Duração: 90 minutos
atividade presencial
Grátis
Local: Espaço de Tecnologias e Artes - 4º andar
Data e horário
De 13/06/2026 a 13/06/2026
O Brasil é marcadamente conhecido por ser a terra da mandioca, mas o milho também tem uma importância enorme e estrutural, sobretudo no Sudeste. Durante as celebrações juninas, é presença garantida em todo país, mas em São Paulo, é encontrado o ano inteiro e não pode faltar nas casas nem nas ruas – basta ver a quantidade de carrinhos de milho verde, pamonha, curau e pipoca espalhados pela cidade.
A proposta desta roda de conversa é abordar o milho para além dos festejos do meio do ano, mostrando que seu papel em nossa cultura alimentar antecede a chegada dos europeus. Ao longo do bate-papo, será abordada sua presença desde os primeiros anos de colonização, destacando sua função na cultura identitária do país que então se formava.
A ideia é mostrar ainda sua sacralidade e resistência desde o passado até os dias atuais para as populações afrodescendentes e para os povos originários, como os Guarani, que vêm retomando a própria soberania alimentar ao resgatar as sementes ancestrais de diversas espécies de milho de todas as cores e tamanhos. Uma resposta, inclusive, ao grão como commodity – este amarelinho que comemos no dia-a-dia e que se padronizou como única opção do mercado.
Jerá Guarani é Pedagoga pela Universidade de São Paulo (USP). Ela foi professora e diretora da Escola Estadual Indígena Gwyra Pepó. É agricultora e liderança Guarani Mbya da Terra Indígena Tenondé Porã, no extremo sul de São Paulo, onde também realiza projetos culturais e documentários.
Rafaela Basso é historiadora da Universidade Estadual de Campinas. É graduada em História pela Unicamp, com mestrado e doutorado em História pela mesma instituição. É autora dos livros “A cultura alimentar paulista: uma civilização do milho? 1650-1750” (Alameda, 2015) e “Entre tabuleiros, balcões e fogões: um estudo sobre a alimentação de rua na cidade de São Paulo. (1765-1834)” (Alameda, 2022). Tem vários artigos e capítulos de livros publicados na área de história da alimentação. Foi professora no curso de Pós-Graduação “Gastronomia: História e Cultura” no Centro Universitário Senac-SP. Atualmente desenvolve pesquisa de pós-doutorado intitulada: “Alimentação paulistana portas adentro: Novas práticas alimentares e espaço doméstico na cidade de São Paulo (1810-1870)” no Museu Paulista/ USP.
A jornalista paulistana Patrícia Moll trabalha com comunicação na área de gastronomia há 20 anos. Também atua como pesquisadora de história e cultura alimentar para projetos editoriais e audiovisuais. É co-autora do livro “Ceviche, do Pacífico para o Mundo” (Senac SP, 2013). Como roteirista e diretora, produziu mini-documentários sobre ingredientes brasileiros, caso do Dois Riachões, Cacau e Liberdade, vencedor de 14 prêmios incluindo um da FAO ONU, e Agricultura Guarani, sobre o resgate dos cultivos ancestrais de milho em São Paulo. Já escreveu para veículos como ECOA-UOL e as revistas Feira, Sabor Club, Prazeres da Mesa, Vida Simples e Marie Claire. Como ativista de alimentação, colaborou para o Slow Food Brasil por muitos anos, quando idealizou eventos para promover ingredientes nativos ameaçados de extinção.
A atividade faz parte do projeto Milho Maravilha, que tem como proposta celebrar o milho, cereal tão constitutivo das práticas alimentares dos povos latino-americanos.
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