Na realidade dos grandes centros urbanos, o contato com a natureza e os quintais foi cada vez mais reduzido, comprometendo vínculos com saberes e práticas de cuidado transmitidas por gerações. A vivência “A Garrafa Mágica da Dona Alcina resgata essas memórias e práticas, inspirada na trajetória de Dona Alcina, benzedeira e conhecedora das ervas que cuidava das crianças e da comunidade com remédios naturais preparados em seu quintal. A proposta convida os(as) docentes a se reconectarem com saberes ancestrais afro-diaspóricos por meio do contato direto com ervas, aromas e rituais de encantamento. Mais do que uma oficina, trata-se de uma experiência sensível que mobiliza memória, afeto e criatividade, apontando caminhos para integrar o cuidado e o encantamento às práticas pedagógicas cotidianas.
Assistente social, doula, mestra em Ciências pela Escola de Comunicação e Arte da USP(EACH-USP) e doutora em Arquitetura e Urbanismo pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP( FAU-USP). Pesquisadora do racismo e sua articulação com o espaço urbano, estuda as estratégias de sobrevivência, resistência e cuidado de pessoas negras em territórios periféricos. Formadora de educação para infâncias pela Casa Redonda. Rainha de festa da Comunidade do Rosário dos Homens Pretos da Penha de França e colaboradora da rede Br Cidades. Autora do livro “Territórios de morte: homicídio, raça e vulnerabilidade social” na cidade de São Paulo.
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