Duração: 60 minutos
atividade presencial
Local: Teatro
Venda online a partir de 31/3, às 17h. Venda nas bilheterias a partir de 01/4, às 17h.
Na sala dos espelhos, adaptação do livro homônimo de Liv Stromquist, conta a história de uma mãe que, ao ver sua filha pré-adolescente entrar em crise com a própria aparência, enfrenta o desafio de criar uma menina feminista em um mundo cada vez mais caótico. Para isso, ela convida Nina, sua filha, e o público, a brincar de pensar sobre o mito da beleza que tanto aprisiona meninas e mulheres.
“Meu primeiro contato com a obra de Liv foi uma experiência reveladora. Fui fisgada pela sua ironia e inteligência. Entre reflexões filosóficas, referências históricas e críticas à cultura da imagem, Liv nos faz questionar o quanto nossa autoestima depende do olhar alheio. E foi assim que decidi levar isso ao palco. Interpretar esta peça tem sido uma jornada. No palco, falo sobre o olhar, a beleza, a cobrança, os padrões e prisões internas ¿ mas fora dele, sou mãe de uma menina que começa a descobrir seu próprio reflexo. E é impossível não pensar em como esse olhar do mundo pesa sobre nós, mulheres, desde cedo. Percebi o quanto herdamos espelhos trincados, distorcidos por expectativas. Hoje tento abrir espaço para um novo reflexo. Talvez essa seja a beleza que queira ensinar à minha filha.”- Carolina Manica (atriz e idealizadora
O que pode o corpo de uma atriz diante de um ensaio filosófico em quadrinhos? Ensaio esse “Na sala dos espelhos – a autoimagem em transe ou beleza e autenticidade como mercadoria na era dos likes e outras encenações do eu” da sueca Liv Stromquist é uma tese visual sobre a beleza onde as irmãs Kardashian dividem as páginas com Susan Sontag, Zygmunt Bauman, Naomi Wolf, a Bíblia, a madrasta da Branca de Neve e tudo parece fazer muito sentido. Através do seu traço expressivo e pop, ela convida o leitor a brincar de pensar sobre desigualdade de gênero, relações de poder e estruturas sociais, e usa conceitos do feminismo, da ciência política, da psicologia e da filosofia para basear suas análises. É tudo muito colorido, ao mesmo tempo que é terrivelmente ácido. Ler qualquer uma das obras de Liv é uma experiência fascinante.
Ao final, nos sentimos mais inteligentes e também mais indignados. Mas como traduzir uma obra como essa para os palcos sem perder a sua essência? Por incrível que possa parecer, foi traindo Liv sem pudor que pudemos nos encontrar com ela. Para isso, criamos uma personagem que fosse capaz de atravessar essas questões não de uma maneira intelectual, mas com seu corpo. “A mãe da Nina”, nossa protagonista, é uma mulher que está no climatério enquanto sua filha está entrando na adolescência. Ambas precisam se relacionar com o espelho e com a tirania da imagem enquanto seus corpos vivem uma grande transformação. E o que pode um corpo? No teatro, um corpo pode tudo. – Michelle Ferreira e Maíra de Grandi (direção e adaptação)
FICHA TÉCNICA
Texto Original: Liv Strömquist
Idealização: Carolina Manica
Direção e Adaptação: Michelle Ferreira e Maíra De Grandi
Atuação: Carolina Manica
Trilha Sonora: Ava Rocha e Grisa
Direção de Arte (Figurino e Cenário): Fábio Namatame
Iluminador: Caetano Vilela
Designer: Julio Dui
Fotógrafo: Paulo Vainer
Maquiagem: Thiago Braga
Operação de Som: Grisa
Operação de luz: Gabriel Sobreiro
Direção de Produção: Carolina Manica
Assistente de Produção: Marcela Horta
Produção: Grilo Azul Filmes
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