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Com a palavra, as pretas, de Awa Thiam

Com Lilia Guerra, escritora e Monica Mendes, professora. Mediação: Maria Teresa Ferreira, escritora

Mulheria

Sorocaba

A16

atividade presencial

Grátis

Local: Sala de oficinas

Vagas limitadas. Grátis. Retirada de senhas 1 hora antes.

Data e horário

De 25/03 a 25/03

25/03 • Quinta • 19h00
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Bate-papo sobre o livro “Com a palavra, as pretas”, que compõe a Coleção Biblioteca Africana (uma coedição entre Edições Sesc e Zahar). Na obra, considerada fundadora do feminismo negro francófono, a antropóloga senegalesa Awa Thiam traz à luz experiências, problemas e lutas das mulheres negras, por meio de suas próprias vozes em entrevistas. Temas como a mutilação genital feminina e a poligamia são abertamente denunciadas e criticadas. A publicação ainda convoca as mulheres africanas a tomarem as rédeas de suas vidas contra o poder colonial e patriarcal. Assim, projeta um horizonte ético-político em que não há revolução possível sem uma escuta radical dos seus traumas, da sua esperança e, sobretudo, da sua vontade de ser livre. 
 
Lilia Guerra é autora da compilação de contos “Perifobia“, finalista do Prêmio Rio de literatura, e do romance “Rua do Larguinho”. Seu primeiro livro, “Amor Avenida”, originalmente lançado em 2014, foi reeditado em 2022, quando também foram impressos os três volumes da coleção “Novelas que escrevi para o rádio” e “Crônicas para colorir a cidade”. Em 2023, foi contemplada com o Prêmio Carolina Maria de Jesus pelo inédito “Cavaco do ofício”, reunião de contos. Lilia promove ações que incentivam o hábito da leitura e da escrita. Sobretudo, nos locais mais afastados do centro da cidade de São Paulo. “O céu para os bastardos” é seu mais recente romance, finalista do Prêmio São Paulo de literatura em 2024.  
 
Monica Mendes é professora doutora da Faculdade de Saúde Pública da USP. É doutora e mestre em Ciências pela mesma instituição e graduada em psicologia pela Unesp, campus Bauru. Sua trajetória inclui experiência no SUS, onde atuou como psicóloga em diferentes níveis de cuidado, e também como psicóloga clínica. Pesquisa Relações Raciais na Saúde, analisando como as formações raciais brasileiras estruturam o campo da Saúde Coletiva, com ênfase em discriminação racial e branquitude. 
 
Maria Teresa Ferreira é escritora e psicanalista. Palestrante e consultora das áreas de gênero e raça. Atua na intersecção que acolhe questões de gênero, raça, sexualidades e inconsciente. Autora dos livros “Nozes” e a “A menina que lia o vento”, coautora do livro “Narrativas de liberdade: marcha das mulheres negras de São Paulo” e “Carolinas – A nova geração de escritoras negras brasileiras” (FLUP) – que reúne textos em homenagem a Carolina Maria de Jesus. 

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