foto: Jean Louis Fernandez
foto: Jean Louis Fernandez

Quem Matou Meu Pai (Qui à tue mon pére)

Com Édouard Louis (Schaubühne am Lehniner Platz) | direção Thomas Ostermeier

MITsp

Pinheiros

Duração: 90 minutos

A12

atividade presencial

Local: Teatro Paulo Autran

venda online pelo site ou aplicativo Credencial Sesc a partir de 12/02, às 12h.

foto: Jean Louis Fernandez
foto: Jean Louis Fernandez

O desgosto com que o escritor francês Édouard Louis olha para o pai – violento, alcoólatra, conservador e responsável por explosões homofóbicas que o traumatizaram – está profundamente enraizado em sua história de vida. No entanto, ao confrontar o pai doente em seu livro homônimo, agora levado à cena e interpretado pelo próprio autor nesta peça dirigida pelo encenador alemão Thomas Ostermeier, essa raiva se desloca e se transforma em compaixão. Partindo do corpo quebrado do pai, Louis propõe uma reescrita contundente da história política e social recente da França. Em cena, ele constrói um manifesto polêmico e rebelde contra o esquecimento, a exclusão e a violência física de uma sociedade atravessada por divisões de classe e, ao mesmo tempo, elabora uma declaração íntima de amor dirigida a alguém que se torna quase impossível amar.

Venda online pelo site ou aplicativo Credencial Sesc a partir de 12/02, às 12h.
A sessão do dia 13/3 conta com interpretação em Libras e audiodescrição.

Édouard Louis é um escritor francês. Nascido como Eddy Bellegueule, estudou sociologia com Didier Éribon na École Normale Supérieure, em Paris, cidade onde vive. Seu romance autobiográfico de estreia, O Fim de Eddy (2014), tornou-se o best-seller número um na França e foi traduzido para 18 idiomas. No livro, ele narra a história pessoal de sua juventude como homossexual em um meio operário nas províncias francesas. Seu segundo romance, também autobiográfico, História da Violência, foi publicado em 2017, seguido pelo estudo social Quem Matou Meu Pai. O autor recebeu o Prêmio Pierre Guénin por seu engajamento contra a homofobia.

Thomas Ostermeier é diretor residente e membro da direção artística da Schaubühne desde 1999. Formou-se em direção pela Hochschule für Schauspielkunst Ernst Busch e foi diretor artístico da Baracke, no Deutsches Theater de Berlim. Dirigiu produções no Münchner Kammerspiele, no Festival de Edimburgo, no Burgtheater de Viena e na Comédie-Française de Paris. Em 2004, tornou-se artista-associado do Festival d’Avignon, onde apresenta regularmente seus espetáculos. Recebeu o Leão de Ouro da Bienal de Veneza pelo conjunto de sua obra (2011) e diversas honrarias, como a Ordem do Mérito da República Federal da Alemanha e o Prêmio Kythera de Cultura (ambos em 2018).

A Schaubühne é um dos teatros mais importantes de língua alemã e referência internacional na criação contemporânea. Fundado em 1962, em Berlim, e sediado desde 1981 na Schaubühne am Lehniner Platz, mantém no centro de seu trabalho um elenco fixo de cerca de 30 atores. Seu repertório reúne clássicos do teatro mundial e obras de autores contemporâneos, com mais de cem estreias mundiais e alemãs nas últimas décadas. Sob direção artística de Thomas Ostermeier desde 2009, o teatro realiza extensas turnês internacionais e organiza o festival FIND, dedicado às novas dramaturgias e ao intercâmbio entre diferentes tradições cênicas.

Ficha Técnica

De Édouard Louis

Direção: Thomas Ostermeier

Com: Édouard Louis

Vídeo: Sébastien Dupouey, Marie Sanchez

Cenografia: Nina Wetzel

Figurino: Caroline Tavernier

Composição: Sylvain Jacques

Dramaturgismo: Florian Borchmeyer, Elisa Leroy

Produção: Anne Arnz, Elisa Leroy

Iluminação: Erich Schneider

Assistência de direção: Elisa Leroy, Amalia Starikow

Assistência de cenografia: Felix Remme

Gerente de palco: Roman Balko

Quem Matou Meu Pai é uma produção da Schaubühne Berlin e do Théâtre de la Ville Paris. Apoiado pelo Departamento do Senado para Cultura e Europa (Berlim, Alemanha)

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