Fotos: Amanda Neri, Vanessa Cruz Pereira, Pankara Produções, Janaína Silva, Jamile Anahata, Ryane Leão, Luz Ribeiro
Fotos: Amanda Neri, Vanessa Cruz Pereira, Pankara Produções, Janaína Silva, Jamile Anahata, Ryane Leão, Luz Ribeiro

Poesia do Ori ao Py: bate-papos sobre modos de ocupar territórios poéticos

Bom Retiro

A16

atividade presencial

Grátis

Local: Sala de Oficinas 1

Datas e horários

De 27/02 a 06/03

27/02 • Sexta • 19h00
04/03 • Quarta • 19h00
06/03 • Sexta • 19h00
Fotos: Amanda Neri, Vanessa Cruz Pereira, Pankara Produções, Janaína Silva, Jamile Anahata, Ryane Leão, Luz Ribeiro
Fotos: Amanda Neri, Vanessa Cruz Pereira, Pankara Produções, Janaína Silva, Jamile Anahata, Ryane Leão, Luz Ribeiro

O ciclo Poesia do Ori ao Py propõe uma travessia poética e reflexiva por diferentes formas de expressão da oralidade: do slam ao sarau, chegando à Roda de Poemas, marco da literatura negro-brasileira. Inspirado no gesto ancestral de reunir-se em roda para ouvir e trocar histórias, o projeto convida escritoras e poetas de distintas gerações, origens e linguagens a compartilhar trajetórias, visões de mundo e modos de fazer poético, ao mesmo tempo que provoca o público à experimentação e criação poética.

O título do ciclo é simbólico: Ori, do iorubá, significa cabeça, consciência, princípio espiritual; Py (pronuncia-se “pã”), do tupi, significa pé, base, corpo que pisa e se move. Juntas, as palavras evocam a travessia da cabeça aos pés, do pensamento à ação, da consciência ao corpo, conectando mente, voz e movimento.

Ao longo de três encontros, o público é convidado a escutar, trocar ideias, refletir e experimentar modos de ocupar territórios poéticos, reconhecendo a potência da palavra falada como lugar de resistência, memória e invenção. Mais do que conversas, o ciclo se afirma como espaço de continuidade das tradições orais, em que corpo, voz, ancestralidade e criação se cruzam e se transformam mutuamente. As vozes negras e indígenas são centrais na construção das oralidades brasileiras, evidenciando a força coletiva, poética e política da palavra compartilhada.

Acessibilidade: podem participar da atividade públicos com e sem deficiências. Evento conta com tradução simultânea em Libras. 

Entrega de senhas 30 minutos antes, no local.

Dia 27/2 – Slam: voz, corpo e território
Com Luz Ribeiro e Ryane Leão
Bate-papo sobre slam e poesia falada, linguagens que unem arte, política e comunidade. As poetas compartilham trajetórias e reflexões sobre a palavra dita em primeira pessoa e em coletivo, abordam corpo e performance, e conduzem provocações que estimulam a criação poética e a exploração da própria voz.

Dia 4/3 – Sarau: território da palavra e do espírito
Com Jamille Anahata, Janaína e DJ Pankará
Diálogo sobre o sarau como espaço de convivência, ancestralidade e liberdade poética. As convidadas, integrantes do UruKum Sarau (encontro multiétnico e independente que realiza intervenções artísticas sobre questões contemporâneas dos povos indígenas) compartilham suas experiências em rodas e saraus que conectam espiritualidade, oralidade e território. O público é convidado a refletir sobre como a palavra se transforma em corpo, espírito e presença coletiva, e sobre os modos de criação e expressão poética que emergem desse encontro.

Dia 6/3 – Roda de Poemas: palavra ancestral e continuidade
Com Miriam Alves, Esmeralda Ribeiro e participação musical de Vanessa Cruz
Conversa sobre a história e legado da Roda de Poemas, criada pelo grupo Quilombhoje Literatura nos anos 1980, e sobre a importância das rodas de declamação poética na valorização da literatura negro-brasileira. O encontro inclui momentos de leitura, reflexão e experimentação poética, conectando ritmo, corpo e ancestralidade.

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