
Durante o INSPIRA 2026, recebemos a instalação “Casa Verde: de dentro para fora”, assinada por Rodrigo Bueno, do Mata Adentro (@mataadentro). Para quem passava pela unidade, era um convite imediato ao contato com a natureza, algo que, no dia a dia, temos deixado cada vez mais de lado.
Rodrigo compartilhou um pouco sobre os processos e a curadoria por trás da montagem desse espaço, que nos transportava para memórias afetivas.

1) O que muda na nossa saúde quando nos reconectamos com a natureza, em espaços como esse?
“O contato com a natureza, em espaços como esse, realinha o nosso senso de pertencimento. Ele refresca a memória, desperta curiosidade e amplia a alegria de viver.
De alguma maneira, as plantas se relacionam intimamente com a gente, com a nossa intuição e com o nosso afeto pelo outro. Quando vemos uma plantinha murcha, por exemplo, logo pensamos: ‘Nossa, vamos cuidar’. Isso já desperta uma afetividade.”
2) O que a falta de contato com a natureza pode causar na nossa saúde hoje?
“A ausência de natureza pode trazer diversos distúrbios, como físicos, respiratórios e ansiedade, mas também um sentimento profundo de vazio, de depressão e de solidão.
A natureza representa relação, coletividade e pertencimento ao todo. E isso é parte da cura para a depressão contemporânea. A gente precisa se reconectar. Por isso, o meio ambiente não é algo de que apenas cuidamos, é algo com que nos relacionamos.”

3) Como foi feita a escolha das plantas? Existe um significado por trás das espécies ou da composição do jardim?
“A escolha das plantas segue muito a tradição das nossas avós, dos ‘cantinhos de vó’. São as chamadas plantas de poder. Todas são poderosas, mas algumas têm funções específicas, como desmagnetizar e promover bem-estar.
Entre elas estão as mais aromáticas, como manjericão, alecrim, arruda, pimenta, café e diferentes tipos de samambaia. São plantas que, pelo aroma e pela presença, ajudam a renovar, suavizar e harmonizar o campo ao nosso redor.
Também há ervas para chás e banhos, ervas ligadas à felicidade e à propagação de boas energias. E ainda a amoreira, também conhecida como pimenta-rosa.”
4) Qual é o principal convite que essa instalação faz ao visitante?
“O principal convite é voltar para casa, no sentido de se sentir em casa dentro do Sesc. É como abrir uma janela imaginária para o quintal da avó, um espaço de relaxamento e contemplação.
Alguns visitantes comentaram: ‘A gente sempre almoça e vai embora, mas agora esse cantinho dá vontade de ficar’. E até lamentam o fato de que ele não será permanente, pedem que exista algo assim para sempre.
Depois do almoço, dizem, é gostoso sentar ali, relembrar e conversar. O som da água convida à troca, às memórias e às emoções. Parece que tudo flui.
As crianças também se encantam. Deitam no chão, brincam com as cabaças, se interessam pelas flores e pelo fluxo mágico da água em constante movimento. É uma experiência viva.”

Entre memórias, aromas e o som da água, surge uma pergunta essencial: que pausa é possível aqui? No vídeo, Rodrigo nos convida a sentir essa resposta.
Utilizamos cookies essenciais para personalizar e aprimorar sua experiência neste site. Ao continuar navegando você concorda com estas condições, detalhadas na nossa Política de Cookies de acordo com a nossa Política de Privacidade.