mundo. Seu corpo, negro, urbano, consciente de sua historicidade, tornou-se dispositivo de reflexão estética e política. Ao colocar-se como sujeito e objeto da obra, Amaral tensionou questões de identidade, subjetividade, violência estrutural, cidadania e pertencimento, inscrevendo no campo da arte debates urgentes sobre o lugar social de negros e afrodescendentes no brasil contemporâneo.

Silvania de Deus
@ateliesilvaniadedeus
Fortaleza – CE
Silvania de Deus é artista têxtil, designer de moda e articuladora de afetos e territórios. Borda mundos com linhas herdadas da mãe costureira. Vive e cria na Praia de Iracema, em Fortaleza, onde desenvolve sua marca “Sil” e o Hub Cultural Iracema.

SLAM015
@slam015
Sorocaba – SP
O Slam 015 é um coletivo que, atualmente, está organizado por três integrantes de diferentes gerações e trajetórias que atravessam experiências de identidades plurais. Sua atuação se concentra nas ruas e espaços educacionais comprometidos com a promoção da igualdade racial e projetos socioeducativos que fortalecem práticas antirracistas e a valorização das narrativas periféricas.

Sociedade Cultural e Beneficente
28 de Setembro l Márcio Brown
@clube28sorocabaoficial
Sorocaba – SP
Fundado por quatorze trabalhadores ferroviários e operários da antiga Companhia Nacional de Estamparia (Cianê), a Sociedade Cultural e Beneficente 28 de Setembro — também conhecida como Clube 28 de setembro — consolidou-se como um dos mais importantes espaços de resistência, cultura e lazer da população negra de Sorocaba. Em um tempo em que os clubes sociais impunham barreiras raciais, o Clube 28 tornou-se lugar de afirmação e organização: além dos bailes e apresentações de renomados artistas, dali emergiram movimentos e articulações importantes para a cidade.

Talles Azigon
@tallesazigon
Fortaleza – CE
Talles Azigon é um artista da palavra, nasceu em Fortaleza, no bairro da Maraponga, e cresceu no bairro do Curió. Criou uma biblioteca comunitária, um museu comunitário, uma editora e uma livraria. Possui 7 livros publicados.

Terra Indígena Guyra Pepo
Tapiraí – SP
A terra indígena Guyra Pepo é uma comunidade Guarani fortalecida pela cultura indígena e pela preservação do meio ambiente.

Tiriri Rayo
@tiririrayo
Escada – PE
Tiriri Rayo é artista visual e fotógrafa. Cria imagens que tecem ficções entre tecnologia e ancestralidade, narrando cosmovisões originárias, nas quais o ser humano e natureza se fundem em uma só existência. Utiliza o audiovisual como ferramenta de visibilidade para os indígenas da Mata Sul de Pernambuco.

Tomoo Handa
Utsunomia – Japão
Tomoo Handa foi um artista de origem japonesa radicado no brasil desde os onze anos de idade. Se estabeleceu com a família no interior do estado de São Paulo, se dedicando ao trabalho em lavouras de café. Na década de 1920, mudou-se para a capital e começou a estudar artes, elegendo a pintura como sua principal linguagem. Em conjunto com outros artistas nipo-brasileiros (alguns nascidos no Japão e outros já no Brasil), criaram o grupo Seibi-kai (1935 – 1947), também conhecido como Seibi, que se tornou um marco na criação e construção de pensamento artístico de base modernista. Handa teve uma trajetória inquietante, entrecruzando caminhos históricos, culturais e artísticos entre a sua origem e ancestralidade japonesa com o Brasil, em especial, aos saberes das sociedades indígenas e de populações afro-brasileiras.

Tor Teixeira
@tor.teixeirarte
Miracema – TO
É artista visual integrante do Sertão Negro e do Coletivo Jatobá Nascente. Em 2025, participou da exposição Sertão Negro: Território Vivo, no Storefront, em Nova York e também da instalação Sertões comissionada ao Sertão Negro para a 36a Bienal De São Paulo. Sua prática abrange o desenho, a pintura e o muralismo. Do ponto de vista temático, Teixeira aborda a performance do corpo masculino. Conectando-o aos gestos presentes na capoeira angola e às cosmologias afro-brasileiras, o artista reimagina referências e desconstrói os modelos tradicionais de masculinidade. A partir de um jogo de reflexos no qual a luz, sombra, refração e cor são considerados, emerge uma obra simbólica, sensível e crítica, que tem na corporalidade o fio condutor.

Zezinho Lima
Sorocaba – SP
Zezinho Lima iniciou sua trajetória artística no final dos anos 1960, participando do Clube Amigos das Artes, na Praça Frei Baraúna, no centro de Sorocaba, SP; e das exposições que aconteciam na Praça da República, em São Paulo, SP. Formou-se na faculdade em Desenho e Plástica de Tatuí (1973) e em Educação Artística, pela Faculdade de Belas Artes, em São Paulo (1975). Atuou como professor de educação artística em escolas estaduais e particulares, lecionando desenho e artes plásticas na Faculdade Nossa Senhora do Patrocínio, em Itu, e encerrou sua vida docente na escola Senai Gaspar Ricardo Jr., em 1996, onde ministrou aulas de desenho técnico até sua aposentadoria. Nas suas pinturas, lima não se limita a representar figuras humanas ou elementos do espaço urbano de forma estática. Com uma pincelada rápida da tinta acrílica, ele captura o movimento dos corpos em suas ações cotidianas e um espaço urbano pulsante. A dinâmica social e cultural também é bastante presente nas suas telas, que tomam o samba, a rua e a praça como tema. Já a cidade de Sorocaba, em particular, aparece como cenário em algumas de suas obras, funcionando como pano de fundo em que é evidenciando tanto a arquitetura quanto a vivência coletiva.
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