Duração: 120 minutos
atividade presencial
Grátis
Local: Área de Convivência | Mezanino
Data e horário
05/06 a 05/06
Áreas verdes nas cidades não são apenas paisagem: são essenciais para a saúde, o equilíbrio climático e a qualidade de vida. A mesa reúne ciência do clima, saúde pública e estudos sobre natureza urbana e desigualdades territoriais para discutir como o contato com o verde impacta o bem-estar físico e mental, além de abordar o racismo ambiental e a urgência de ampliar o direito à natureza.
A atividade marca a abertura da programação Florestar SP, que acontece no Sesc Pinheiros nos dias 6 e 7 de junho, integrando a ação em rede do Sesc São Paulo Festival Florestar – do quintal à floresta.
Debatedores
Carlos Nobre (participação por vídeo gravado)
Cientista Brasileiro de Sistemas Terrestres, engenheiro pelo ITA e doutor em Meteorologia pelo MIT. Foi pesquisador do INPE por mais de 30 anos, onde criou o Centro de Ciência do Sistema Terrestre e ajudou a estruturar o CPTEC. Também liderou iniciativas estratégicas como o Programa de Mudanças Climáticas da FAPESP, a Rede CLIMA e o Experimento LBA na Amazônia. Atuou como Secretário Nacional do MCTI e presidente da CAPES, além de colaborar com o IPCC e organismos internacionais ligados à sustentabilidade e clima. Atualmente é professor titular do IEA-USP, copresidente do Painel Científico para a Amazônia e membro de academias científicas internacionais, incluindo a Royal Society e a Academia Nacional de Ciências dos EUA.
Ligia Vizeu Barroso
Professora Titular do Departamento de Geografia da Universidade de São Paulo. Pesquisa geografia da saúde e análise espacial de desigualdades socioambientais, investigando como território, ambiente e infraestrutura urbana influenciam a saúde da população.
Gisele Brito
Pesquisadora e ativista dedicada ao direito à cidade e à justiça ambiental, atual coordenadora da área de Clima e Cidade do Instituto de Referência Negra Peregum. Formada em Comunicação Social, mestra e doutoranda em Planejamento Urbano pela Universidade de São Paulo (FAUUSP). Entre 2016 e 2021 foi pesquisadora do LabCidade.
Chirley Pankará
É artista, educadora e ativista ambiental indígena do povo Pankará. Já atuou como deputada, levando as pautas dos povos originários para o campo institucional, e participou da COP 30, contribuindo com debates sobre justiça climática, território e direitos indígenas em espaços internacionais. Atua na defesa do território, dos saberes ancestrais e dos direitos dos povos originários, articulando arte, educação e política. Seu trabalho transita entre práticas comunitárias, formação cultural e ações de conscientização ambiental, utilizando o corpo e a estética como ferramentas de resistência, memória e afirmação indígena contemporânea.
Mediação
Fernanda Pinheiro da Silva
Geógrafa e mestre em Geografia Humana pela Universidade de São Paulo, doutoranda em Planejamento e Gestão do Território na Universidade Federal do ABC. Integra o Laboratório de Justiça Territorial (LabJuta-UFABC) e atua como consultora no Geledés, nas temáticas de racismo ambiental, emergências climáticas e ambientais.
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