Foto: Marcelo Camargo - Agência BRASIL
Foto: Marcelo Camargo - Agência BRASIL

Outros modos de viver: lazer, esporte e o ensino de culturas indígenas

Com Soraia Chung Saura, Kawakani Mehinako e Jurandir Jekupe

Centro de Pesquisa e Formação

Duração: 360 minutos

16

atividade presencial

R$ 18,00 Credencial Plena
R$ 30,00 Meia entrada
R$ 60,00 Inteira

Local: Auditório

Datas e horários

De 24/04/2026 a 25/04/2026

24/04 • • 10h30
25/04 • • 14h00
Foto: Marcelo Camargo - Agência BRASIL
Foto: Marcelo Camargo - Agência BRASIL

O curso propõe uma imersão teórico-prática nos diálogos entre lazer, esporte, educação e Bem Viver, a partir de contribuições do pensamento indígena e de experiências interculturais situadas. Parte-se da compreensão do lazer não como tempo residual ou mercantilizado, mas como possibilidade existencial e relacional, vivida em culturas nas quais tempo, espaço e vínculos comunitários se organizam de modo estético, coletivo e ético. Nessa perspectiva, o lazer articula território e ludicidade, tornando-se um campo privilegiado para a promoção da saúde coletiva e para a sustentação de modos de vida plurais. Jogos, brincares, danças, festas são abordados como expressões paradigmáticas do Bem Viver, de acordo com os estudos recentes desenvolvidos pelo Grupo de Estudos PULA da EEFE-USP. Esporte e Lazer, em sua dimensão simbólica e experiencial, reconhece o corpo partícipe na produção de sentidos e saberes.

1. Bem viver em relação ao Lazer: contribuições do pensamento indígena
O Lazer enquanto possibilidade, se materializa em culturas cujo tempo, espaço e relações são vividos de modo estético, comunitário e orientados pelo Bem Viver. Nestes contextos, as práticas corporais articulam ludicidade, cultura e corporeidade, promovendo a saúde coletiva. Com metodologia teórico prática, a aula busca oferecer ferramentas conceituais e sensíveis para a educação e o lazer em diálogo com modos de vida tradicionais e plurais.

2. A experiência intercultural
Nesta aula receberemos a professora Kawakani Mehinaco, para uma experiência sensível de educação indígena, na metodologia das Rodas de Conversa e do Fazer-Junto. A partir de contos e mitos, histórias e contextos, práticas de jogos e brincadeiras, realizaremos uma imersão seguida de debate sobre a relação trabalho, práticas corporais e bem-viver.

3. Brincar, Jogar, Dançar O brincar livre e tradicional a partir de materiais audiovisuais de pesquisa e prática de jogos. Os Jogos Indígenas e os Jogos dos Povos Indígenas. Cestos, canoas, arcos e flechas. Ao promover relações comunitárias, cooperação e pertencimento, articulando corpo e território, esporte e lazer são a ação do Bem Viver. Ao mesmo tempo, sustentam a saúde coletiva e modos de existência baseados no cuidado, na reciprocidade e no equilíbrio sustentável com a vida.

4. A aula é o campo
A última aula desloca o espaço da aprendizagem para o campo vivido, com uma visita à Terra Indígena Guarani Mbya do Jaraguá. Em diálogo com o professor Jurandir Jekupe, os participantes vivenciam uma roda de conversa e uma experiência na casa de reza, entrando em contato direto com uma etnia que participa ativamente da vida urbana. O curso se encerra reafirmando a aula como território de encontro, experiência e transformação, consolidando o aprendizado a partir da presença, do corpo e da relação. Encerramento das atividades do curso.

Com Soraia Chung, professora doutora da Escola de Educação Física e Esporte (EEFE-USP), com formação em Filosofia e Ciências da Educação, e pós-doutorado em Estética do Desporto pela Universidade do Porto. Atua em pesquisas sobre brincar, jogos tradicionais, festas, lazer e diversidade, a partir de uma perspectiva ecocentrada do esporte.

Com Kawakani Mehinako, nascida na Terra Indígena do Alto Xingu, compartilha saberes e culturas indígenas por meio de oficinas, palestras e cursos em espaços culturais. Artista e contadora de histórias, atua na valorização das tradições e narrativas de seu povo.

Com Jurandir Jekupe, morador do território indígena Jaraguá (SP), é professor da Escola Estadual Indígena Djekupe Amba Arandu e agente ativo na defesa e fortalecimento de seu território. Palestrante e promotor cultural, atua em projetos de gestão territorial, turismo comunitário e sustentabilidade.

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