Duração: 720 minutos
atividade presencial
Grátis
Local: Sala de Exibição
Inscrições a partir do dia 20/3, às 14h.
O curso propõe um mergulho na trajetória daquela que é reconhecida como a primeira cineasta da história do cinema e uma das figuras centrais na criação e desenvolvimento da narrativa cinematográfica. Em dois encontros, de duas horas, com exibição de algumas de suas principais obras, as aulas investigam como, ainda nos primórdios do cinema, ela percebeu o potencial das imagens em movimento para contar histórias, experimentando com encenação, humor, crítica social e inversões de gênero. Os encontros acompanham sua ascensão na França, a criação do estúdio Solax nos Estados Unidos, onde atuou como diretora, roteirista, produtora e chefe de estúdio e o processo de apagamento histórico ao qual foi submetida. Sua luta pessoal por reconhecimento, também será abordada por meio da reivindicação de sua autoria e da escrita de suas memórias. Por que conhecer Alice Guy hoje? Como seria a história do cinema se seu nome não tivesse desaparecido? De que maneira sua obra ainda nos ajuda a compreender as disputas de autoria, memória e poder que atravessam o audiovisual? O curso convida o público a refletir sobre essas questões e a redescobrir uma história e uma filmografia tão pioneiras quanto surpreendentes.
Com Vivian Malusá, pesquisadora, produtora e preservadora audiovisual, é mestre em Multimeios – História e Teorias pela Unicamp e mestre em Cinema – Valorização de Arquivos Cinematográficos e Audiovisuais pela Université Paris 8, com mobilidade acadêmica na Universidade de Bolonha. Supervisiona o Serviço de Acervo e Distribuição da TV Senado e atuou na coordenação de acesso e difusão da Cinemateca Brasileira, onde produziu e coordenou mostras e festivais. Trabalhou ainda na Cinemateca Francesa e na produção do festival Il Cinema Ritrovato. Participou do programa Courants du Monde, do Ministério da Cultura da França, e do programa Frame Advanced Access, promovido pelo Institut National de l’Audiovisuel (INA) e pela Federação Internacional de Arquivos de Televisão (FIAT/IFTA). Atua como curadora de mostras e festivais, desenvolvendo projetos ligados ao patrimônio audiovisual e à difusão cinematográfica, além de ministrar cursos e oficinas de história do cinema e acesso a acervos, com ênfase em mulheres pioneiras do cinema.
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