Duração: 90 minutos
atividade presencial
Grátis
Local: Térreo
Sem retirada de ingressos. Sujeito à lotação do espaço.
Data e horário
De 21/05/2026 a 21/05/2026
O bate-papo sobre Violência Obstétrica propõe uma reflexão profunda e necessária sobre práticas abusivas, desrespeitosas ou negligentes que podem ocorrer durante a gestação, o parto, o pós-parto e situações de abortamento. O termo violência obstétrica é utilizado para nomear ações que ferem a autonomia, a dignidade e os direitos das pessoas que gestam, manifestando-se por meio de intervenções desnecessárias, falta de informação, violência verbal, psicológica ou física, além da negação de escolhas e do consentimento informado. O encontro busca contextualizar o tema a partir de uma perspectiva social, de gênero e de direitos humanos, ampliando o entendimento sobre como essas práticas estão relacionadas a estruturas históricas de poder e desigualdade no cuidado em saúde. A conversa também abordará caminhos para a prevenção da violência obstétrica, a importância da humanização do parto e do fortalecimento das redes de apoio.
Com a participação de Jacqueline Araujo, Luciana Palharini e Nabila Fernanda, o encontro valoriza escuta, informação e cuidado para promover um parto mais humano e respeitoso.
Nabila Pereira é mulher negra, cis, nascida e criada no bairro do Capão Redondo-SP, graduada em Obstetrícia pela Universidade de São Paulo, atua como Obstetriz no SUS, consultora em amamentação. Ativista no feminismo negro, no combate ao racismo obstétrico e pelos direitos reprodutivos.
Jacqueline Araújo é Obstetriz formada pela USP (2016), com pós-graduação em Saúde Coletiva (2018) e mestrado em Ciências pela USP (2023). Atualmente atua em uma Casa de Parto em São Paulo, com experiência prévia tanto em ambiente hospitalar quanto em partos domiciliares. Sua trajetória profissional é orientada pela defesa dos direitos sexuais e reprodutivos, buscando oferecer um cuidado respeitoso, baseado em evidências e centrado na autonomia das mulheres.
Luciana Palharini é bióloga pela UNESP, Mestre e Doutora em Educação pela UNICAMP. Atualmente, é professora no Centro de Ciências Naturais e Humanas da Universidade Federal do ABC e no Programa de Pós-Graduação em Ciências Humanas e Sociais também da UFABC. Nos últimos anos, têm se dedicado ao tema dos direitos sexuais e dos direitos reprodutivos, com foco na problemática da violência obstétrica e da Justiça Reprodutiva, e no campo das políticas educacionais em gênero e sexualidade. É pesquisadora do Núcleo de Estudos de Gênero Esperança Garcia, da UFABC, e coordenadora do Observatório de Políticas Educacionais do Grande ABC.
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